segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Por quem os sinos dobram?


Fernando Antonio Bezerra


A morte, definitivamente, não é um tema fácil, mas, inevitável. Chegando novembro, mês das almas, a conversa vai para a mesa com maior frequência. Difícil para quem fica, inimaginável para quem vai, somente a fé, que anima a esperança, torna o pranto da saudade menos agudo e nos faz enxergar um horizonte além do último suspiro.
Se há uma verdade na vida, mesmo não sendo a conversa tão agradável, é que a morte é certa para todos. Com a moça caetana, como a morte é tratada por Ariano Suassuna, a conversa é curta, as vezes, até grossa. Às vezes ela esquece um ou outro e a idade chega mais longe. Tem gente que até tenta se esconder, mas não consegue pelo tempo que deseja. Ela acha, chega e leva. A margem de negociação é muito estreita.
Tem muita gente boa que segue antes do combinado, como repete Rolando Boldrin... Gente que até prometeu se esconder, mas desliza na estratégia ou é surpreendido pela astúcia da velha moça. Gente do bem querer da gente que se mais vida tivesse, ainda assim, a partida seria dolorida. Gente que faz o coração da gente empurrar lágrimas de saudade para os olhos... A morte é danada, alcança todos e, mesmo indignados em um ou outro episódio, ela não alisa ninguém. Pode até chegar mais rápido em alguns casos e demorar para outros, mas quando chega não pergunta cor, raça, condição econômica ou credo.
Depois que a morte chega, em cada credo ou tempo, o choro e a guarda do corpo podem ser diferentes. Nos meus tempos de menino, por exemplo, no cortejo dos anjos subindo a Rua da Matriz em Acari, havia consternação, mas não me lembro de muito choro. Era algo frequente e quem perdia um já cuidava em encomendar outro. Ainda alcancei o tempo triste da mortalidade infantil onde os Cemitérios tinham um recanto somente para as crianças falecidas e, lamentavelmente, não eram poucas.
No Caicó de todos nós, por sua vez, muitas segundas-feiras, o choro era de se ouvir de longe quando um jovem morria, geralmente, vítima de algum acidente automobilístico. Hoje as crianças, com a permissão de Deus, ficam taludas, mas morrem jovens pela desgraça das drogas e pela violência do entorno do vício. E, o que é pior, já não se chora tanto, porque a notícia não choca mais e, não raro, a própria família já esperava o desfecho.
De todo modo, no Seridó que a gente ama quando morre alguém e segue o credo católico, há repicar de sinos. Na cidade maior somente alguns que estão muito próximos a Igreja conseguirão ouvir o canto dos sinos e, creio, não há o mesmo uso de nossas cidades seridoenses onde o badalar marca a agenda do povo. Aliás, os sinos expressam comunicações. Existem técnicas apropriadas para cada comunicação, desde uma simples badalada, “ao dobrar, ao toque picado, ao toque encadeado e ao toque repicado ou repenicado, que é o mais festivo”, ensina a literatura disponível em pesquisas e instituições. Assim, ao ouvir o toque fúnebre logo se pergunta: quem morreu? Por vezes, a partir daí, se estabelece uma teia de solidariedade para amparar os que ficam e encomendar a boa ida de quem parte. E quem parte vai integrar o mundo dos mortos, cuja data se reverencia, notadamente, no dia de finados que, a exemplo da morte, é celebrado de diferentes formas em função da fé e do costume. Sobre a devoção às almas e o respeito que, independentemente de crença, devemos ter aos mortos, Padre Eymard Monteiro, no livro “Caicó: subsídios para a história completa do Município”, evidencia que a Irmandade das Almas de Caicó é uma das mais antigas do Brasil, fundada em 1791. É, portanto, uma tradição que deveria ser melhor evidenciada.
Enfim, a conversa meio longa e provocativa, entretanto, não poderia terminar sem um registro de tristeza pela partida de Wilson Dantas, caicoense que foi militar, comerciante, esposo de Juraci e pai de Rodrigo. Foi embora no final da última sexta-feira (28.10) tragado pelo mesmo coração que o fez amar tanto sua família e a terra Caicó na qual toda vida viveu sendo exemplo de cordialidade e retidão. Por ele, merecidamente, os homens tiraram os chapéus, as mulheres fizeram reverência e os sinos dobraram
.


Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó e escreve às segundas-feiras

Crrise econômica se aprofunda


Piadinha cu de raposa

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                             O marido fala para a esposa:
      - Querida,se prepare que hoje a noite vai ser quente!
  - Jura amor?
 Juro, o ar condicionado pifou.

Mais um

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A mosca




O QUE ACONTECE QUANDO A MOSCA CAI DENTRO DO COPO DE CAFÉ?

O CARIOCA: Joga fora o copo de café e sai andando puto de raiva.

O PAULISTA: Joga fora a mosca e bebe o café.

O GAÚCHO: Come a mosca e joga fora o café.

O NORDESTINO: Bebe o café com a mosca.

O BAIANO: Vende o café para o CARIOCA, a mosca para o PAULISTA, manda o GAÚCHO
pra puta que o pariu e compra pra ele mesmo um novo café

A humanidade agradece mais uma descoberta importante



Atraso a fornecedores atinge 70% das prefeituras



“Pelo menos 70% das Prefeituras estão com atraso a fornecedores”, diz o presidente do Partido do Bar de Ferreirinha (PBF), Bibica Di Barreira. Em entrevista ao jornal Valor Monetário, o líder nacional do PBF afirmou que o atraso no pagamento a fornecedores atinge quase a metade dos Municípios do país, que não devem resolver a inadimplência até o fim do ano.
Essas informações foram publicadas na imprensa nacional. A notícia destaca que a queda de receitas de arrecadação e de transferências afetou a capacidade dos Municípios de fazer frente às despesas correntes. Para Bibica não há perspectiva de mudança na evolução das receitas, as despesas de pessoal deverão pesar mais com o pagamento do décimo-terceiro salário. Para ele, esses gastos devem gerar restos a pagar para o próximo ano.

Enchente



Dança do amor

ANA C. POZZA

Minha mente é só desejo:
Minha boca clama pelo teu beijo,
Meu corpo pulsa pelo teu toque,
Meu ser estremece pelo teu olhar.

Eu sou,
inteiramente,
lua,
nua,
tua.

Desejo acima de desejo
Corpo sustentando corpo
Alma comportando alma.

Tu
infinitamente
no meu
íntimo...

Nós dois
Inebriantes
Na dança do amor
A tocar
A sentir
A gozar
Na explosão do depois...

Prefiro o assalto

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domingo, 30 de outubro de 2016

Um seridoense na Europa


Ciduca Barros

Viajar parece ser o sonho de muita gente. E se a viagem for para o exterior, os apreciadores exultam muito mais. Felizmente, essa febre não me atinge, pois, fugindo à regra geral, eu não gosto de viajar. Aliás, só existe algo que eu detesto mais do que viajar: é ouvir alguém descrever as suas mirabolantes viagens. O seridoense não difere dos demais, ele também gosta e faz as suas viagens internacionais. No entanto, como nos demais aspectos da vida, o seridoense tem também suas peripécias em viagens.
Um casal do Seridó resolveu se integrar numa comitiva para uma grande viagem à Europa. Até aí, tudo normal. Conheceram vários países e visitaram pontos turísticos seculares lá existentes.
E a rica e variada cozinha daqueles países do Velho Continente? Em Portugal eles comeram Bacalhau, Carne de Porco à Alentejana e Pastel de Belém. Na Itália, se regalaram com as massas e suas diversidades de sabores, Pizza Napolitana, Nhoque ao Sugo e Fettuccine à Carbonara de Camarões. Na França Queijos variados, Blanquette  de Veau  (Ensopado de Vitela), Coq au Vin (Galo ou capão cozido no vinho tinto) e Escargot. Seria desnecessário acrescentar que toda esta gastronomia foi saboreada com aqueles divinos vinhos dos países europeus.
Então, numa bela manhã, quando ainda faltavam 15 dias para o término do périplo europeu, a mulher se surpreendeu com uma declaração do seu marido:
– Maria, eu vou interromper a nossa viagem e voltar para o Brasil!
– Por quê?
– perguntou ela, estupefata.
E ficou mais pasmada ainda com a resposta do esposo:
– Porque eu estou com saudade de jantar arroz de leite com carne de sol de Caicó!


Escritor, funcionário aposentado do Banco do Brasil e colaborador do Bar de Ferreirinha


Bibica visitou as obras da Barragem das Oiticicas



Na tarde de ontem o presidente do Partido do Bar de Ferreirinha (PBF), empresário Bibica Di Barreira visitou as obras de construção da Barragem de Oiticicas. Se por um lado as obras físicas estão em estado bem avançado, as sociais, como é o caso do cemitério e a nova Barra de Santana, ainda não tem acompanhado o mesmo ritmo.
A obra física e social da barragem estão em estágios muito diferente. A física avançou e aparentemente começa a ficar paralisada. A obra social quase nada avançou e o ritmo atual é quase zero. Até o canteiro de obra se querer foi concluído e apenas uma máquina foi encontrada no local onde vai ser construída a nova barra de Santana. O acordo judicial entre movimentos dos atingidos pela construção da barragem de oiticica e o Estado não está sendo cumprido por parte do governo do estado”, explicou Di Barreira.


Futuro congressista

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Fronteira

FLÁVO VILLA-LOBOS

Por sobre a dobra viva
do teu colo
caminha e desliza
meu furor cadenciado,
frenesi ofegante de sussurros
fragmentados,
jactando-se em magma de um prazer
escandinavo
frente à nobreza daqueles países
baixos.

Linha divisória entre e a realidade
o imaginário,
curvo-me à onipresença
dos teus seios fartos,
enquanto procuro o fôlego
disperso, enredado,
preso em teus lábios
silenciosos.

A visão do paraíso
escancara meu sorriso
devasso, efêmero
- duração eterna de segundos
preciosos.

São mais obedientes

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Dentadas


"Sinceridade é uma arma perigosa.Se você usa demais,as pessoas se afastam.Se você usa pouco,os falsos se aproximam."
                                              Caco Dentão

Como diria Zé Pedro: "agora acaraiou tudo"

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UTB terá parceria com a Inglaterra na área de Economia

ufrn_franca

O representante do Ministério da Economia da Inglaterra Dean Davis, visitou a Universidade de Timbauba dos Batistas (UTB) na última quinta-feira, 27, para propor cooperações no intuito de compartilhar conhecimentos e avanços do governo inglês na área de controle e auditoria. A reitora da UTB, professora Maga Nidia Piraca, sugeriu a elaboração de uma minuta de cooperação para concretizar o intercâmbio de professores, técnicos, especialistas e alunos entre as duas entidades.
“Esse trabalho é de extrema importância, por isso podemos pensar em algo ainda mais amplo e estendê-lo nacionalmente”, afirmou a Maga Nidia. Os presentes ainda discutiram a realização de outros eventos nos moldes do Congresso Internacional de Contabilidade, promovido em Ipueira. Também participaram da reunião o pró-reitor de Administração Xico Batista, além do secretário de Relações Internacionais da UFRN, Manoel Batista, e do professor José Batista.

Sei

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sábado, 29 de outubro de 2016

O gato e a barata

MILLÔR FERNANDES


A baratinha velha subiu pelo pé do copo quase cheio de vinho, que tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância, que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, no alto do copo.
- Gatinho, meu gatinho – pediu ela –, me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva. - Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato. - Me saaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.
O gato virou o copo com uma patada, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. - Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixava eu comer você inteira.
- Ah, ah, ah! – ria então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?

Tudo tem limite

ultimato


Piadinha cu de rato

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O rapaz apaixonado diz para sua amada:
– Eu posso não ser rico, não ter dinheiro, apartamentos de luxo, carros importados ou viver viajando para o exterior, como o meu amigo Zé Rico, mas te amo muito, você é minha vida.
Ela o observa, com lágrimas nos olhos. Então o abraça e diz bem baixinho no ouvido dele:
– Se você me ama de verdade me apresenta seu amigo Zé Rico.
          

Casamento

marido&tv


Olho a olho

HENRY CORRÊA

Procuro
onde teu corpo
no escuro

frente a frente
concentro
onde melhor
te adentro

palmo a palmo
penetro
onde animal
te adestro

corpo a corpo
te sugo
onde mulher
o teu suco

pouco a pouco
retorno
à condição
vegetal.

Noticia que comoveu a humanidade

Graciele Lacerda ao lado
do namorado Zezé de
Camargo chora em
jogo do Flamengo.
Graciele Lacerda com Zezé Di Camargo em jogo do Flamengo: emoção à flor da pele (Foto: Dilson Silva/Agnews)


Lero lero

LULA FALANDO SOBRE O
ROUBO NO BRASIL.
nsdn