quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eu prometo.. eu vou fazer... eu sou foda... eu caso e batizo... eu... eu... eu...

Hoje, 30 de setembro de 2010, é o último dia para que os candidatos e coligações façam seus comícios, passeatas e carreatas, catando os últimos votos dos indecisos.
Em homenagem ao esforço de todos os candidatos - picaretas, canalhas, ladrões, filhos da puta e também aos honrados - o Bar de Ferreirinha publica um poema de Jessier Quirino, o mais fuderoso poeta popular deste Brasil varonil.


Comício em Beco Estreito
Jessier Quirino

Pra se fazer um comício 
Em tempo de eleição 
Não carece de arrodei 
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000 
Ou qualquer mei caminhão 
Entalado em beco estreito 
E um bandeirado má feito 
Cruzando em dez posição.

Um locutor tabacudo 
De converseiro comprido 
Uns alto-falante rouco 
Que espalhe o alarido 
Microfone com flanela 
Ou vermelha ou amarela 
Conforme a cor do partido.

Uma ganbiarra véa 
Banguela no acender 
Quatro faixa de bramante 
Escrito qualquer dizer 
Dois pistom e um taró 
Pode até ficar melhor 
Uma torcida pra torcer

Aí é subir pra riba 
Meia dúzia de corruto 
Quatro babão, cinco puta 
Uns oito capanga bruto 
E acunhar na promessa 
E a pisadinha é essa: 
Três promessa por minuto.

Anunciar a chegança 
Do corruto ganhador 
Pedir o "V" da vitória 
Dos dedo dos eleitor 
E mandar que os vira-lata 
Do bojo da passeata 
Traga o home no andor.

Protegendo o monossílabo 
De dedada e beliscão 
A cavalo na cacunda 
Chega o dono da eleição 
Faz boca de fechecler 
E nesse qué-ré-qué-qué 
Vez por outra um foguetão.

Com voz de vento encanado 
Com os viva dos babão 
É só dizer que é mentira 
Sua fama de ladrão 
Falar dos roubo dos home 
E tá ganha a eleição.

E terminada a campanha 
Faturada a votação 
Foda-se povo, pistom 
Foda-se caminhão 
Promessa, meta e programa... 
É só mergulhar na Brahma 
E curtir a posição.

Sendo um cabra despachudo 
De politiquice quente 
Batedorzão de carteira 
Vigaristão competente 
É só mandar pros otário 
A foto num calendário 
Bem família, bem decente:

Ele, um diabo sério, honrado 
Ela, uma diaba influente 
Bem vestido e bem posado 
Até parecendo gente 
Carregando a tiracolo 
Sem pose, sem protocolo 
Um diabozinho inocente.

Um presente pra Xexéu em mote e glosa

Do poeta, leitor, cliente e colaborador Gibson Azevedo, o Bar de Ferreirinha recebeu e transmite a Xexéu, o aniversariante do dia, uma homenagem feita em versos.

Pituleira ou Roberto, 
aproveito o aniversário do Xéxeu, de impressionante figura e digno dos melhores votos e felicitações, para fazer festa com o distinto aniversariante com uma glosazinha de minha autoria, quando cito  e dou a devida importância a todos os taverneiros do presente e do passado:

MOTE
No trajeto eu bebo todas:
De Xexéu a Ferreirinha

GLOSA
Vou, mesmo não sendo bodas...
Mas se a festa for de um chapa,
Sendo pra pegar garapa,
No trajeto eu bebo todas.
Que o “Figueiredo” se foda!...
Se, esta, for sina minha...
Vou degustando a branquinha,
Junto a diletos amigos,
Desde os tempos mais antigos:
De Xexéu a Ferreirinha!

Natal-RN, 30/set./2010.
Gibson Azevedo
Poeta

Ex-futuro senador faz aniversário hoje

Caicó comemora mais 
um ano de Stoessel Dias


Ele já fez tudo na vida.
Foi agricultor, motorista, bicheiro, dono de bar, boêmio, caçador, recenseador do IBGE, bodegueiro, vendedor de aves na década de 40, jogador de futebol, assessor político da Prefeitura de Jucurutu, dançarino de cabaré, orador de solenidades, escritor de cartas para o INSS, jogador de baralho, boleiro nas horas vagas, ex-futuro vereador (nunca aceitou ser candidato), cambista e o maior assador de carne de sol do Brasil.
Stoessel Dias, casado com Guilhermina, pai de Tecobol (in memoriam), Paulo Dias, Leniral e Lêda, é uma figura ímpar, que só poderia ter nascido em Caicó.
Sim, Stoessel é só no registro civil: ele é conhecido mesmo pelo apelido de Xexéu.
Apreciador de cerveja gelada, Xexéu adora viajar - normalmente no banco da frente do carro, com o cotovelo apoiado na porta - e faz o percurso ficar menor com a sua inacreditável capacidade de contar estórias.
Cultiva amizades com pessoas de todas as idades.
Hoje é servidor público aposentado, frasista emérito ("Mentir não tem futuro” é uma das suas criações definitivas) e membro do Conselho Editorial do Bar de Ferreirinha.
Esse lero todo é pra dizer que hoje é o seu aniversário.
Xexéu está completando 83 anos neste 30 de setembro.
Com os votos de saúde, juízo e muitos anos de vida, o Bar de Ferreirinha pede: palmas pra Xexéu que ele merece!
Parabéns!

Minêrim escroto!

O mineirinho vai a São Paulo visitar seu amigo paulistano e é convidado a jantar na casa do amigo.
Quando estão jantando ele vai até a cozinha beber um copo de água quando aparece a esposa de seu amigo e na maior cara de pau levanta a saia e mostra que está sem calcinha.
Ela pergunta:
- Você gostou?
- Gostei muito.
- Pode ser sua por 500 reais!
O mineirinho pergunta se pode ser no dia seguinte depois do almoço e ela diz que sim.
No outro dia lá pelas duas horas da tarde o mineirinho passa na casa de seu amigo paulistano e a patroa dele ja esta toda cheirosa esperando-o.
Eles se divertem muito e o mineirinho dá a ela 500 reais e vai embora feliz para Minas Gerais.
À noite quando o paulistano chega em casa vai logo perguntando para a esposa:
- Amor, o mineirinho teve aqui hoje depois do almoço?
Assustada ela responde que sim.
E o marido pergunta: 
- Ele te deu 500 reais?
Já tremendo, a esposa confirma.
O marido suspira:
- É gente boa aquele mineirinho! Ele passou no escritório antes do almoço e me pediu 500 reais emprestado e disse que pagaria depois do almoço e deixaria o dinheiro com você. Etâ gente boa essA mineirada!!!

Baile dos Coroas em Natal

O espírito da Festa de Sant'Ana está presente nos caicoenses em todos os meses do ano.
E reúne amigos da colônia de Caicó em Natal.
A foto abaixo, por exemplo, foi feita na Festa dos Coroas de Natal, uma clonagem do Baile dos Coroas de Caicó, que é realizado anualmente em julho.
Os casais Chico Sales/Rosimar, Lacava Júnior/Lucy, Marreta/Ana Maria e Bosco Vale/Ana recordaram a festa de julho e bailaram muito.

POEMA

Calor do teu corpo
Janduhi Medeiros

Meu amor,
Tu és a sonata mais sublime da manhã.
O violino debruçado no seio da melodia.
A música desvendada. Sol, arvoredo...

Na campina, o perfume suave, a terra encantada.
Pão e vinho na festa...
Madrugada se entregando ao alvorecer do sertão.

Há, alegremente a mesma aurora que se desmancha
Na seiva do dia, cotidianamente.

Brilha, verde dos vales!
Eu desejo me equilibrar nas linhas do encanto, 
Ser alpinista ou poeta, ser navegador sobre o lençol perfumado...

És a paixão que me traz mel e afeto,
És ribeira de rio no frescor sertanejo,
Quando provo o calor do teu corpo.
Poeta

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Humilhação em Tambaba

Tambaba é uma praia bastante frequentada por naturistas do Brasil e do mundo.
É uma espécie de santuário para homens, mulheres e crianças praticantes de naturismo, um modo de vida alternativo, que estimula o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes.
Lá, vez por outra, há cenas explícitas de humilhação, como a de baixo: o negão com uma chibata de amansar jumenta, e o gordinho com um adivinhão.
Vejam que foi preciso usar cinco quadrinhos pra cobrir o negão, enquanto para o gordinho bastou um.
Pior foi aguentar o risinho sarcástico da namorada...
Decididamente, foi uma concorrência altamente desleal!

PENSATA

Abimael Silva (esquerda) ao lado do ex-futuro 
candidato a governador Bibica de Barreira

A FJA e a cultura do nada
Por Abimael Silva

A Fundação José Augusto, a mais importante instituição cultural do Rio Grande do Norte, entre as décadas de 1960 e 2000, parou no tempo e perdeu o sentido de existência.
Se deixasse de existir hoje não faria a mínima falta à história cultural do Estado. Há poucos anos a FJA fazia o seu dever de casa, promovendo a cultura do RN com um calendário verdadeiro, de fevereiro a dezembro.
Hoje não faz absolutamente nada!
Pelo contrário, anda desfazendo as coisas boas que existiam.
Acabou o Encontro de Cultura Popular, que acontecia no mês de agosto, com uma semana de intercâmbio entre o Estado e a cultura brasileira.
Acabou o Prêmio Literário Luís Carlos Guimarães, o único prêmio estadual de poesia e uma homenagem mais que justa a um dos maiores poetas do Rio Grande do Norte.
 Quem acaba com um prêmio literário merece o desprezo da cultura!
Acabou a Revista Preá, a mais importante e significativa publicação cultural do RN nos últimos cinquenta anos, que dava vez e voz ao artista do interior.
Depois de três anos sem sair da loca, a Preá voltou a circular com uma publicação de qualidade mais que duvidosa, feita por quem não é do ramo.
No editorial, com direito à fotografia colorida, Crispiniano Neto detalha todos os fracassos da Fundação nos últimos três anos: a compra de uma impressora chinesa, por uma nota preta, que funcionou poucos dias e não tem assistência técnica.
Não precisa ter mais de cinco neurônios para saber que chinês não entende de impressora de qualidade.
Isso é coisa para alemão, inglês e americano.
Acabou a Cidade da Criança, o mais importante e conhecido espaço para o público infantojuvenil de Natal.
Acabou o plano editorial da Fundação José Augusto, um catálogo de 310 títulos e 47 anos, com muitos autores e publicações de importância nacional, como Luís da Câmara Cascudo, Zila Mamede, Jorge Fernandes, Auta de Souza e Oswaldo Lamartine de Faria.
 Para ser mais exato, como Presidente da FJA, Crispiniano publicou um livro de sua autoria, intitulado Lula na Literatura de Cordel, com edição de capa dura.
Acabaram as Casas de Cultura.
A de Santa Cruz do Inharé virou loja de produtos da Avon; na de Macau caiu o teto; a de Assu está em ruínas; a de Martins não abre há mais de um ano; e a de Apodi virou pensão de segunda.
Esta é a radiografia de algumas Casas de Cultura do Rio Grande do Norte hoje.
Depois do insignificante desempenho de Crispiniano Neto à frente da Fundação José Augusto, a instituição virou um vergonhoso cabide de empregos, com 1.155 profissionais, a grande maioria de competência duvidosa.
A única saída é a sua extinção, como foi feito com o Bandern, em 1991.
Pelo desserviço prestado à cultura do Rio Grande do Norte, de 2007 a 2010, Crispiniano Neto deveria voltar para Mossoró a pé e descalço, para sentir na pele o mal que fez à cultura potiguar.
Mas isso ainda diz pouco!
Sebista e editor do Sebo Vermelho

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CABA CAGADO

Sortudo ganha dois prêmios 
milionários em quatro meses

As chances de ganhar US$ 1 milhão (R$ 1,7 milhão) na loteria são ínfimas, mas um americano do Missouri conseguiu a façanha duas vezes.
Ernest Pullen, 57, ganhou US$ 1 milhão com uma raspadinha "100 Million Dollar Blockbuster" em junho.
Este mês, ele ganhou outros US$ 2 milhões (R$ 3,4 milhões) com a raspadinha "Mega Monopoly".
Pullen disse se considerar um "cara sortudo".
Ele optou por receber o pagamento à vista, em vez de pensão anual, para os dois prêmios.
Recebeu US$ 700 mil (R$ 1,2 milhão) pelo primeiro, e US$ 1,3 milhão (R$ 2,2 milhões) pelo segundo.
Isso antes de descontar os impostos.
Pullen disse que vai usar o dinheiro para montar sua casa nova.

Aniversário de casamento



Negão Anchieta, o clínico geral

Negão Anchieta era um famoso presidiário de Natal, considerado o rei da penitenciária João Chaves.
O mito em torno do seu nome - com as histórias mais espetaculares e assombrosas - rende um livro.
O cara era um armário: dois metros de altura por 1,5 metro de largura, uma montanha de músculos que fazia as próprias leis da cela e era respeitado/temido por todos os outros detentos por causa da fama de violento.
O Negão também era clínico geral quando o assunto era sexo: sem preconceitos, enfrentava qualquer parada dependendo do seu estado de espírito.
E eis que, num belo dia de sol, um home foi preso e colocado na mesma cela do Negão Anchieta.
E ele, do alto do seus dois metros, e caprichando na voz grave que mais parecia o rugido de um leão, sapecou aos ouvidos do novato:
- Meu irmão, aqui dentro dessa cela o negócio é o seguinte, tá compreendendo? Tem dia que eu sou homem e tem dia que eu sou mulher. Você é um caba cagado e deu sorte: hoje eu amanheci mulher.
Dito isso, botou a piroca pra fora - uma chibata de um palmo e meio de tamanho, que os presos já haviam apelidado de desentupidora de fossa - e ordenou:
- Pra começar, vá logo chupando aqui o meu buceto...

Um desafio que vale uma grade de cerveja

O Bar de Ferreirinha recebeu correspondência do cliente/leitor/colaborador Gibson Azevedo, com um desafio.
Quem acertar, ganha uma grade de cerveja bem geladinha.
Confira a provocação:


"Pituleira ou Roberto, 
Recebi, do amigo Moacir Lucena (filho do saudoso Chico Izaias), uma fotografia das antigas. 
Ele me pediu para lançar um desafio a todos os leitores deste querido blog, para, honestamente, identificarem todas as pessoas da fotografia, pois que, pagará uma caixa de cerveja - na próxima Festa de Sant'ana - a todos quantos cumprirem, honradamente, este simpático repto.  
Uma dica: esta fotografia foi tirada na década de 1960.
Um grande abraço e vejam a foto.
Gibson Azevedo".


Cartas para o bardeferreirinha@gmail.com
A foto segue abaixo, para sua análise com uma lupa:

Clique sobre a foto para ampliá-la

O barbudinho está pra chegar...

Ricardo está no motel com a amante, curtindo o pós-coito, quando ela resolve interromper o silêncio:
- Ricardo, por que você não corta essa barba?
- Ah... se dependesse só de mim... Você sabe que minha mulher seria capaz de me matar se eu aparecesse sem barba... ela me ama assim !
- Ora, querido, faça isso por mim, por favor...
- Não sei não, querida.... sabe, minha mulher me ama muito, não tenho coragem de decepcioná-la...
- Mas você sabe que eu também te amo muito... pense no caso, por favor...
O sujeito continua dizendo que não dá, até que não resiste às súplicas da amante e resolve atender ao pedido.
Depois do trabalho ele passa no barbeiro, em seguida vai a um jantar de negócios e quando chega em casa a esposa já está dormindo.
Assim que ele se deita, sente a mão da esposa afagando o seu rosto lisinho e com a sua voz sonolenta diz:
- Paulão!!! Seu louco, você ainda está aqui?  Vai embora... O barbudinho já está pra chegar!!!

Pérolas da velhice

Os dois velhinhos, um homem e uma mulher, vão ao escritório de um advogado para que seja preparado o divórcio. 
O advogado, vendo-os assim tão idosos, pergunta porque eles farão isso nessa idade tão avançada. 
Determinada a se separar, a velhinha diz:
- Veja doutor, é que ele tem, com muitos esforços, uma única ereção no ano e...
O velhinho super nervoso interrompe a esposa, e diz:
- E ela quer que eu desperdice logo com ela.


Um casal octogenário está começando a ter problemas de memória. 
Eles vão ao médico para ser examinados. 
O medico faz um check-up e diz aos velhinhos que não há nada de errado com eles, mas que seria bom ter um caderninho para anotar as coisas. 
À noite, quando estão os dois assistindo TV, o velhinho levanta e a mulher pergunta:
- Onde você vai?
- À cozinha.
- Você não quer me trazer uma bola de sorvete?.
- Lógico!
- Você não acha que seria bom escrever isso no caderno?
- Ah, vamos! Qualé? Eu vou me lembrar disso!
- Então coloca calda de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de esquecer.
- Eu lembro disso, você quer uma bola de sorvete com calda de morango.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantilly em cima! Mas lembre-se do que o médico nos disse... escreva isso no caderno!
Irritado, o velhinho exclama:
- Eu já disse que vou me lembrar!!
Em seguida vai para a cozinha. 
Depois de uns vinte minutos, ele volta com um prato com uma omelete. 
A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que você iria esquecer? Cadê a torrada?



Quando o marido finalmente morreu, a esposa colocou um anúncio no jornal informando que ele havia falecido de gonorréia. 
Logo que o jornal foi distribuído, 

um amigo da família telefonou e protestou veementemente:
- Você sabe muito bem que ele morreu de diarréia, e não de gonorréia!!!
A viúva respondeu:
- Eu cuidei dele noite e dia, portanto é lógico que eu sei que ele morreu de diarréia, mas eu achei que seria melhor que se lembrassem dele como um grande amante, ao invés do grande merda que ele sempre foi. 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tim esgota paciência dos clientes em Caicó

Essa foi pescada lá no Blog do Seridó.
O serviço de telefonia móvel da Tim em Caicó tem causado transtorno e irritação aos seus milhares de clientes.
Desde sexta-feira que é praticamente impossível completar uma ligação entre celulares da Tim: invariavelmente, aparece no visor do celular a mensagem Rede Ocupada, como se houvesse um congestionamento no sistema de transmissão e recepção de chamadas.
Até hoje, a operadora não deu nenhuma satisfação pública aos seus clientes, o que os deixa ainda mais irritados.
Comprei o pacote Tim Liberty, com a garantia da operadora de fazer ligações ilimitadas de Tim para Tim. Mas, na realidade, a empresa ativou o Tim Ganei: é uma enganação o que ela está fazendo conosco”, disse o jornalista Roberto Fontes, cliente da operadora desde 1995, que está se sentindo ludibriado.
“Nas empresas de aviação, isso  se chama overbooking (a venda de bilhetes além do que está disponível no voo). A Tim está vendendo um serviço que não tem capacidade de fornecer”, disse, acrescentando que os clientes precisam de uma paciência ilimitada para tentar falar com alguém pela operadora.
O problema será tratado na próxima sessão da Câmara Municipal de Caicó, quando os vereadores Leleu Fontes (PDT) e Raimundo Inácio Filho, o Lobão (PMDB), vão pedir à Assessoria Jurídica da Casa que faça uma interpelação judicial à operadora, pedindo esclarecimentos sobre o problema.
É possível que a Câmara também encaminhe um expediente ao Ministério Público para que a instituição, em nome dos milhares de usuários, convoque a operadora a dar explicações sobre as falhas no serviço.
Enquanto isso, o que precisa ser ilimitada - ao contrário do que diz a propaganda - é a paciência dos clientes da TIM.

Quem mijar na piscina, apanha...


Da série Era só o que faltava!
Esta quem mandou foi Carlos Linhares, sócio, cliente e leitor do Bar de Ferreirinha.
Ele informa que por cerca de R$ 360 é possível nadar por duas horas na numa piscina cheia de cerveja.
Mas n'~ao é aqui perto, por enquanto.
O banho relaxante foi criado por uma fabricante de cerveja da Áustria.
O local se transformou numa espeçie de Spa, com sete piscinas de cerveja.
A cada nova sessão, a cerveja é trocada.
De acordo com os proprietários, o banho de cerveja limpa a pele, ajuda a cicatrizar feridas e combate doenças.
E dá barato também, lógico.

É complicado ser mulher


Coragem é isso!

Você acha que o Felipe Massa, o Fernando Alonso e o Lewis Hamilton são corajosos, só porque correm a 300 por hora na Fórmula 1?
Ou que os militantes da Jihad Islâmica, do Hezbolah e do Hamas têm coragem porque vivem desafiando os Estados Unidos?
Mike Tyson, George Foreman e outros lutadores de boxe, só porque foram campeões mundiais?
Você considera que os policiais do BOPE, Napoleão Bonaparte, a 7ª Cavalaria, Gêngis Kahn, Alexandre o Grande e Lampião são corajosos?
Nenhum amarra a chuteira do vira-lata Piau!
Confira na foto abaixo:


A origem de alguns Ditados Populares



DA PÁ VIRADA
A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita.
NHENHENHÉM
Nhen, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indìgenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".
VAI TOMAR BANHO
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".
ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM
Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, Capitão de Regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: “Nós somos brancos, cá nos entendemos”.
A DAR COM O PAU
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.
ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA
Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar "e "Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.
NÃO VI NADA, NÃO SEI DE NADA
É a mais usada pelos políticos brasileiros corruptos.

Escolha o seu inferno



O infeliz pecador morreu e foi parar na porta do Inferno.
Lá, um capetinha auxiliar fez a seguinte pergunta:
- Você quer ir pro inferno brasileiro ou pro inferno americano?
E o lascado pergunta:
- Qual é a diferença?
- Bom, existe um muro que separa os dois infernos. No inferno brasileiro você terá que comer uma lata de três quilos de fezes no café da manhã, outra no almoço e a saideira no jantar. Depois, o diabo te espeta enquanto te leva ao fogo infernal, pois é lá que você irá passar as noites. No inferno americano é igual, só que, ao invés de uma lata fezes, você terá que comer somente uma colherinha de chá nos mesmos horários.
O caba não pensou duas vezes e foi correndo pro inferno americano.
Chegando lá, reparou que estavam todos cabisbaixos e tristes.
Enquanto isso, no outro lado do muro, o pagode rolava solto, muitas mulatas, muito samba no pé, gargalhadas, enfim, uma festa muito animada.
Não se contendo, o infeliz sobe no muro e chama alguém.
- Oi! Como vocês conseguem festejar? Aqui o pessoal come uma colherinha de merda e vive triste, enquanto vocês, que comem várias latas de três por dia, tão nessa alegria toda.
- Bom, cara, se toca...essa porra aqui é Brasil. Na segunda falta lata, na terça falta merda, na quarta o diabo não vem, na quinta é feriado, na sexta falta lenha para o fogo, no sábado é farra, no domingo é descanso, na outra semana nada funciona...

domingo, 26 de setembro de 2010

Barba, cabelo e bigode


Ao lado de familiares, clientes e amigos, Duda Barbeiro comemorou ontem os 40 de sua Barbearia Sant’Ana.
A data foi marcada pela realização de uma cantoria popular em frente ao estabelecimento, na Avenida Rio Branco.
Geraldo Romero - hoje professor aposentado - que fundou a barbearia com Duda, esteve presente ao evento.
Quinca e Vicente, os clientes de primeira hora mais assíduos, também estavam por lá e fizeram pose nas cadeiras: Quinca com Romero na tesoura, e Vicente com Duda.
A noite de poesia e celebração dos 40 anos da Barbearia Sant’Ana foi registrada pelo Bar de Ferreirinha.
Mais uma vez, os parabéns a Duda e aos seus familiares pela conquista.

Romero (camisa listrada) barbeia Quinca e Duda corta o cabelo de Vicente:
primeiros clientes ainda visitam a Barbearia Sant'Ana regularmente

ELEIÇÕES 2010

Tiririca pode ser intimado 
a provar que não é analfabeto

Mais uma comédia da vida pública se desenrola em São Paulo.
O promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral, pediu ontem autorização da Justiça Eleitoral para fazer um teste de escrita e leitura com o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR).
"Existe uma suspeita séria de que esse homem é analfabeto. É preciso saber se ele tem condição de ser candidato", afirmou o promotor.
A lei eleitoral permite o voto dos analfabetos, mas proíbe a candidatura deles.
A suspeita do promotor surgiu depois de reportagem da revista "Época" mostrar indícios de que Tiririca é analfabeto.
Para a revista, o humorista Ciro Botelho - que escreveu o livro "As piadas fantárdigas do Tiririca" - afirmou que o candidato não sabe ler ou escrever.
A reportagem também descreve situações em que o candidato mostra dificuldade de leitura.
Quando se registrou, Tiririca apresentou uma carta afirmando que sabe ler e escrever.

Qual o seu lugar preferido para o sexo?


A revista americana Cosmopolitan fez uma pesquisa com 1.500 pessoas e listou os 10 lugares mais quentes para fazer sexo, além da cama, claro.
Cada um dos entrevistados podia escolher quantos lugares quisesse.
No ranking, primeira posição com honras para o chuveiro ou banheira, com 82% dos votos.
O segundo ambiente mais votado para a prática foi o controverso carro, com 80%, embora o banco de trás seja considerado muito desconfortável.
O terceiro lugar revelou o fetichismo que a casa dos pais tem e, mais pelo proibido, o quarto de solteiro ganhou a medalha de prata.
Pra quem curte dar uma rapidinha com o perigo ao lado, é bom ter cuidado apenas de não sacudir demais a cama.
O quarto dos pais, a propósito, também apareceu na lista, na 9ª posição, com 34% dos votos.
A pesquisa deixou a praia de lado, mas o quarto lugar (54%) ficou com a piscina, embora a água não ajude em nada na umidade natural da mulher: um lubrificante pode ser a saída.
O resto da lista de lugares preferidos tem ainda "floresta" (49%), "mesa da cozinha", (48%), "parque" (42%), "barraca", (37%) e "lavanderia" (29%).
Nessa última, uma sugestão pode ser aproveitar o movimento da máquina de lavar para acelerar o sexo.
E você, qual é o seu voto?

Bole-Bole


26 de setembro de 2010
Bole-Bole

O folclore está em toda parte, na literatura oral, na chamada arte popular, nas cantigas e folguedos tradicionais, e até em algumas figuras regionais, cuja singularidade de seus hábitos e costumes o povo tornou imanentes à respectiva cultura popular, inclusive, não raro, os próprios apelidos dessas figuras. Isso tem gerado turismo
Acari, entre as cidades do seu porte, vem-se transformando numa das principais opções turísticas do interior do Estado, não só por causa da beleza do Gargalheiras, tampouco por ser a cidade mais limpa do Brasil, nem por ser a única no interior com dois pontos turísticos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (a Igreja do Rosário e a cadeia pública, hoje museu), muito menos pelas andorinhas aerícolas (nunca pousam, a não ser no fim do dia na furna onde dormem no Bico da Arara).  
Acari vem aumentando sua notoriedade turística porque tem sabido divulgar também, inteligentemente, as alcunhas da sua gente. Poucas pessoas na cidade são conhecidas pelo nome próprio de registro ou batismo, mas por antonomásia ou apelido. Basta consultar o blog de Jesus de Miúdo (http://acaridomeuamor) para comprovar o que estou escrevendo: Dezwith é o filho mais novo de “Deo Porreta, irmão de Dona Maria de Seu Bantão”! Mais um: “Lucas de Suzete de Ambrósio de Chico do Padre”!  
Vou mais longe, uma cidade do Nordeste, Aracati, é bastante conhecida pelos cognomes de seus habitantes.  Ela se divulga como a “Cidade dos Apelidos” ou a “terra de Castorina”, mulher lendária aracatiense, especialista em botar apelidos.
Caicó tem Bole-Bole e centenas de outras figuras folclóricas que ainda não foram suficientemente estudadas: Cú-de-ouro, que teve até sucessor, e cuja história folclórica é sensacional; Padre Eterno, que era casado com Santana e morava na casa do Santíssimo; Mané Vintém; Zefa Baú; Ana Raposa; Joaninha Pecadora (“amanhã se Deus quiser, ó maninha, eu vou comer Joaninha”, paródia corriqueira entre adolescentes, que substituíam, na modinha infantil, galinha por joaninha); Maria Roxinha; Capitão Rabo de Galo; Canguru; Boi-de-Fogo; Ferrolho, o do realejo e não o motorista, também famoso e protagonista de longa e interessantíssima história real; Tudo-Bem; Juju e tantos outros, cujas caricaturas dariam um museu.
Vou puxar pela memória para tentar acrescentar aqui alguma coisa sobre o que já escrevi alhures a respeito de Bole-Bole, grande figura do folclore genuinamente caicoense. 
Suponho o único no Brasil que, como jornaleiro, criava e anunciava manchetes para motivar as pessoas a comprar o jornal ou a revista.  Conhecia todo mundo na cidade e anunciava o seu pregão de acordo com os desejos dos possíveis compradores.
Avistava o Dr. Pereira da Nóbrega, que era Juiz de Direito, ou passava na calçada da residência dele, gritava a plenos pulmões: “Governo concede aumento à magistratura!”  Era tiro e queda, “Bole-Bole, dê cá um jornal”, respondia apressado o juiz. 
Ao se aproximar de um carlindista: “Pistoleiro preso em Natal revela tudo sobre o crime de que foi vítima o Dr. Carlindo!”
Se o grupo de pessoas, ou a casa próxima, era de aluisistas apaixonados, a manchete saía da ponta da língua: “Presidente da República revoga cassação de Aluísio!”
- Bole-Bole, um jornal aí; um jornal Bole-Bole!  Muitos a ele acorriam com o dinheiro na mão, e não havia jornal que chegasse para tanta demanda.
Em plena seca, dificílima a vida dos homens do campo, anunciava aos agricultores na feira: “Chove abundantemente no Piauí!”  Como é Bole-Bole, chove no Piauí? 
– Dê-me cá um jornal!
Ao cruzar com marianos que se dirigiam à igreja para a missa do domingo: “Papa revela segredos de Fátima!”
Ao me avistar com grupo de amigos, bradou a manchete: “Extra! Extra! Djalma Marinho fala sobre eleições de Caicó!” Quando se aproximou, notou a presença de uma autoridade local que costumava comprar jornal fiado e esquecer de pagar:
- O jornal com essa manchete acabou! Deu meia volta e sumiu apressado.
Nem sempre a manchete era inventada.  Isso só acontecia quando havia boia de jornais.  Mas a gente não tinha como saber se ele estava enganando ou não.  O mais seguro era comprar o jornal para não perder o noticiário, caso verdadeiro o pregão.
E quando se caía no embuste, melhor ficar calado para não se passar por trouxa.
Jornaleiro, engraxate, jogador de futebol, biscateiro e maleiro-despertador no tempo das estradas de barro, quando a sopa que fazia a linha Caicó-Natal, saía de Caicó entre 4 e cinco horas da manhã, a vida de Francisco Fideles, o Bole-Bole, bem pesquisada, dá um livro de fatos e causos interessantes para o folclore seridoense. Tenho para mim que, se um dia Caicó tiver um museu de cera, não como o de Gramado, RS, (Madame Tussauds de Londres), mas de simples caricaturas de figuras folclóricas do município, ganhará muitos visitantes não só brasileiros, mas também estrangeiros. E, no seu valioso acervo, a estátua de Bole-Bole ganhará destaque. Até o seu apelido, Bole-Bole (C. Cascudo, Dicionário), que provém de sua participação nos blocos carnavalescos da cidade, o povo caricaturou para Bôle-Bôle, e alguns já escrevem Bolo-Bolo, vai dar muito que falar. 
Isso tudo é cultura, cultura popular, que precisa ser prestigiada e ajudada, para poder caminhar para frente como patrimônio municipal e força turística. Ajudar nem que seja sonhando, como estou agora, com a delirante perspectiva de um museu de cera com caricaturas de pessoas populares, folclóricas e lendárias do município. Prestigiar, relembrando o nome delas na internet e nos jornais, revistas e programas radiofônicos, para que não caiam no esquecimento. Elas nos alegraram, fizeram rir e, de qualquer outra maneira, mexeram com os nossos sentimentos. Temos o dever de torná-las presentes diante das futuras gerações. Isso também se chama cidadania.
Procurador federal e ex-prefeito de Caicó