terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Final de ano

Ivar Hartmann


Entre os brasileiros, nesses dias, avulta a insegurança. Quanto maior a metrópole, maiores os riscos. Sair à noite, andar pela calçada escura, caminhar em determinadas áreas das cidades, são prenúncio de problemas. Dirigir com vidros abertos, parar em sinaleiras, pegar o filho colégio, andar com veículo potente. Caminhar pela calçada falando ao celular, distrair-se na saída do banco ou usar caixas eletrônicos. Terminar o assunto com a namorada na porta da casa. Abrir a garagem para sair, etc. É para lembrar: estamos o dia inteiro envolvidos com situações de risco. Buscamos à noite os lugares mais movimentados e iluminados, os restaurantes ou bares que tenham segurança na rua. Sempre receoso de que a qualquer momento estaremos envolvidos em algum perigo. E então ficamos pensando na garantia que é viver em um país mais adiantado ou com mais segurança. Era! Em Istambul as casas não têm grades porque são desnecessárias. Não há roubos ou assaltos como aqui onde alarmes, cercas elétricas, grades, empresas de segurança, guardas particulares, são uma exigência para a tranquilidade. Mas lá os terroristas atacam por todos meios e em qualquer local. O sujeito pode ser morto por uma bomba que explode em um campo de futebol ou atingido por balas que buscavam uma autoridade. Neste ano os terroristas se disseminaram pela Europa, facilitados pelas fronteiras abertas e pelas massas de fugitivos das guerras do Oriente. 
Na Alemanha ou na França os órgãos de segurança mantem controle severo e dominam ruas e metrôs. Todos podem andar tranquilamente a qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer cidade. Podiam. Um pacote vazio pode ser uma bomba, o caminhão andando rápido pode ser um terrorista em direção ao alvo. A mesquita tanto pode ser uma casa de oração quanto uma escola de atentados. Uma vez em um trem, na Noruega, o condutor pediu a passagem e revistou a mala do meu vizinho porque era da Malásia. Imaginem agora quando não se sabe em que país será o próximo ataque. E os interessados em praticá-lo têm as informações necessárias disponíveis na internet? Os europeus, infelizes, estão se nivelando a nós em insegurança. 2017 não deverá ser melhor. Que Deus nos proteja por todo este novo ano. Traga-nos paz. Muita paz para os brasileiros. E empregos. Muitos empregos. E saúde. Muita saúde.
ivar4hartmann@gmail.com

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