domingo, 8 de janeiro de 2017

Noite de chuva


DODDO FELIX 


Chove incessantemente. É noite escura.
A chuva escore, a cantar, no telhado.
Entre as ramagens do bosque molhado,
beijando as flores o vento murmura.
Dentro da noite eu sofro um mal sem cura:
estou preso ante a chuva e, desolado,
penso em ti, se estivesses ao meu lado
para aquecer-me com tua ternura!…
E desejo apertar-te nos meus braços,
receber os teus beijos, teus abraços
e juntinho a teu corpo adormecer…
Mas estou só, o meu leito vazio.
Não tenho sono, faz bastante frio.
E a noite toda a chover, a chover.

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