sábado, 10 de abril de 2010

CONVERSA DE BAR

O flatulento


Essa foi contada pelo próprio 
Orlando Caboré Rodrigues, 
no seu blog O Caboré.


Júlio Rodrigues, meu pai, gostava de jogar um pif-paf na casa do amigo Quilon Batista. 
A vida segue, mas o velho adoece e morre  acometido de problemas cardíacos. 
Seis horas da manhã de um sábado, chega Jaime Quirino na Rádio Rural com  a triste notícia:
- Cabora! Seu Quilon morreu de madrugada!
Gelei. 
A ressaca da carraspana na noite anterior nos barracos da feira passa de repente. 
Mas, as cólicas, não. 
Rumamos pra casa do grande amigo do meu pai. 
Ainda havia pouca gente.
Solidarizamo-nos com todos, e voltamos à sala de entrada.
Dada a localização no meio da feira semanal, a casa encheu-se de gente. 
A cólica apertou, saí de fininho empurrando os que estavam na minha frente, mas não deu  pra segurar: a sola saiu quente, deixando a marca do Zorro na cueca. 
Uma senhora, cumadre do falecido, reclama:
- Amiga, a que horas o cumpadre Quilon morreu?
A outra mulher responde, já com um lenço tapando o nariz:
- De madrugada, por que mulher?
- Affe Maria! Pois já tá fedendo!
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