quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ARTIGO

Verdade
Elton Simoes


A verdade talvez seja algo que as limitações da nossa experiência humana, individualmente, jamais nos permitam conhecer. Não somos oniscientes ou onipresentes. Saber a verdade não é possível sem a cooperação dos outros.
Individualmente, sabemos versões. Nunca a verdade. Quando compartilhamos versões, sabemos mais da verdade. Quanto mais sabemos sobre ela, mais completa e mais justa a nossa percepção.
Existe uma relação direta entre verdade e justiça. Justiça somente é possível se a verdade for conhecida. Conhecê-la, por outro lado, só é possível, na experiência humana, através do compartilhamento das versões individuais. A verdade é a versão compartilhada pela comunidade, construída a partir da troca de informações de lados e pessoas diferentes. Verdade, na experiência humana, é uma coleção de versões compartilhadas.
Comissões de verdade são o reconhecimento dessa realidade. Para conhecer a verdade, precisamos trabalhar juntos. Ouvir e sermos ouvidos. Contar nossas histórias e escutar as dos outros. Somente este trabalho conjunto permite construir, compartilhar e aceitar a verdade.
A verdade não vem fácil. Ela só vem se todos compartilharem suas versões individuais. Não basta acesso a documentos ou o testemunho de somente uma das partes. Todas as partes devem estar envolvidas. Todos os fatos e perspectivas devem ser conhecidos. Mas somente isto não basta. Todos precisam concordar em uma versão compartilhada dos fatos, razões e circunstâncias.
Nos países cujos habitantes foram vítimas de violência injustificada por parte do Estado, conhecer a verdade é não somente importante como vital para o futuro da nação. A verdade é um meio, não um fim. Ela abre o caminho para o mais importante dos processos de pacificação desses países: a reconciliação. Afinal de contas, mesmo depois de conhecer a verdade, todos precisam viver juntos e construir o futuro, no mesmo país.
A reconciliação ocorre quando todos rejeitam os atos de violência praticados. Quando aqueles que os praticaram, aceitam a responsabilidade sobre seus atos.
Com isso, as feridas podem ser fechadas, ainda que as cicatrizes permaneçam como uma eterna lembrança dos erros do passado. Somente neste ponto, a reconciliação da sociedade pode começar. A partir daí, a sociedade se conscientiza. Constrói empatia. Olha para o futuro. Evita repetir erros anteriores.
Comissões de verdade bem sucedidas têm os olhos voltados para o futuro, enquanto nos liberam do passado.


Elton Simoes mora no Canada há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). Email: esimoes@uvic.ca.

Fonoaudióloga da UTB ensina crianças a articular palavras com brincadeiras

A fonoaudióloga e professora da Universidade de Timbauba dos Batistas(UTB) Joana Batista afirma que é possível aprender a articular bem as palavras com brincadeiras.
Exemplo:

1º. O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.
2º. Em um ninho de mafagafos havia sete mafagafinhos; quem amafagafar mais mafagafinhos, bom amagafanhador será.
3º. O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.
4º. O rato roeu a roupa do rei de Roma. Rainha raivosa rasgou o resto.
5º. Três tigres tristes para três pratos de trigo. Três pratos de trigo para três tigres tristes.
6º. O peito do pé de Pedro é preto. Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.
7º. O doce perguntou pro doce qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce. O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de doce de batata-doce.
8º. Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas. Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.
9º. A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã. Nem a rã arranha a aranha.
10º. A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada...

Agua de Cheiro e Deborah Secco vão prestigiar o camarote da RYFFS no Timbafolia

A Água de Cheiro estará presente no Timbafolia no camarote da RYFFS, entre os dia 12 e 16 de dezembro, com um espaço vip para 900 convidados. No local a marca de perfumes e cosméticos lança o perfume que leva o nome da atriz Deborah Secco, que pela primeira vez assina um produto de beleza. “Deborah foi eleita por ser uma celebridade que inspira a mulher brasileira. Além de ser uma ótima atriz, sua imagem transmite a ideia de sucesso, sensualidade e beleza. O perfil que toda mulher desejar ter”, comenta a diretora de eventos da RYFFS, Maria Batista.A cenografia do espaço será inspirada na nova essência de Deborah Secco, que irá prestigiar o lançamento no terceiro dia do evento. Segundo o empresário Bibica Di Barreira,amigo pessoal da atriz, Timbauba dos Batistas foi eleita a cidade para o lançamento porque a região Nordeste é muito importante para a companhia com 43% do total de lojas da rede...

Frase

"A infância não, a infância dura pouco. A juventude não, a juventude é passageira. A velhice sim. Quando um cara fica velho é pro resto da vida. E cada dia fica mais velho."Millôr Fernandes...

Do avesso

 Por Lena Lopez...

Sinto o teu calor na pele
Num abraço ardente e delirante
Sussurro palavras ao teu ouvido
Sou uma feiticeira atrevida
Sobre ti lanço meus encantos
Do meu corpo sedutor e provocante
Sedutora eu te seduzo
Com o desejo que de mim transborda
Minha boca ávida te procura
Sou louca, maliciosa e enebriante
Gemidos. gritos, respiração arfante
São testemunhas da nossa loucura
O fogo umidece nossas peles
O prazer nos molha intensamente
Nada mais somos além de indecentes
Explorando peles e entranhas
Sou fêmea muito mais que provocante
Uma fada de desejo escaldante
Uma mulher com tesão inconsequente
Cheia de malícia e fantasias
No ar ecoa os nossos gemidos
Prenunciam um prazer intenso
Um gozo louco e profundo
Entrego-me como a flor desbrochada
Doida pelo teu corpo desfaleço
Insana é meu nome nessa hora
Que para te dar prazer
Eu me viro do avesso!

A criação

***Caco Dentão***


No início, era a Água.
Não havia sensação alguma, apenas Água.
Aos poucos, formou-se no horizonte um pequeno ponto brilhante.
Não que aquele fosse, realmente, o Horizonte, ou que o pequeno ponto brilhante fosse, exatamente, um pequeno ponto brilhante.
Mas era alguma coisa; alguma coisa que abalava a estaticidade da Água.
E aumentava.
Cada vez maior, cada vez mais brilhante.
Cada vez mais perto.
Um som surdo, absurdamente alto e quase que completamente imperceptível, começou a tomar forma.
Era o Som do Silêncio.
O Som do Silêncio Vivo.
A Água agitava-se.
Tons de azul e violeta tomavam lugar na transparência das bolhas que se formavam.
Um frio metálico foi sentido.
A Água, então, passou a sentir.
O que antes era um pequeno ponto brilhante agora já se tornara uma imensa e ofuscante bola de luz branca.
E foi então que aconteceu.
A imensa e ofuscante bola de luz branca chocou-se estrondosamente com a Água.
E foi então que, da explosão de cores e sons jamais imaginados e nunca mais vistos que tal impacto causou, surgiu o Tudo-O-Que-Conhecemos-E-Ou-Não-Temos-A-Mínima-Idéia-Do-Que-Seja-Hoje-Em-Dia...

Cardápio


Cultura do poder

Por Carlos Santos...


A lei para a maioria, o “jeitinho” sujo para a parentada.
Impressiona a cultura política do compadrio que impera no Rio Grande do Norte e Brasil. Muitos estudiosos e leigos insistem na tese de que é uma herança lusitana, de além-mar.
Bambinos de qualquer bacana com ficha suja, ou não, nunca estão desempregados. E sempre arranjam empregos de ótimo verniz social e excelente remuneração.
Não precisam provar que possuem competência ou mesmo decência.
Basta o “QI” – Quem Indique.
Eles povoam todas as esferas do poder, do Judiciário ao Executivo.
Quando são flagrados em deslize, ninguém quer se arriscar à simples menção de proximidade com eles, mesmo sendo cúmplices desse costume da camaradagem com uso do dinheiro público.
Enquanto isso, os filhos da ralé, da escumalha, da maioria dos brasileiros, têm que se matar na concorrida luta pela sobrevivência e ascensão social, através de concursos e triagens em empregos privados.
Por vezes, ainda passam pela tortura da vitória num certame público, como casos de concursos do Detran, Polícia Militar e Polícia Civil, mas não sabem se serão chamados.
De novo, estamos nas mãos dos “donos do poder”, essa elite inescrupulosa e covarde – com raras exceções -, que se acostumou a empunhar a lei para restringir direitos da maioria, mas sempre arranja um atalho para favorecer seus parentes medíocres ou bandidos.
Pobre Brasil, pobre RN!

Aproveitando a sorte

Por Paulo Coelho...

Um Rei da Pércia tinha mandado fazer um anel com uma pedra preciosa engastada. Certa tarde, entediado com a vida foi para a mesquita Musalla, perto de Shiraz, ordenou que seus soldados colocassem o anel no alto de um grande poste de madeira, e convocou a população.

“Quem conseguir atirar uma flecha que passe pelo centro do anel, irá ganhá-lo de presente, junto com mais cem moedas de ouro”.
Quatrocentos arqueiros ofereceram-se para atirar suas flechas. Todos o fizeram. E todos erraram.
Perto dali, um jovem estava brincando com seu arco, quando uma das flechas desviou-se com o vento e foi até a mesquita, atravessando o centro do anel.
O rei entregou-lhe a joia, as moedas de ouro, e seus cortesãos o encheram de presentes. Assim que o jovem saiu do palácio, a primeira coisa que fez foi queimar o seu arco e suas flechas.
“Por que você está fazendo isso?”, perguntou um nobre que passava.
“Porque um homem tem que entender que às vezes a sorte lhe bate à porta, mas não deve tentar deixar que ela o engane, e termine convencendo-o de que ele tem talento”...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

LEI ANTIFUMO

Imagens atuais seriam substituídas por fotos de deputados e senadores
Projeto de iniciativa popular propõe 
colocar fotos de políticos nos maços

As imagens de deputados e senadores nas carteiras de cigarro é 
a melhor forma de assustar os fumantes, segundo os proponentes

Em votação no Senado, a nova lei antifumo ganhou uma emenda sugerida pelo deputado Jair Bolsonaro. 
A legistação agora proíbe Marcelo D2, Fernando Gabeira, Soninha Francine, Fernando Henrique Cardoso e Preta Gil de circularem em lugares fechados. 
"Temos que prevenir a família brasileira da maresia provocada por esses elementos quando adentram ambientes sem a refrigeração adequada”, discursou o capitão Bolsonaro. 
“A exceção é a Preta Gil, que, apesar de não ser fumante, é promíscua e deve ser proibida de circular em locais públicos, privados e, principalmente, na Companhia da Notícia", discursou.
A proposta foi defendida por José Serra, autor da lei que proíbe petistas de frequentarem lugares públicos em São Paulo. 
"Quando fui governador, defendi que o fumo seja restrito à Cracolândia”, disse. 
“Dessa forma, a população pode usufruir melhor do ar poluído, especialmente nas marginais e no centro da cidade".
Revoltado com a decisão, Fernando Henrique defendeu o direito de ir e vir, fumar e não tragar, escrever e esquecer o que escreveu. 
"Isso vai contra o neoliberalismo canábico que venho pregando desde que fiquei ocioso”, sustentou. 
A única solução é privatizar o ar que respiramos e exigirmos que seja filtrado, coado e limpo pela vencedora a licitação, desde que não seja uma ONG".
Fonte: The Piauí Herald

Eu crio um cururu

Saiu no site Globo.com: um dos 10 vídeos mais bizarros do Youtube foi feito em Mossoró.
Eu crio um cururu, criação de @kekeissonatv é extraordinariamente ruim.
Por isso, muito engraçado.
Aperte e play, aumente o volume e arregale uzói:

O sapo

Joãozinho entra no cabaré puxando num barbante um sapo morto. Ele deixa uma nota de 100 no balcão e diz:
- Quero uma puta!
A cafetina olha para ele diz:
- Você não acha que é um pouco jovem para isso?
Ele deixa uma segunda nota de 100 no balcão e repete:
- Quero uma puta!
A cafetina diz:
- Tá certo, senta aí que vem uma dentro de meia hora. Ele deixa uma outra nota de 100 e diz:
-Ela tem que ter gonorréia!
A mulher começa a perguntar por que, mas ele deixa uma outra nota de 100 e repete:
- Gonorréia!
Ela responde:
- Tá, tá bem. Espera cinco minutos.
A puta chega, eles sobem (ele arrastando o sapo morto) e ela faz seu trabalho. Quando ele está saindo, a cafetina pergunta:
- Tudo bem, mas por que você queria alguém com gonorréia?
Joãozinho:
- É que quando eu voltar para casa, vou comer a babá, quando o papai voltar para casa, ele vai comer ela. Depois, ele vai trepar com a mamãe. Amanhã de manhã, depois que o papai sair para o trabalho, o leiteiro vai comer mamãe. Aquele filho da puta atropelou o meu sapo...

Gaveta

***Caco Dentão*** 

Certa vez abri uma gaveta do meu cérebro e de dentro dela pulou um gato listrado de óculos escuros que fumava um charuto cubano.Ele olhou para mim com seus olhos que mudavam de cor e disse:
“Ande sempre com a chave! Nunca se sabe quando será preciso trancar a porta.”
Foi então que tudo finalmente fez sentido pra mim: um arco-íris desbotado brilhou num céu de caleidoscópio e eu pude ouvir as guitarras distorcidas dos guardiões de um paraíso que não existe.Mas aí, no segundo seguinte, quando o silêncio imperou, o tudo se fez nada; o gato sumiu numa nuvem de fumaça e o sentido de todas as coisas do mundo fugiu de mim como as areias de uma ampulheta quebrada...




...

Amigos

Por Fernando Pessoa...


"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe... Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens... Aí os dias vão passar, meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos... Que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado. E nos perderemos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

O martirio do artista

***Augusto dos Anjos...


Arte ingrata! E conquanto, em desalento,

A órbita elipsoidal dos olhos lhe arda,
Busca exteriorizar o pensamento
Que em suas fronetais células guarda!
Tarda-lhe a Ideia! A inspiração lhe tarda!
E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento,
Como o soldado que rasgou a farda
No desespero do último momento!
Tenta chorar e os olhos sente enxutos!...
E como o paralítico que, à mingua
Da própria voz e na que ardente o lavra
Febre de em vão falar, com os dedos brutos
Para falar, puxa e repuxa a língua,
E não lhe vem à boca uma palavra...

Mitos e lavagem cerebral

Por François Silvestre...

As pessoas sentem uma dificuldade quase intransponível em sepultar ou rever os mitos que elas edificaram durante a vida. É como se fosse uma violência contra o momento mais belo da criação das crenças que é a mocidade. Se Che Guevara voltasse à vida e afirmasse ter cometidos erros práticos e exposto falsas teorias, não faltaria quem duvidasse da sinceridade de sua autocrítica. E uma das explicações seria a “lavagem cerebral”. Essa cretina desculpa que o poder também usa para justificar declarações antagônicas de aliados arrependidos. A recente entrevista de Geraldo Vandré, a uma rede de televisão que o próprio sempre abominou, tem gerado inúmeras análises e variadas interpretações. Que vão da psicanálise mais barata às suspeitas de um suplício merecedor de “compreensão”, “piedade” e “comiseração” .
Tudo falso. Vandré não foi torturado. Não foi preso. nem sofreu lavagem cerebral. Ele é, aos setenta e cinco anos, o mesmo Geraldo Pedroza de Araújo Dias. Genial, honesto e egocêntrico. Para Vandré, de cuja convivência e amizade privei, o único erro de Copérnico não foi descobrir que a terra girava em torno do sol, mas não declarar que o sol girava em torno de Vandré. Isso é um mal? Nem um mal nem um bem. Só um fato. Difícil são os arquitetos dos próprios mitos descobrirem que a edificação tem defeitos.
Geraldo Vandré é um dos maiores poetas do cancioneiro brasileiro. Um gênio da poesia cantada, sem ser um gênio musical. Uma figura humana completa de generosidade e dignidade pessoal. Incapaz de mentir para colher benefícios. Se ele elogiar o inelogiável, pode acreditar que o faz por convicção e não por venda. Mas é também um profundo gozador com a mediocridade reinante. Pode acreditar que ele está novamente jogando ironia e alpiste aos pássaros da mídia. É o que penso...

Bar em Currais Novos tem video game no mictório

Para quem não quer interromper o jogo de vídeo game nem nas horas mais incertas, ter a tela acoplada junto ao mictório pode ser uma solução inovadora.
Mas neste bar, que pertence ao radialista Evaldo Nogueira(Dedezinho) e é gerenciado por João Bezerra e fica no centro de Currais Novos, o jogo só começa quando o jogador também dá início à operação fisiológica que o levou ao banheiro,mijar ou cagar.
Evaldo explica que a ideia em si não é nova, mas é a primeira vez que mictórios são instalados com essa finalidade, de ser parte do jogo de vídeo game.Com um sensor instalado no mictório, o game se movimenta para a direita ou para esquerda, a depender do lado para o qual o jogador atira.Também é possível responder a um quizz. O jogo é totalmente interativo. O único inconveniente é que pode ser rápido demais...

Bibica tá bem na fita com Dilma

Prestigiado pelo público e pela presidente Dilma Rousseff durante a solenidade de assinatura do contrato de concessão do Aeroporto "Tenente João Batista" de Timbauba dos Batistas, o empresário Bibica Di Barreira foi lembrado como a primeira pessoa pública a levar o projeto da obra ao Governo Federal. Presente a solenidade, Bibica foi aplaudido pelo público todas as vezes que a presidente mencionou seu nome no discurso. “Não poderia deixar de registrar e agradecer a presença de uma pessoa muito importante para a realização dessa obra, o grande empresário caiocoense Bibica Di Barreira”, discursou Dilma. Após o discurso, a presidente cumprimentou Bibica e disse que ele tinha insistido muito e era responsável pela realização da obra. “Você insistiu muito e esteve comigo em todas as horas”, afirmou a presidente. Dilma contou que foi Bibica,a pedido de Lula, que levou para ela, quando ainda ministra da Casa Civil, o projeto do aeroporto. Somente a partir daí, a bancada potiguar começou se a articular para o projeto sair do papel...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

De olho no mundo - 19

28 de novembro de 2011

cardápio da imprensa
Segundo dados mundiais apurados pela ONU em 2010, a infecção pelo vírus da aids caiu 21% em relação ao pico histórico de 1997. Se comparado com o recorde de 2005, o número de mortes teve redução de 18%. Apesar da melhoria no acesso a tratamento, ainda assim o mundo tem hoje cerca de 34 milhões de infectados. Nos países de menor renda, mais da metade dos infectados não recebe qualquer remédio. O ponto mais crítico está nas nações africanas localizadas ao sul do Saara, mas a Ásia Central, Rússia e Ucrânia também fazem parte desse grupo. No Brasil, referência mundial no combate contra a doença, de 60% a 79% dos infectados recebem tratamento. Mas, entre 250 mil e 300 mil pessoas estão infectadas e não sabem.

Embora o número real seja muito maior, 530.542 mulheres tiveram coragem de ligar diretamente para a Central de Atendimento à Mulher (por meio do telefone 180) para denunciar violências sofridas este ano, até o mês de outubro. A maioria dessas mulheres tem entre 20 e 40 anos e mora com os agressores no mínimo há dez anos. A violência é presenciada por 66% dos filhos e, no extremo, 20% deles são vitimados junto com suas mães.
Mesmo em estágio inicial, as investigações da Controladoria-Geral da União começam a comprovar a maior parte das denúncias no Dnit e Valec, que derrubaram o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e o ex-diretor Luiz Pagot. No campo de ação da Polícia Federal a situação é semelhante, com propinodutos localizados e surgimento de variantes ainda mais robustas no desvio de dinheiro público. Como estamos no Brasil, o ex-ministro segue posando de senador e o ex-diretor virou consultor de sucesso para empresários que têm negócios com o mesmo Ministério dos Transportes.
Zé Sarney, o “paciente”, afirmou que transferir para o paupérrimo estado que ele tem como curral a conta da guarda e manutenção das quinquilharias que juntou ao longo da vida, numa fundação falida, “é uma das maiores obras de amor e benemerência ao Maranhão”. Imagine o que ele não faz com quem odeia.
Quem andou comemorando a crise nos Estados Unidos pode suspender a bebida. A indústria automobilística, que emprega 2,7 milhões de pessoas e é um dos pilares da economia americana, voltou a rugir seus motores com força. Em relação ao mesmo período de 2010, a Chrysler aumentou 27% das vendas em outubro. A Volkswagen, espantosos 40%. A GM registrou apenas 1,7% de crescimento, mas é um número a comemorar em razão do estado pré-falimentar registrado pela companhia em 2008. A Ford, que não entrou em nenhum programa de ajuda do governo, também registra índices de crescimento animadores. Ao mesmo tempo, os americanos perderam o fascínio pelos carros japoneses.
A negociata do Banco PanAmericano, que envolve uma cifra em bilhões que varia de acordo com quem comenta, tem dois atores principais: Lula da Silva e Silvio Santos. Segundo o jornalista Augusto Nunes, “A queima de bilhões de reais dos pagadores de impostos não foi uma solução de emergência. Foi uma operação criminosa premeditada para livrar da falência o dono de uma rede de TV especialmente útil a caçadores de votos que, para ganhar a eleição, vendem até a mãe [...] o buraco negro do Banco PanAmericano foi escavado em parceria por Lula e Silvio Santos”.
Apesar dos bens bloqueados pela Justiça, o prefeito paulistano Gilberto Kassab vai terminar 2011 com muito a comemorar. Trabalhando em silêncio mineiro ele montou o PSD com números robustos: terceiro partido na Câmara dos Deputados, presente em 4,6 mil municípios, conta 560 prefeitos e 5,9 mil vereadores. Em 2012 poderá estrear no ministério de Dilma Rousseff. O das Cidades já foi oferecido, e o nome de Henrique Meirelles entrou no circuito para disputar a cadeira que hoje pertence a Mário Negromonte.
O grande escudo que o ministro do Trabalho Carlos Lupi está usando para escapar da demissão atende pelo nome de Aécio Neves. Em 2010, Lupi disse a Lula da Silva que estaria com Aécio se ele disputasse a presidência contra Dilma Rousseff. Se importunado, ele poderá conduzir o PDT para apoiar o tucano na próxima eleição presidencial, em 2014. Para evitar riscos, o governo prefere costurar com o partido a substituição de Lupinóquio com o mínimo de traumas.
O ministro Mário Negromonte das Cidades parece não ter gostado de perder o posto de mais próximo da faxina para o ministro da Educação Fernando Haddad. Numa reação espetacular, mandou para as manchetes uma negociata patrocinada em parceria com o governo do Mato Grosso: a troca do sistema BRT, linha rápida de ônibus, pelo famoso VLT-Veículo Leve Sobre Trilhos, a ser instalado na capital Cuiabá. Na maior mão leve, a mudança provoca um acréscimo de R$ 711 milhões na obra. Dificilmente Negromonte será importunado, já que a decisão foi negociada com a participação da ministra do Planejamento Miriam Belchior e do vice-presidente Michel Temer, para cumprir acordo político do governo federal com o governador Sinval Barbosa, do aliado PMDB. De qualquer maneira, Negromonte chorou em solenidade pública na sua Bahia, falou de discriminação contra nordestinos e se disse pronto a renunciar. Tudo pela Copa do Mundo. Da cara de pau!
Depois de se livrar de Orlando Silva, Dilma Rousseff devolveu ao Ministério do Esporte todas as ações relacionadas com a Copa 2014, bem como a APO-Autoridade Pública Olímpica, que haviam sido transferidas respectivamente para o Planalto e para o Ministério do Planejamento.
O ministro do Esporte Aldo Rebelo determinou que, a partir de agora, estão proibidos termos como internet, site e release no ambiente funcional do ministério. Doravante, devem ser substituídos por “rede mundial de computadores”, “portal ou sítio” e “informações para a imprensa”. Santo Deus, o mundo que fala inglês não sabe o que fazer!
A legislação brasileira impede que estrangeiros controlem veículos de comunicação. De uma hora para outra Paulo Henrique Cardoso (filho de FHC) foi parar na mídia porque seria laranja numa emissora de rádio supostamente controlada pela Disney. Por coincidência, a mira foi instalada contra Cardoso no exato momento em que o Ministério Público Federal de São Paulo abriu investigação sobre as atividades do grupo português Ongoing na mídia tupiniquim.
Os patrícios são sócios minoritários da Ejesa – que pertence a Maria Alexandra Vasconcellos, cidadã brasileira por acaso casada com o presidente da Ongoing –, dona de quatro jornais e em vias de entrar no mercado de tevê. Há um caroço agregado nessa nau portuguesa que talvez explique a fonte da fúria denunciativa contra o filhote de tucano que virou amigo do Mickey: o nobre “consultor” Zé Dirceu é um grande aliado negocial da turma do pois, pois, a ponto de empregar a própria namorada Evanise Santos como diretora de marketing institucional da Ejesa.
Identificado com a parte deplorável do regime militar, o deputado Jair Bolsonaro se repetiu no destempero e agrediu covardemente a presidente Dilma Rousseff com insinuações de caráter pessoal. Não pela falta de espírito democrático para aceitar que uma líder da luta armada contra a ditadura tenha hoje o comando institucional do país e a prerrogativa legal de sancionar a criação da Comissão da Verdade. Bolsonaro sabe que, mesmo sem poder de julgamento, a comissão poderá identificar os torturadores e deixá-los à vista da opinião pública.
O local onde está sendo construído o Itaquerão tem uma tubulação subterrânea da Transpetro – subsidiária da Petrobras. Enquanto o remanejamento dos tubos estava pendurado na conta do dinheiro público, o serviço foi orçado em R$ 40 milhões. Decidido que a obra seria paga pelo Corinthians, houve um desconto surpreendente e a fatura baixou para R$ 7 milhões. Os R$ 33 milhões que seriam roubados da sociedade foram salvos aos 45 do segundo tempo. Mas, é bom lembrar, o campeonato ainda não acabou.
O cartunista Ziraldo ficou mal na foto desde que, beneficiado pela Lei da Anistia, recebeu indenização e passou a merecer pensão mensal pelo que sofreu (?) nos porões da ditadura. Agora, foi condenado à prisão pela Justiça Federal do Paraná por fraude de R$ 525 mil no 1º Festival de Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu. A denúncia, que se provou verdadeira, foi feita na organização do evento em 2003, pelo jornalista Hélio Lucas.
Cairo David é desembargador no Rio. Seu carro, dirigido por um tenente bombeiro – que também se disse motorista do Tribunal de Justiça –, foi parado numa blitz da Lei Seca. Diante da ameaça de fuga, um carro da polícia foi utilizado para impedir a passagem. Os dois se recusaram a fazer o teste do bafômetro. Os membros da blitz receberam voz de prisão do desembargador e foram parar na delegacia para dar explicações. E segue Pindorama no seu ritmo de republiqueta de bananas, com seu trânsito assombrosamente mortal.
O brasileiro tanto cedeu, tanto foi condescendente que a figura do empacotador praticamente desapareceu dos supermercados, gerando grande economia para as empresas e sem qualquer desconto visível nas gôndolas. O cliente que exige o serviço termina sendo olhado com antipatia ostensiva por funcionários e boa parte dos outros clientes, como se tivesse obrigação de fazer um trabalho que permanece contabilizado no preço final dos artigos.
O livro Lampião, o mata sete, escrito pelo juiz e pesquisador sergipano Pedro de Morais, sustenta que o rei do cangaço era gay. Segundo o autor, Maria Bonita só entrou no bando para afastar a “má fama” e limpar a barra do valentão das caatingas. Dizem outros pesquisadores, ele era chegado aos bordados e segredos culinários. A família de Virgulino Ferreira da Silva entrou na Justiça e conseguiu impedir o lançamento da obra.
A turnê da ignorância segue firme seu roteiro. Dia desses, um cacique foi abordado por um fiscal do Ibama porque estava usando seu cocar na cabeça. O zeloso barnabé queria saber se o chefe indígena tinha licença para lançar mão daquelas penas todas para seu adorno de autoridade. Diante da óbvia resposta negativa, o silvícola perdeu o penacho e foi multado. O assunto foi parar nos ouvidos de Dilma Rousseff, que mandou avisar ao fiscal que índio usa cocar desde sempre – isso está até nos dicionários. E que cocares são feitos de penas, sem exigência de certificação. Caco Dentão, colosso filosófico do Bar de Ferreirinha, aproveitou o embalo da presidente e mandou confeccionar uma cangalha novinha em folha para presentear o fanático da natureza.

Agora todo mundo é CEO.”

Zé Prativai, mangando dos bestas que vivem catucando sem parar nos teclados de todas as bugigangas eletrônicas disponíveis. Ele mesmo ainda feliz da vida com seu telefone de baquelita preta e disco, que funciona perfeitamente.


alarido
Mate! Coca-Cola! Cerveja! Águaaaaa! Vamos comprar, que a luz no morro agora é paga!”
(Vendedor ambulante, a plenos pulmões, em Ipanema)

“Eu não tenho mais tempo, eu não tenho futuro, tenho passado.”
(Zé Sarney, que não passa do discurso para a prática nem a pau)

“Dilma terá que arrumar uma vaga para Marta (Suplicy), se quiser ter paz no governo.”
(Jorge Bastos Moreno, jornalista)

“Governo que chama conchavo político de ‘governabilidade’ e corrupção de ‘malfeito’ autoriza ministro a chamar mentira de ‘lapso de memória’.”
(Regina Passarelli, leitora do jornal O Globo)

“O sétimo andor está chegando à praça. O sexto continua por lá. A paisagem ficou ainda mais repulsiva. O lixo terá de ser removido antes de janeiro. Caso continue a acumular-se, pode derramar-se ainda em 2011 pelo gabinete que abriga a faxineira que odeia vassouras.”
(Augusto Nunes, jornalista, comentando a explosão do escândalo que envolve o ministro das Cidades Mário Negromonte enquanto o ministro do Trabalho Carlos Lupinóquio ainda continua impune)

“Lupi é um escroque, frio e calculista, cínico. E fica se escondendo na barra da saia de Dilma.”
(Kátia Abreu, senadora)

“Auxiliares de Dilma juram que ela segurou Lupi para não dar à imprensa o gosto de dizer que derrubou seis ministros em menos de 11 meses. Entre demitir quem errou e demonstrar quem manda como se houvesse dúvida, Dilma teria escolhido a segunda alternativa. Pura bobagem! Ou é bobagem ou Dilma é uma tola.”
(Ricardo Noblat, jornalista)

“Ah, que país maravilhoso seria o Brasil se o brasileiro perdesse a mania de deixar tudo pra lá e passasse a cobrar pelos atos praticados e as posições defendidas por seus poderosos!”
(Josias de Souza, jornalista)

“Nos tempos bicudos que vivemos, ministro se mantém no cargo não pelas suas realizações, mas pela ausência de denúncias.”
(Marco Antonio Villa, historiador)

“Lula cometeu um erro ao escolher Fernando Haddad para ser candidato à prefeitura de São Paulo.”
(Marta Suplicy, chorando mágoas por ter sido empurrada para fora da sucessão paulistana pelo ex-presidente)

“Você deve espalhar ainda mais essa história.”
(Lula da Silva recomendando a Gilberto Carvalho dar divulgação ao suposto acordo que teria feito com o governador Eduardo Campos, para tê-lo como candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff em 2014)

“As bordas estão se movimentando para encapsular o centro.”
(Marina Silva, certamente sob efeito de alguma erva da floresta, falando dos movimentos sociais que andam infernizando governos pelo mundo)

moleskine
Depois de muitos anos, reencontro o velho Maksoud Plaza para uma temporada em Sampa. Ele permanece ali, muitíssimo bem localizado na geografia da maior cidade da América do Sul, firme na sua missão de bem receber. Se as instalações já denunciam o passar do tempo, muitas vezes fatal para os hotéis, o serviço permanece o mesmo: elegante, impecável. Apesar do momento delicado da desapropriação para honrar demandas trabalhistas, que lhe mudaram o comando familiar.

Foi mal...

 

Flor

Flor
Gilberto Costa 

Flor já não é mais flor, mas continua Flor! Dia desses encontrei Flor. Fazia um bom tempo que não via Flor. Ao me deparar com Flor, não senti aquele lampejo de outrora, não consegui expor meus galanteios! Quando Flor cruzou comigo, não virei o rosto para acompanhar seu deambular faceiro de alguns anos atrás. É, Flor não se fez notada por mim, apesar de anunciar um desabrochar vistoso em suas pétalas!  
Mais tarde, como um insulto do destino, Flor adentra no ônibus em que me encontrava.  Meu primeiro gesto foi me levantar e oferecer-lhe a poltrona para que se sentasse. Isso irritou Flor, que chateada me falou:
- Você está me chamando de velha? Pensa que não percebi seu desprezo por mim, quando nos cruzamos a cerca de uma hora. Você nem ao menos se virou para olhar minha bunda, seu ingrato! 
Não falei nada. Apenas fiquei olhando Flor. Ela não exibia mais as pétalas viçosas de anos atrás, quando a conheci num belo jardim! Seu balanço já não era o mesmo e havia desarmonia nos galhos que lhe sustentavam. Deduzi que o mau humor de Flor se iniciava logo pela manhã, quando o sol batia em seu rosto e a imagem refletida era de flacidez. E imaginei que Flor já não atraia mais lustrosos besouros mangangás!   
Conduzi a reflexão para mim. Encontro-me com um grau de miopia que já inspira cuidados e obriga o uso de óculos. Assim Como Flor, já não encanto tanto assim e minha visão já se abstém de enxergar o dia a dia. Estamos em igualdade de condições. As irresignações de Flor são egoístas. Ela também não fez os mesmos beicinhos dantes para mim! Focou-se apenas em si própria como se a idade fosse uma exclusividade dela. Não, ela avança sobre todos nós desde quando fomos expulsos do paraíso, com o corte do cordão umbilical. O processo se iniciou. Não há paradas... Não há descansos... Não há férias para a idade! 
O ônibus pára! Flor desce. Olhei-a como uma paisagem que se move até o deslocamento total de minha retina. Aí, Flor se transformou num vulto sem beleza. Numa estética que não mais me fascina! 

Aposentadoria

Depoimento ao Bar de Ferreirinha de um simpático leitor/bêbado, aposentado e inquieto.
Depois que me aposentei, minha mulher insiste que eu a acompanhe quando vai fazer compras no supermercado.
Infelizmente, como a maioria dos homens, eu acho que fazer compras é chato e tenho que ficar inventando formas de passar o tempo. 
E a minha mulher é igual à maioria das mulheres e fica horas fazendo compras.
O resultado é que, ontem, ela recebeu a seguinte carta do supermercado:
Cara senhora, 
Durante os últimos seis meses, seu marido tem causado grandes transtornos em nossa loja. Não podemos mais tolerar seu comportamento e portanto somos obrigados a proibir sua entrada. Nossas queixas contra seu marido estão listadas abaixo e documentadas através de nossas câmeras do circuito interno.
1. 15/Junho: Pegou 24 caixas de preservativos e colocou-as nos carrinhos de compra de outros consumidores enquanto, esses, não prestavam atenção.
2. 02/Julho: Acertou TODOS os alarmes da seção de relógios para tocarem a intervalos de 5 minutos.
3. 07/Julho: Fez uma trilha de molho de tomate, pelo chão da loja, indo até o banheiro feminino.
4. 19/Julho: Dirigiu-se a uma funcionária e disse em tom oficial: “Código 3 na seção de Utilidades Domésticas. Dirija-se imediatamente para lá”. Isto fez com que a funcionária abandonasse seu posto e fosse repreendida pelo gerente, o que resultou em um grave incidente com o sindicato dos empregados.
5. 14/Agosto: Moveu o aviso de “Cuidado – Piso Molhado” para a seção de carpetes.
6. 15/Agosto: Disse para as crianças que acompanhavam os clientes, que elas poderiam brincar nas barracas da seção de camping se trouxessem travesseiros e cobertores da seção de cama, mesa e banho.
7. 23/Agosto: Quando um funcionário perguntou se ele precisava de alguma ajuda, ele começou a chorar e gritar: “Porque vocês não me deixam em paz? O resgate já foi chamado!"
8. 04/Setembro: Usou uma de nossas câmeras de segurança como espelho para tirar melecas do nariz.
9. 10/Setembro: Enquanto examinava armas no departamento de caça, perguntava insistentemente à atendente onde ficavam os anti-depressivos.
10. 03/Outubro: Movia-se pela loja de forma suspeita, enquanto cantarolava alto o tema do filme “Missão Impossível”.
11. 06/Outubro: No departamento automotivo, ficou imitando o gestual da Madonna usando diferentes tamanhos de funis.
12. 18/Outubro: Escondeu-se atrás de um rack de roupas e quando as pessoas procuravam algum artigo, gritava: “Você me achou, você me achou!”
13. 21/Outubro: Cada vez que era dado algum aviso no sistema de som da loja, colocou-se em posição fetal e gritava: “Ah não, aquelas vozes de novo!”
E por fim:
14. 23/Outubro: Foi a um dos provadores, fechou a porta, esperou um momento e então gritou: “Ei, não tem papel higiênico aqui.”  Uma de nossas atendentes desmaiou!

Pecado é pecado

Um paulista, trabalhando pesado, suado, terno e gravata, vê um baiano deitado numa rede, na maior folga.
O paulista não resiste e diz:
-Você sabia que a preguiça é um dos sete pecados capitais?
E o baiano, sem se mexer, responde:
- Óxente!!!! E a inveja é o quê?!

O Cú do Mengão

Respeito o Flu de Roberto,Wanderley,Bibica,Moacyr Cirne,Adilson de Chico Medeiros,George,Eugenio,Zé Mamão e outros não menos ilustres.Agora no domingo próximo nós(Vascainos) vamos comer o CÚ dos TAMPOS ...Vamos comer tudo desses fuleiros...PITULEIRA***

domingo, 27 de novembro de 2011

Assalto em Pernambuco

Pense numa fuleiragem grande!
Policial é convocado pelo chefe a enfrentar bando que tenta assaltar agência bancária no Recife.
Ele com um revólver contra 10 assaltantes armados de fuzil AR15.
O diálogo que se segue é antológico e muito engraçado.
Aumente o volume, aperte o play e divirta-se:

Domingo é dia de praia

Ouro no cemitério II


Museu Ricardo Brenand, Recife-PE
27 de novembro de 2011
Ouro no cemitério II

Menos de um mês após a transferência de Laura para a Paraíba, a moça foi raptada, transportada a pé, num percurso de mais de três léguas até Jardim de Piranhas, e daí até a fazenda em Nova Cruz, a cavalo.   Laura estava grávida de quase cinco meses!
Os pais de Laura pouco tempo sobreviveram ao rapto.  A mãe teve morte súbita pouco mais de um ano depois; Teresinho não suportou a viuvez e a pobreza por mais de cinco anos.  Vendera tudo quanto possuía e terminou seus dias qual ermitão, a pão e água, sozinho, morando de favor numa choupana de taipa na fazenda Lagoa Verde, que fora sua.
Zacarias Trindade, avô de Lauro, pai de Lucas, amargurado e acabrunhado, morreu de congestão, sem nunca mais ter se encontrado com o filho.  Anos depois dona Francisca Carvalho de Araújo faleceu, praticamente desaparecendo as famílias, uma vez que Laura e Lucas eram filhos únicos.
Poucos dias depois da viagem do rapto, Lucas e a esposa deixaram a fazenda em Nova Cruz e foram residir no município de Timbaúba, em Pernambuco, num pequeno sítio que adquiram por compra e venda e onde passaram a viver com os parcos rendimentos que dele obtinham com o seu trabalho de sol a sol na agricultura e criação de pequenos animais.  Houve quatro filhos, Lauro e três mulheres: Luzia, Leonor e Lucinete.
Laura morreu tuberculosa aos 35 anos de idade.  O viúvo faleceu havia 10 anos em conseqüência de mordida de cobra. 
Muito pobre, Lucas não pôde dar aos filhos nada mais do que o curso primário.
Luzia casou-se aos 16 anos de idade com um sapateiro quatorze anos mais velho do que ela.   Emigraram para São Paulo, de onde nunca mais deram notícias. 
Leonor ingressou numa ordem religiosa, é freira em Fortaleza, com o nome de irmã Lúcia de Santa Maria. 
Lucinete apaixonou-se por um vigarista que apareceu em Timbaúba, bem vestido e com pose de rico, dizendo-se empregado de grande construtora do Sul, que realizava obras de construção de açudes públicos no Ceará; com ele fugiu e passou a ser oferecida a outros homens para noitadas de orgia em Recife, onde findou como prostituta e vocalista de conjunto musical que se apresentava em cabarés na capital pernambucana.   Tinha voz excelente.  Desde mocinha, sempre foi uma das melhores cantoras do coro da igreja. Nunca mais retornou à casa paterna.   Nunca mais quis saber dos irmãos. Cortou por completo os laços de ligação com os amigos de Timbaúba.  Isolou-se na vergonha da sua miséria.  Morreu em vida para os seus.
Tempos depois, correu como certa a notícia que um marinheiro estrangeiro por ela se apaixonara, juntaram-se e foram morar na França.  Esta a última notícia, mas não se tem certeza de que seja verdadeira.
Lauro desejava conhecer “Lagoa Verde” e “Bastiãozinho”, visitar José Lino, abraçar algum parente e contemplar as paisagens que seus pais a elas se referiam com tanta saudade.  Depois iria a Fortaleza visitar a irmã freira que há mais de dez anos não via.  Queria ver o quarto onde a mãe por tanto tempo ficara recolhida.  Olhar através das grades da janela, por onde a reclusa contemplava as estrelas e a lua, tal como escrevera em carta ao amado, pedindo-lhe para que nas luas cheias, sempre entre nove e 10 horas da noite, dirigisse o olhar para o céu, para que bem no coração do astro dos namorados os olhares deles se encontrassem em beijos alucinantemente apaixonados.  
Passou a semana toda visitando lugares e pessoas.  Ao encontrar-se com José Lino ocorreu a maior surpresa da viagem.
Antes de tudo, porém, é oportuno enfatizar a memória fisionômica de José Lino. Quando Lauro a ele se apresentou ao invés de se identificar fez-lhe uma pergunta: Acha-me parecido com alguém?
O Senhor, respondeu, tem a testa e os olhos de seu pai; boca e cabelos iguais aos de sua mãe.  O Senhor deve ser o filho de Lucas e Laura por quem tanto espero para entregar um documento!
Abraçaram-se com as mesmas emoções com que um bom filho reencontra o pai depois de anos de separação.
Com as esperanças e curiosidades que a certidão fizera brotar de sua imaginação, Lauro partiu ao encontro da irmã em Fortaleza.  E para reforço dos planos que os acontecimentos de Caicó começavam a engendrar em sua cabeça, Leonor deu-lhe o endereço francês de Lucinete, extraído de uma antiga e única carta dela recebida.
Semanas depois, ao retornar, aguardava-o uma cópia autêntica do documento, fornecida pelo tabelião. Eis a mensagem escrita pelo pai e não lida pela filha, ambos hoje na eternidade:
“À minha filha Laura. 
Perdoe-me por não ter sabido entender o amor.
Se um dia souber que morri, fique certa que foi de saudade, a mesma que matou sua santa mãe.  E também de remorso pela estupidez da violência praticada por mim contra você e Lucas. 
Enterrada com Eda está a prova do nosso eterno amor por vocês.
Belizário e Elesbão podem ser tão úteis como o foram no rapto. 
Caso tenham falecido, alguma pessoa idosa de Caicó poderá informar a localização da sepultura.
Mas, se nunca se tiver notícias de Laura ou de Lucas, aos seus descendentes, que a todos abençôo, encaminhe-se esta mensagem.”
Era voz corrente que Belizário e Elesbão haviam morrido, mas não se tinha certeza, porque não se sabia a fonte exata da informação. 
A Lauro, entretanto, não foi nada difícil encontrar no velho cemitério de Caicó a cova da sua avó.
Aterrador o espanto ao ser aberta a sepultura!  
O cabo de polícia que acompanhava a diligência borrou-se todo e teve de ser retirado do local com grave incontinência diarréica.
O escrivão não conseguiu lavrar o termo de exumação, tremia que só vara verde.
Sarapião, o coveiro, velhinho com mais de setenta anos, alegou cansaço e largou o serviço. 
Foi o próprio Lauro, o mais disposto do grupo, quem conseguiu concluir o trabalho.
Jazia ao fundo da sepultura, por baixo dos restos mortais, o que ninguém esperava, uma fabulosa botija. Espalhadas uniformemente como se tivessem sido arrumadas por baixo do cadáver, dentro do caixão, dez quilos de ouro puro em barras de um quilo! Fortuna igual ninguém na região possuía.  
Desencantado o tesouro, as mais fantásticas histórias começaram a aparecer. E não só com referência à botija enquanto permanecia enterrada na cova de Eda, mas, acima de tudo, quanto ao destino do tesouro depois que passou às mãos de Lauro. É o que veremos a seguir.
Procurador federal e ex-prefeito de Caicó

Um poema concreto

Só sobraram entulhos do Machadão
Um poema concreto
damata

Aqui desses tantos anos
Te contemplo Machadão
Nas frestas da memória
No traçado do gramado
 Armado concreto hoje no chão
Em cada silencio um grito
Em cada palavra um não
Da esquina eu ouvia
na cidade onde morro
no chão amado concreto