domingo, 31 de maio de 2009

Missão cumprida

Padre Tércio, quando falava na despedida da Rádio Rural

Caicó parou sexta-feira, dia 29 de maio, para homenagear o monsenhor Ausônio Tércio de Araújo. 

Era dia de despedida dele da direção das emissoras de rádio da Diocese: as rádios Rural AM e FM de Caicó e a Rural AM de Parelhas.

O blog Bar de Ferreirinha esteve no Centro Pastoral D. Wagner e viu um homem sereno entregar a direção das emissoras ao padre Ivanof Pereira.

Ele agradeceu as manifestações e se disse realizado por ter conseguido levar a cultura popular ao povo através da Rádio Rural. 

É que, minutos antes de sua fala, os violeiros Cícero Nascimento e Geraldo Batista fizeram um show de improviso que levou os participantes ao delírio. 

“Eu me daria por satisfeito se o resultado do meu trabalho nestes mais de 40 anos fosse apenas esse reconhecimento à cultura popular”, disse padre Tércio, sob aplausos.

Em 2005, quando completou 70 anos de vida, ele disse numa entrevista ao Jornal do Seridó que, ao se aposentar, escreveria um livro sobre as pessoas do Seridó. 

O Bar de Ferreirinha republica a entrevista feita pelo jornalista Roberto Fontes, editor deste blog, que na época era editor do Jornal do Seridó. 

E começa a contagem regressiva para o lançamento do livro de memórias deste homem que é, sem nenhum favor, o mais importante personagem da comunicação do Seridó.

“Eu faria tudo de novo”

O dia 12 de outubro é feriado nacional dedicado à Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Se não fosse, seria feriado municipal em Caicó. Era o mínimo que a cidade poderia fazer para homenagear monsenhor Ausônio Tércio de Araújo, que no próximo 12 de outubro completa 70 anos de idade. 

Natural de Currais Novos, segundo de uma prole de dois filhos – o outro irmão, Ausônio de Araújo Filho também era padre – padre Tércio, como é chamado pela maioria, dedica sua inteligência a Caicó desde 1961, quando assumiu a vice-reitoria do Seminário Santo Cura D’Ars, o mesmo seminário onde ele iniciou os seus estudos religiosos em 1947, aos 12 anos. 

Em Caicó concluiu o ginasial e o clássico até 1952, no seminário. Em setembro de 1953 foi estudar em Roma, onde se tornou bacharel em filosofia pela Universidade Gregoriana. Na mesma universidade, tornou-se bacharel e licenciado em teologia. Ordenou-se padre em no dia 21 de fevereiro de 1960 e celebrou a sua primeira missa na Basílica de São Clemente, em Roma, no dia seguinte à ordenação. O retorno ao Seridó, precisamente a Currais Novos, ocorreu no dia 13 de agosto de 1960. Lá, celebrou a sua primeira missa no Brasil no dia 14 de agosto, na Catedral de Sant’Ana.

Antes de aportar definitivamente em Caicó, padre Tércio ainda teve tempo de dar aulas de filosofia e teologia moral no seminário arquidiocesano de João Pessoa, até o fim de 1960. No começo de 1961, antes do início do ano letivo, instalou-se em Caicó. Nestes 44 anos de convivência com a comunidade caicoense, padre Tércio assumiu múltiplas atividades: reitor do seminário, vice-diretor e diretor do Colégio Diocesano Seridoense, diretor da Escola Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel, do Colégio João XXIII e da Escola Pré-vocacional, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Foi um dos fundadores da Emissora de Educação Rural de Caicó, em 1963. Desde 1969 é o seu diretor. Coordenou a elaboração dos planos pastorais da Diocese de Caicó de 1965 a 1969 e desde 1972 dirige a Paróquia de São José, no bairro Paraíba. 

Membro efetivo do Conselho Estadual de Educação, presbítero e professor, padre Tércio é um homem de múltiplas qualidades: intelectual, religioso, humanista, educador e jornalista diletante. Nesta entrevista ao Jornal do Seridó ele disse ter consciência de que, no exercício de tantas atividades, pode ter feito alguns desafetos, inimizades até. Mas não se arrepende de nada. “Faria tudo de novo”. 

É a memória viva de Caicó e do Seridó. Um dos seus planos é escrever um livro sobre a região, projeto que deve ser concluído depois da aposentadoria, que ele pretende gozar a partir dos 75 anos de idade. “Com este livro, no qual falarei sobre os homens e os fatos do Seridó, pode ser que aumente a lista dos descontentes”. 

Jornal do Seridó - O senhor é um homem realizado?
Monsenhor Tércio - Eu faria tudo de novo. Apesar de ter tido muitas dificuldades e enfrentado oposições, algumas ferrenhas, eu estou satisfeito com o que fiz. Não tenho do que reclamar nem retirar nada. Até as inimizades, porventura existentes, foram em decorrência do trabalho que eu fiz e que tinha de ser feito.

JSO senhor deixou de realizar algum projeto que considerava fundamental?
MT - Algumas coisas eu não consegui fazer, mas não foram básicas. O que eu quis fazer, sob o ponto de vista religioso, eu fiz. Valorizei o trabalho dos leigos, lutei pelo diaconato permanente, estimulei as comunidades de base. Só lastimo não ter conseguido trazer os jovens de volta à Igreja. 

JSPor que os jovens se afastaram da Igreja?
MTNa minha juventude havia uma relação mais profunda dos jovens com a Igreja. Hoje, mesmo considerando que muitos deles militem nos trabalhos pastorais, a realidade é que eles não se sentem responsáveis pela Igreja. Até a eclosão da revolução de 64, a juventude estava mais perto da Igreja. Não sei se essa distância foi um erro nosso. Não sei se a gente quis exigir maturidade demais num grupo que mudou, evoluiu. Talvez o erro seja da própria sociedade, com a liberação dos costumes. Só sei que nos dias atuais a liberdade religiosa passou a ser um fardo para juventude.

JS – O senhor é um homem profundamente religioso, fervorosamente católico e fiel cumpridor dos deveres canônicos. Mas também é humano. Em algum tempo de sua vida como padre as tentações humanas lhe ocorreram? O senhor teve vontade de casar, de ter filhos? O senhor chegou a ser sondado para ingressar na vida pública, ser candidato a algum cargo eletivo?
MTOlhe, eu não fui ser padre pelo perfume do incenso ou pela beleza das cerimônias. Eu resolvi ser padre pra cumprir uma missão. E eu sabia, de antemão, que essa missão era para a vida inteira. Foi uma escolha pessoal minha. No momento da minha decisão, eu tinha a visão dos projetos do Antigo Testamento. Sabia que poderia sofrer com a opção de ser padre, mas tinha uma firme convicção de que estava fazendo a vontade de Deus, e não a minha vontade. A discussão sobre o casamento dos padres houve no Concílio Vaticano Segundo, mas depois desse momento não havia mais o que fazer para os que optaram pelo sacerdócio. Como eu disse antes, fui ser padre para cumprir uma missão que Deus me confiou. Em relação à militância política, eu aprendi na Itália que política se faz discutindo idéias, e não necessariamente disputando ou exercendo cargos públicos. Sob esse prisma, fiz e faço política. As tentações para a disputa de um cargo eletivo esbarravam na minha missão de ser padre porque eu sempre tive esta convicção.

JS – O senhor se aposenta aos 70 anos? 
MTO Direito Canônico me permite exercer o sacerdócio até os 75. É isso que eu vou fazer.

JS E quais os seus planos para o futuro?
MTMinha vontade é, aos 75 anos, arrumar as gavetas e entregar o lugar a um substituto. Também penso em escrever um livro sobre as pessoas do Seridó, mas tenho certo receio porque num livro desses você termina odiado ou idolatrado. Muitos temas que eu pretendo abordar vão se chocar com a versão oficial. E eu não vou escrever mentiras.

Natal será sede da Copa do Mundo de 2014

Natal foi escolhida, ao lado de outras 11 cidades, para ser uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Anúncio foi feito na tarde deste domingo pelo presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, em reunião do comitê da entidade em Nassau (capital das Bahamas).

Além de Natal, foi escolhidas as seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus e Cuiabá. 
 
O próximo passo para as escolhidas será num seminário de 8 a 10 de junho, no Rio de Janeiro, quando os projetos de cada cidade serão analisados mais detalhadamente.  
 
Candidato único, o Brasil foi escolhido como a sede do Mundial em 30 de outubro de 2007, em anúncio em Zurique, na Suíça. Durante o ano de 2008, especulou-se se seriam dez ou 12 cidades-sede no torneio. 

Em janeiro passado, Joseph Blatter confirmou que seriam 12 e justificou sua decisão pela dimensão continental do Brasil. No fim do mesmo mês, iniciaram-se as inspeções da Fifa às 17 cidades candidatas. 

Esta é a segunda vez que o Brasil recebe uma Copa do Mundo. Em 1950, o país foi vice-campeão ao ser derrotado pelo Uruguai na decisão, no Maracanã, estádio que mais uma vez deverá receber o jogo final.

Domingão descontração...



sábado, 30 de maio de 2009

Deu bode no iPhone

Liga um leitor do Bar de Ferreirinha para se queixar.

O iPhone dele não está abrindo a galeria de fotos, e o cara ficou puto porque não se viu na telinha do celular de última geração.

Alô Apple, vamos corrigir o defeito porque se a galeria continuar a não abrir no iPhone pega mal pra companhia!

E os clientes do bar vão deixar de usá-lo...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Brasília/Natal/Bar de Ferreirinha

O Bar de Ferreirinha acaba de receber oficialmente a primeira visita virtual de uma mulher.

Silvana Dias, uma das raras frequentadoras do bar real, saúda a criação do blog que, segundo ela, será um lugar livre, leve e solto pra divulgar os "causos" de Caicó.

De Brasília, Rei Lucena e os irmãos Rui, Rubinho, Rai e Radi, também vibraram com a iniciativa de comemorar os 50 anos do Bar de Ferreirinha.

Confira:

Silvana Dias

"Recebi um email de Roberto Fontes Guarda informando sobre o novo blog.

É o Bar de Ferreirinha nas ondas cibernéticas, quem diria!

Templário de muitos, o Bar de Ferreirinha, é agora também frequentado por nós mulheres.

Que nossos maridos não se sintam invadidos em seu sagrado reduto.

A cumplicidade dos papos masculinos, a espontaneidade dos encontros e os reencontros ali proporcionados, são alguns dos seus atrativos.

Parabéns pela iniciativa.

Que esse seja um espaço "livre, leve e solto" para nós nos inteirarmos dos causos caicoenses.

Silvana Gurgel Dias"

*
A filha da cambista Vilma Maia, Luanna Wenssydeo, diz que a mãe foi uma das primeiras mulheres a frequentar o Bar de Ferreirinha:
Uma das primeiras mulheres a colocar os pes no bar do ferreirinha foi minha mae ceiça mais conhecida como vilma maia cambista.
O Bar do Ferreirinha é o bar também dos turistas.

Ela quer parabenizá-lo pelo seu bar de susseso e de respeito, desejo q deus conserve sempre assim seu bar e o senhor ferreirinha parabéns.
*

Rei Lucena

"Amigos Roberto e Pituleira,

Parabéns pela iniciativa da festa de 50 anos do Bar de Ferreirinha e tb pelo blog.

Temos uma historia com esse bar, pois papai (Tiano Caboclo) era frequentador assíduo, e amigo de Ferreirinha e nós - Rui, Rubinho, Rai, Rei e Radi - sempre que vamos a Caicó também frequentamos.

Um abraço aos amigos,

Rei Lucena."

*
Pituleira
Valeu Rei, esperamos todos da familia do Velho Tiano nos 50 anos do Bar de Ferreirinha.
Vai ser o GRANDE acontecimento da Festa de Santana, pode crer.
Um abraço a todos os manos.
O velho Rai vem?
Pituleira.

*

Carlos Fernandes disse...

Parabéns ao meu querido tio (irmão de minha mãe!) Vicente Ferreira, o Ferreirinha, por construir ao longo do tempo, esta verdadeira referência comercial de Caicó, gravando seu nome na vida de algumas gerações da sociedade caicoense e da história de lazer dos seridoenses.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O provedor de internet de Chico César

O jornal O Zona Sul, que circula exclusivamente em Ponta Negra, Natal, traz na sua edição de maio uma entrevista com Roberto Fontes, que integra o Conselho Editorial do blog Bar de Ferreirinha.

A conversa foi feita pelo Skype no dia 19 de abril - um domingo de sol forte e muito calor em Natal - pelo jornalista Roberto Homem, contemporâneo do entrevistado no Diário de Natal de 1993 a 1995, e na Assessoria de Comunicação do Governo do Estado de 1995 a 1997, quando o entrevistador passou no concurso do Senado e foi trabalhar em Brasília.

Pense na tecnologia: entrevistado e entrevistador, comodamente sentados em frente ao computador, com uma webcam ligada, falando em tempo real, um em Brasília e o outro em Natal. É o comunismo, como diria vovô Gaspar.

Fim de um ciclo virtuoso

Nesta sexta-feira, dia 29 maio de 2009, encerra-se um ciclo virtuoso para o desenvolvimento da comunicação em Caicó e no Seridó.

É a troca de comando nas emissoras de rádio da Diocese: sai monsenhor Ausônio Tércio de Araújo, entra padre Ivanof Pereira.

Padre Tércio dedicou-se durante 40 anos de sua vida a evangelizar, informar, formar e educar o povo de Caicó e do Seridó através da Rádio Rural AM, fundada em 1964.

Posteriormente, a Diocese ampliou sua rede de emissoras inaugurando a Rural FM, em 1987, e adquirindo a Rural AM-Parelhas. Padre Tércio, um homem privilegiado e de grande inteligência, foi o inspirador desta expansão.

O blog Bar de Ferreirinha associa-se às entidades, amigos e admiradores de padre Tércio nas justas homenagens que lhes serão prestadas durante a transmissão do cargo em solenidade marcada para as 19h30 desta sexta-feira, no Centro Pastoral Dom Wagner.

E deseja ao padre Ivanof Pereira, novo Diretor, muito sucesso na condução dos meios de comunicação da igreja católica: espelhe-se no antecessor e imprima a  mesma seriedade e dedicação que marcaram a passagem de padre Tércio por elas.

Novos depoimentos

Mais leitores mandaram mensagens pelo e-mail bardeferreirinha@gmail.com, comentando sobre a criação do blog.

Heitor Clemente:

"Parabenizo meus amigos Roberto Fontes e Pituleira pela iniciativa de comemorar os 50 anos do Bar de Ferreirinha.

Como só tenho 21 anos, não posso falar como freqüentador do bar, mas falo como um caicoense que admira a história da nossa cidade.

Caicó é uma cidade ilustre, encantadora...de um povo forte e lutador... Cidade de muitas histórias, e entre tantas, está a do Bar de Ferreirinha.

Esse bar que serve para o encontro de amigos, para a construção de boas amizades e para que possam tomar saudavelmente “a cachaça da amizade.

Para finalizar, é importante mantermos as tradições de Caicó, que infelizmente, muitas estão indo por água abaixo.
 
Um abraço a todos os freqüentadores e amigos do bar.

Heitor Azevedo Clemente (Filho de Pão Régio / Toré e de Lucinha Gregório)."


Dary Barros

"Li a reportagem no blog de Marcos Dantas e fiquei curioso. 

Quero dar os meus parabéns ao Bar do Ferrerinha e dizer quando eu for a Caicó vou lá e quero tomar uma da cana que tá com tampa de cortiço.

Meu msn: dary@barros.com, meu orkut: darygagal@hotmail.com.

Sou de São Vicente-RN. 

Um abraço.  

Acesse o blog de Rafael Pereira e Dary Barros: http://noticiasonlinesv.blogspot.com/"

Conversa de pé de balcão


Um estudo recente conduzido pela Universidade de São Paulo mostrou que cada brasileiro caminha, em média, 1.440 km ao ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica Brasileira mostrou que o brasileiro consome, em média, 86 litros de cerveja ao ano.

Conclusão: o brasileiro faz 16,7 km por litro.

Estórias de mesa de bar

Arakén, Nelhão e Pituleira, frequentadores do Bar de Ferreirinha, foram contemporâneos no CDS.
E sacanearam muito os professores nas aulas.
Hoje, têm filhos em idade escolar, alguns até já têm filhos casados e nutrem a expectativa de brincar com os futuros netinhos.
Lógico que não recomendaram aos filhos e nem recomendarão aos netos as presepadas dos tempos de estudantes, como esta, em plena aula de biologia.
A professora explicava:
- A hiena é um animal que vive no centro da África, é necrófaga, reproduz-se uma vez ao ano e emite uma vocalização similar ao som do homem ao rir. Entenderam? Arakén, entendeu a explicação?
- Sim, professora: a hiena é um animal que vive no centro da Afríca, é necrófoga, faz amor uma vez ao ano e emite uma vocalização similar ao som do homem quando ri.
- Muito bem. E você, Nelhão, como é que entendeu a essa história?
Nelhão:
- A hiena vive longe, come carne podre, transa uma vez ao ano e ri como o homem.
A professora achou que a explicação estava mais ou menos. Dava pra ficar na média.
- E você, Pituleira?
- Taí um negócio que não entendo. A hiena vive longe pra caralho, come merda, só trepa de ano em ano e ainda ri. Ri de que, professora?
Tirou zero!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Galeria virtual do Bar de Ferreirinha

Envie suas fotos para enriquecer o acervo virtual do Bar de Ferreirinha

Mais de 100 acessos no primeiro dia de vida.

Hummm... Nada mau pra quem nasceu absolutamente incógnito.

Um e-mail aqui, um telefonema acolá, um encontro casual com um conterrâneo em qualquer lugar do Brasil... e a notícia de criação do blog Bar de Ferreirinha, comemorativo aos 50 anos do melhor boteco de Caicó, vai se espalhando.

O encontro real dos clientes e frequentadores eventuais está marcado para o dia 26 de julho de 2009, primeiro fim de semana da Festa de Sant’Ana. Virtualmente, você continua visitando o blog Bar de Ferreirinha e espalhando a notícia dos 50 anos para os amigos da lista.

O blog postou uma galeria de fotos, com acervo de material muito recente, coisa de 2004 pra cá. Ou seja, só estão disponíveis fotos dos últimos cinco anos de vida do Bar de Ferreirinha: faltam os outros 45.

Assim, quem tiver fotografias feitas lá e quiser enriquecer a galeria, é só mandar para o endereço bardeferreirinha@gmail.com que elas serão postadas. O blog também aceita colaborações em texto sobre fatos ocorridos no Bar de Ferreirinha.

Mãos à obra e depois vamos tomar uma.

DEPOIMENTOS


O leitor Arakén Almeida, médico e cliente, manda sugestão de Recife: vamos tombar o Bar de Ferreirinha como patrimônio cultural.

Leia do que ele escreveu:

"Meu caro Roberto, acho que o bar de Ferreirinha é um dos mais antigos do Brasil.

Deveria ser tombado pelos órgãos públicos e ter ajuda da iniciativa privada.

É uma fonte para o turismo de Caicó e um espaço para os caicoenses que residem em outras plagas se confraternizarem, para relembrar eventos e fatos ocorridos na sociedade caicoense.


Um abraço,


Arakén"

Zezito Medeiros, dentista em Acari e cliente, também se manifestou sobre os 50 anos do Bar de Ferreirinha:

"Nada como uma boa cerveja gelada e um bom papo na calçada do bar.

E ai daquele que por alí passar e tiver rabo preso.

Tá lascado.

Um abraço,

Zezito"

Nelhão Benévolo, engenheiro de minas e cliente, manda uma sugestão para o grande dia e comenta o tratamento igualitário dispensado aos clientes do Bar de Ferreirinha:

Amigos Roberto e Pituleira:


Esta festa, com certeza, será inesquecível.

Portanto, sugiro que no dia 26/07/2009 sejam disponibilizadas camisetas e bonés comemorativos para venda, em homenagem aos 50 anos.

Ao meu ver, a maior grandeza do Bar do Ferreirinha, além de outras, é o fato de não existir nenhuma forma de discriminação, ou seja, pobre, rico, branco e preto bebem e comem em pé de igualdade, exemplo que deveria ser seguido por todos os segmentos do mundo inteiro.

Um grande abraço a todos os frequentadores do Bar de Ferreirinha.

Nelhão.

 

RESPOSTA DE PITULEIRA

 

Nelhão, meu grande amigo,

 

Quando você vem a Caicó e a gente não se encontra lá em Ferreirinha é o mesmo que você não ter vindo.

 

Já tem camisetas à venda.

 

Vou aproveitar este espaço para lhe comunicar a programação oficial dos 50 anos do melhor bar do Brasil.

 

Dia 26 de julho, às 8h, começa o birinaite.

 

Às 10h abertura com a presença do primeiro freguês, seu Zé Anchieta, que falará em nome de todos os biriteiros.

 

Em seguida, encontro de violeiros.

 

Às 12h apresentação da Roda de Samba do Pilaro.

 

1 da tarde, exibição de um DVD contando um pouco da história do bar, feito por uma equipe da Rede Caralho de Asa da Venezuela.

 

Depois, apresentação dos cantores e artistas da terra.

 

Não se preocupe: João Damásio estará presente cantando Malaguena Salerosa.

 

Às 5 da tarde pelo menos eu já estarei totalmente embriagado.

 

Tem ainda uma exposição de fotos antigas com o artista plástico Bacuer.

 

Esperamos todos os frequentadores.

 

Pituleira

Um dos membros da Comissão Organizadora da Festa dos 50 anos, que tem como presidente Dr. Bibica.

 

Sim: estaremos entregando ao Sargento Ferreira uma placa comemorativa.

 

Iaperi Dantas, médico caicoense que mora nas Minas Gerais, manda sua mensagem pela passagem dos 50 anos do Bar de Ferreirinha. Confira:

 

"Sou + um cliente do Bar do Ferreirinha, apesar de morar no Sul de Minas, na cidade de Jacui.

 

Quero também oferecer a minha solidariedade pelos 50 anos deste
bar que todos os caicoenses, tem esse ponto de encontro, principalmente na Festa de Santana, o qual sempre procuro ir.

 

Muitas felicidades a todos que compõem este grande bar.

 

Queria também aproveitar a oportunidade mandar um abraço ao meu primo Zenilton Dantas (o grosso) e Zezito (a tinha), ao meu amigo Fábio Torres (cutia) Dr. José Dantas (Dr. Dan).

 

Até a próxima"

 

Ao mestre

Curiosamente, na semana de estreia do blog Bar de Ferreirinha, feito para comemorar os 50 anos do boteco mais querido de Caicó, a cidade se prepara para homenagear outro ícone, este da religião, da cultura e da comunicação: Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo, o padre Tércio.

Depois de 40 anos de trabalho incessante, iniciado em 1969, ele vai deixar a direção das emissoras de rádio da Diocese, as rádios Rural de Caicó AM/FM e a Rural de Parelhas, e se dedicar exclusivamente ao sacerdócio e à educação.

Funcionários dos veículos e amigos preparam uma festa de despedida para ele. Padre Tércio significa para o jornalismo caicoense o mesmo que Pelé significa para o futebol mundial.

O blog Bar de Ferreirinha se associa a todos na justas homenagens prestadas ao Padre Tércio e publica artigo escrito pelo jornalista Aluísio Lacerda, ex-aluno e ex-funcionário da Rádio Rural AM, nas comemorações dos 70 anos de vida do Divino, em 2005

Ao mestre

Centenas de convidados estiveram reunidos em Caicó em torno de um jantar de adesão que marcou o aniversário de uma das figuras mais representativas da região - o monsenhor Ausônio Tércio de Araújo, alvo das mais elevadas e justas homenagens nos seus 70 anos completados neste 12 de outubro.

Dos 63 anos de existência do tradicional estabelecimento de ensino do Seridó, padre Tércio dirige o Colégio Diocesano Seridoense há 41. Múltiplas são as funções do dia-a-dia do padre Tércio. A Igreja do Seridó deve muito ao sacerdote e ao mestre.

Empreendedor, bom administrador, nos grandes embates da política caicoense de três décadas passadas, sempre surgia o nome de padre Tércio como o grande pacificador. Literalmente o tertius. Firme como uma rocha, ele sempre recusou o “convite” dos misteriosos interlocutores. Não era esta a sua missão em terras do sertão do Seridó.

Sua obra evangelizadora é imensa. Como expressão maior na comunicação, mantém a Rádio Rural detentora da maior audiência da região. E ainda estendeu sua ação administrativa com a Rural FM (Caicó) e outra AM em Parelhas.

No início, a Rural AM era feita por alunos ou ex-alunos seus, do GDS (hoje CDS). Não escondo de ninguém que foi a minha grande escola nos primeiros momentos do jornalismo. Era uma sucessão de redatores saídos do Colégio: Paulo Celestino, Pedro Celestino, Salomão Gurgel, José Daniel Gurgel, Orlando Rodrigues, Alcimar de Almeida, Aldemar de Almeida, Joaquim Gaspar Filho (ainda hoje mantém um programa semanal), Francisco Monteiro Dantas (autodidata e poeta, “pescado” pelas equipes do MEB), Jaime Quirino, Jorge Quirino, Ozede Nóbrega... e mais uma dezena de colaboradores, a maioria professores do próprio colégio.

Foi lá, na redação da Rural, que nós todos tivemos contato com as primeiras regras do bom jornalismo. Como abordar um tema político; como tratar de um tema religioso; como respeitar os ícones locais (sem rastejar). Enfim, como defender o patrimônio e a história daquela querida região.

Afinal, aquele veículo nasceu Emissora de Educação Rural de Caicó, integrante da rede rural católica, e a partir do Movimento de Educação de Base, que tinha em outro ilustre seridoense, o Cardeal Eugênio Sales, seu criador.

Confiar os microfones da Rural para uma transmissão ao vivo a um jovem estudante era o maior desafio do Padre Tércio num período em que o Brasil vivia mergulhado na escuridão. Principalmente durante os embates eleitorais. Qualquer exagero era contido de imediato. Ninguém controla uma redação, é verdade, mas a bronca vinha ligeira.

Sinto uma profunda saudade daqueles tempos. Saudade, por que negar, do compadre Néco Félix, de José Relva, de Ratinho, de Chico Monteiro (sobrinho do gênio Ramiro Monteiro Dantas). Saudade, por que negar, do “Jornal Falado Rural”, o mais poderoso noticioso do meio-dia, no vozeirão de um Chico Elias, de um João Batista, de um Pedro Neto.

Todo este patrimônio ainda hoje é comandado com sabedoria pelo padre Tércio, o grande homenageado. Ninguém fundou mais paróquias nas terras do Seridó. Sua obra evangelizadora, repito, é extensa, e a ela tem dedicado ao longo desses anos suas melhores energias, com renovado ardor missionário, um matrimônio espiritual entre a sua pessoa e a comunidade.

Despido de vaidades, se perguntarem a padre Tércio sobre sua história de vida, ele seguramente dirá (como em "Os Loucos de Deus", de Patrick Ravignant): "Há tão pouco a dizer..."

terça-feira, 26 de maio de 2009

Bar de Ferreirinha, o palco dos artistas populares

Sábado é dia de feira em Caicó.
É também dia em que os artistas populares se apresentam na rua.
E um dos dos seus principais palcos é o Bar de Ferreirinha.
Miskece Sanfoneiro e sua trupe faz apresentação especial para o blog.
Confira aqui: http://www.youtube.com/watch?v=mI7N51fZgFA

Bar de Ferreirinha, 50 anos: desde 1959

Bar de Ferreirinha - Óleo sobre tela de Jonas Araújo

O lugar mais democrático e eclético de uma cidade é o bar!

Nele discute-se tudo: terremoto na China e no Ceará, a doença de Dilma, as canas de Lula, as farras com o nosso dinheiro no Congresso Nacional, o preço do petróleo e suas consequências para a cachacinha nossa de cada dia, a crise econômica, a eleição de Obama, até os assuntos que provocam paixões muito intensas: o futebol e a política.

Em Caicó, o Bar de Ferreirinha preenche esse perfil.

Lá dá-se palpite em jogo do bicho, discute-se a postura dos políticos locais, a queda do mercado público, a favelização do centro da cidade, e ouve-se os prognósticos mais diversos - absurdos ou não - sobre quaisquer assuntos.

Tem sido assim desde julho de 1959, há 50 anos, quando Vicente Ferreira de Morais, o Ferreirinha, natural de Jardim do Seridó e caicoense honorário, ex-garçom de Cicinho, resolveu montar o próprio negócio.

E fundou o Bar Salvador, que depois virou Bar de Ferreirinha.

O primeiro cliente foi Zé Anchieta, vivo e lúcido, testemunha ocular da inauguração na Festa de Sant'Ana de 1959.

São 50 anos de história e estórias, contadas pelos clientes, amigos e frequentadores eventuais deste espaço lúdico da boemia caicoense.

Cabe todo mundo no Bar de Ferreirinha: vereadores, desempregados, deputados, mangaieiros, radialistas, jornalistas, empresários, profissionais liberais, jogadores, blogueiros, curiosos, artistas...

No sábado, o Bar de Ferreirinha serve de palco para forrozeiros, pagodeiros, emboladores de coco, violeiros, palhaços e bêbados em geral. Vira uma espécie de teatro ao ar livre.

Ferreirinha, o fundador, está aposentado e o bar hoje é gerenciado por Ricardinho Morais, filho e herdeiro.

Ele mantém viva a tradição de 50 anos iniciada pelo pai: serve o melhor tiragosto e a cerveja mais gelada da cidade. Também tem destilados para todos os gostos e orçamentos.

Cordialidade, gentileza e bom atendimento são chamarizes do Bar de Ferreirinha.

Suas prateleiras guardam um tesouro etílico que dá água na boca dos mais refinados: dezenas de garrafas de cachaça Pitu com tampa de cortiça, safra do século passado, que Ricardinho não vende, não abre e não serve.

Repete o pai: elas estão lá apenas para provocar sonhos e delírios virtuais.

É um Clube do Bolinha com algumas exceções, claro: mulheres frequentam desde que devidamente acompanhadas.

Em julho de 2009 o Bar de Ferreirinha completa 50 anos de vida, uma história de muito sucesso, paz e tranquilidade, espelhados no temperamento cordial e amigo do fundador.

Este Blog Bar de Ferreirinha foi fundado exclusivamente para celebrar meio século deste negócio que simboliza a boa comida, o aconchego, a diversão e o lazer, atributos típicos de Caicó e do seu povo.

Viva o Bar de Ferreirinha e bem vindos ao blog Bar de Ferreirinha, a sua cachaça virtual!