sábado, 25 de março de 2017

Mesma onda



Professora da UTB ganha prêmio internacional



Um dos mais importantes eventos ligados à educação destacou, em Roma, como vencedora, uma professora da Universidade de Timbaúba dos Batistas(UTB). Maga Nidia Piraca foi a ganhadora do prêmio Global Teacher Prize, título acompanhado de uma verba de US$ 1 milhão (equivalente a R$ 3,1 milhões, na cotação atual do dólar). Promovida pela Varkey Foundation, a premiação reuniu concorrentes de todo o mundo.
Foram selecionados finalistas de nove países: Espanha, Alemanha, Jamaica, Austrália, Reino Unido, China, Quênia, Paquistão e Brasil.

Afano



Nota da RYFFS diz que PEC da Previdência fode todo mundo


previdencia socialO Conselho Permanente da RYFFS Corporation divulgou nota  para manifestar “apreensão” com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata da reforma da Previdência.
“Buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC ‘soluciona o problema’, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC  fode todo mundo”, diz a nota do conselho que esteve reunido em Caicó.O conselho é presidido pelo empresário Bibica Di Barreira.

Temer pede apoio da CNBB



Dentadas

"SE VOCÊ PENSA QUE É MUITO PEQUENO PARA FAZER
A DIFERENÇA.TENTE DORMIR EM UM QUARTO FECHADO
COM UM MOSQUITO." 
                                      CACO DENTÃO

                                           














Novo remédio

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sexta-feira, 24 de março de 2017

Saúde é o que interessa

Não se fabrica mais bicicleta desse tipo



Crise

CACO DENTÃO

Vocês estão vendo o caos do sistema financeiro mundial.
Aqui vai algumas dicas para não perder dinheiro. 
Preste atenção, é uma análise muito profunda.

Análise de Retorno Financeiro. 

Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1.000,00
em ações da Nortel Networks , um dos gigantes da área
de telecomunicações, hoje teria R$ 59,00.

Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1.000,00
em ações da Lucent Technologys , outro gigante da área
de telecomunicações, hoje teria R$ 79,00.

Agora, se você tivesse, em janeiro/2005, gastado R$ 1.000 ,00
em Skol por exemplo (entenda em Cerveja, não em ações),
tivesse bebido tudo vendido somente as latinhas vazias,
hoje apuraria R$80,00!!!

Conclusão:

No cenário econômico atual, você perde menos dinheiro
ficando sentado e bebendo cerveja o dia inteiro.

MAS É IMPORTANTE LEMBRAR, QUEM BEBE VIVE MENOS: 
a) Menos triste;
b) Menos deprimido;
c) Menos tenso;
d) Menos puto da vida!

Marketing agressivo

baiano


Noticia que acaba de vez com a crise da carne

Thammy Miranda entra em banheira
 com Val Marchiori e mostra abdômen.
Val Marchiori entra na banheira com Thammy Miranda (Foto: Divulgação/Gabriela Ramos)


A idade é foda

dorfle


Na Indonésia bosta de gato tem muito valor

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Tudo tem explicação

visão durante o sexo


Macedão apresenta Jorge Vercilo

Jorge Vercillo
Ipueira vai receber a irreverência de Jorge Vercillo, a produção é da TOTOCA SHOW.No show, o público será surpreendido por um repertório envolvente e com arranjos exclusivos da orquestra de jazz formada por instrutores e professores do projeto RYFFS ARTE regida pelo maestro Dedé Pilaro.O show será no Macedão.

Os ingressos podem ser adquiridos nas Lojas da RYFFS em toda região do Seridó.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Fraude!

Feijoada reúne povo do Seridó em Natal

Domingo é dia da 1ª edição do ano da Feijoada Amigos do Seridó
Atendendo a inúmeros pedidos de amigos e clientes, o Terraço Petiscos & Grelhados realizará domingo, dia 26, a primeira edição do ano da Feijoada Amigos do Seridó.
Alem da culinária tipicamente seridoense, evento terá como atração musical a Banda Mistura Fina.
Pra quem quiser degustar outros pratos da terra amada, o cardápio do Terraço tem opções para todos os gostos, incluindo galinha, porco, carneiro, arroz de leite, carne assada e muito mais.
A festa gastronômica começa ao meio-dia, com música ao vivo, serviço de bar e restaurante, e vai até às 17h.
O convite custa R$ 30,00 e pode ser reservado pelo telefone (84) 99189-1223, com Airton Prikitim.
De brinde, quem quiser pode ver os jogos dos campeonatos estaduais no telão do Terraço.

Escuridão Particular


Heraldo Palmeira

O correio trouxe com antecedência a notícia de que a energia elétrica – força, como dizem os paulistanos em sua prosódia característica – seria cortada em determinada noite de janeiro, para manutenção no sistema. Anotei com a Bic azul na agenda, que continua no modelo antigo de papel e imponente sobre a mesa.
Estava diante da tevê, assistindo à monumental série inglesa Downton Abbey. A cena corria num casarão londrino, onde a família do conde havia se instalado para apresentar uma sobrinha escocesa à corte.
De repente, soou aquele “clac” característico e os equipamentos da casa foram se desligando, enquanto as luzes da sala bruxuleavam até todas as fases serem desconectadas. A promessa da concessionária de energia fora taxativa: a escuridão se estenderia até as últimas marcas da madrugada.
Vim para a mesa de trabalho diante da janela e fiquei maravilhado com a visão da metrópole no escuro. Lá mais adiante, não sei quantos quarteirões, a energia não havia sido cortada e a iluminação distante transformava os incontáveis prédios ao meu redor em sombras. Um mar de fendas e contornos cortado de quando em quando pelo clarão dos faróis dos carros passando ao longe. É impressionante como a escuridão atrai o silêncio, como se renovasse nossos medos de infância nas noites em que acabava a luz.
A vela acesa ao lado do teclado gerou uma cena inesperada, como se passado e futuro finalmente tivessem encontrado um elo comum, aprendido a ser complementares para que as letras surgissem em carreira desabalada pela tela, antes que a bateria do computador se entregasse à sua própria escuridão.
O ar fresco que entrava fazia balançar a chama refletida pelas paredes e por todas as coisas ao redor, como um teatro de marionetes disformes comandadas pela coreografia do vento. A cortina clara virou fundo de palco para projetar o ectoplasma quase invisível que elevava a alma do fogo, no trajeto do pavio até o mistério do sumiço.
Lá longe e nas alturas, uma das torres metálicas da avenida Paulista, em suas cores vivas, parecia ter assumido seu papel nesse teatro de escuros e clarões, o de marco de fronteira da civilização iluminada.
Corri tanto quanto as letras pululando na tela, para chegar a tempo no ponto final antes que a bateria escrevesse seu próprio fim. Deu tempo.
Fechei os olhos, estiquei o corpo debaixo dos lençóis da noite arejada e reencontrei os tempos de menino do interior vasculhando medos e lendas da escuridão das noites do sertão.

Fui indo devagarinho, desligando minhas linhas de transmissão das memórias, revendo postes que sustentavam fios que abrigavam passarinhos e inutilizavam pipas de garotos sem perícia. Fui indo devagarinho até entrar no meu infinito particular, adormecer os clarões da infância e apagar o meu interior. Foi mesmo uma boa noite!

Documentarista, produtor cultural e colaborador do Bar de Ferreirinha

A culpa é do governo

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Carne da Friboi tinha até pelo do Tony Ramos!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Diarreias mentais - XXVIII

Amores vêm e vão

Se vocês, caros leitores, tiverem a curiosidade de consultar as estatísticas do feminicídio no Brasil ficarão estarrecidos, assim como nós ficamos. No nosso País, a cada 4 minutos, uma mulher é surrada por seu companheiro. E o que é bem pior: a cada 13 horas, uma mulher é assassinada. 
Estes dados foram compilados nas estatísticas das várias Delegacias da Mulher, e podem ser mais alarmantes ainda, tendo em vista que muitos casos não chegam ao conhecimento das autoridades policiais. 
Quem já passou pela experiência, sabe muito bem como “um envolvimento amoroso”, quando chega ao fim, dói. Principalmente, se o coração estiver envolvido. Amores acabados sempre resultaram em lágrimas, bebedeiras e muita roedeira (atualmente, conhecida como sofrência). Isto, no nosso tempo, com os homens da nossa geração. Hoje, inexplicavelmente, o homem brasileiro cismou que a mulher é sua propriedade e passou a surrá-la, quando não a mata.
Sabemos que, assim como no resto do mundo, tudo em nosso País mudou. E muita coisa mudou para pior, mas o que estará acontecendo com os homens brasileiros que não aceitam um fim de um relacionamento amoroso?
A mídia nacional, diária e tristemente, divulga assassinatos de mulheres por seus respectivos homens (namorados, maridos ou companheiros), motivados, quase sempre, pelo fato do do fim do amor.
Matar a mulher deve ser consequência de uma grande “diarreia mental”!
Vá tomar um porre, seu porra!
Vá roer num cabaré qualquer, se refaça e vá viver outro amor, seu merda!
Matar a mulher, por quê? Ela não é sua propriedade, babaca!
Aceite a separação e parta para outra. Ou você prefere curtir uma cela de presídio, se masturbando durante muitos anos?
Nossa geração também teve o coração partido. Namoros, noivados e casamentos sempre chegaram ao fim, desde a mais remota idade. Matar a ex sob a alegação de que a ama? Isto é um raciocínio de psicopata. 
Para aquele homem idiota, que agride (e até pode matar sua mulher), aprenda com a letra da música “Não Aprendi Dizer Adeus”, magistralmente cantada pela dupla Leandro e Leonardo, uma canção que é uma verdadeira lição de como sair, com honra e garbo, de um relacionamento:
“Não tenho nada pra dizer
Só o silêncio vai falar por mim.
Eu sei guardar a minha dor
Apesar de tanto amor
Vai ser melhor assim.
Não aprendi dizer adeus
Mas tenho que aceitar que amores vêm e vão.
São aves de verão.
Se tens que me deixar
Que seja, então, feliz!
Não aprendi dizer adeus
Mas deixo você ir sem lágrima no olhar.
Seu adeus me machuca
O inverno vai passar
E apaga a cicatriz”.

Reforma da Previdência

maisa
BAR DE FERREIRINHA

Tà explicado

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BAR DE FERREIRINHA

Pensamento

filosofando profundamente
BAR DE FERREIRINHA


terça-feira, 21 de março de 2017

O sofrimento próprio e o alheio

Ivar Hartmann

Dia destes, logo a primeira hora da manhã, encontrei um amigo prostrado. Quieto, calado, sério. Ele que é risonho e falador. Outra pessoa presente também notou. Perguntamos então se ele estava com algum problema. Daquelas perguntas que se faz quando se vê um amigo com comportamento diferente do normal. A resposta, mais objetiva impossível: “ontem à noite uma pessoa começou a se queixar da vida, resolvi ouvi-la para auxiliar. Ao final não consegui nada e recebi tal carga de pensamentos negativos que dormi mal!” Casualmente, esta semana circulou um vídeo pelo whatsapp com sugestões sobre nosso dia a dia. Um deles dizia: Afaste-se de quem carrega uma nuvem negra ao redor de si. Então temos a prova e a sugestão. Mas, nada na vida dá para generalizar. Tantas pessoas que nos são caras que necessitam às vezes nosso ombro amigo, nossa palavra tranquilizadora, ou apenas a simples companhia. Que precisam às vezes falar, desabafar, chorar. Os próprios sentimentos cristãos incentivam a praticar a caridade, extensiva a ajudar o próximo não só com o conforto material, mas com apoio moral. E certamente nenhum leitor teria no egoísmo um componente importante de seu caráter. Até porque, quem hoje é doador, amanhã poderá ser pedinte.
Mas deve haver alguma regra para não sermos egoístas e ao mesmo tempo nos acautelarmos e proteger nossa saúde, obrigação de cada um. Seja ela saúde física ou mental. E o tal material do whatsapp me parece uma regra muito boa. Existem pessoas que tem um problema momentâneo e necessitam nosso auxílio. Assim como existem pessoas que estão permanentemente envolvidas por uma nuvem negra. Passam a vida inteira sofrendo porque nada é como queriam, nada está certo, são incompreendidas, perseguidas, ofendidas, logradas, abandonadas. Os filhos? Não respeitam! Os vizinhos? São trogloditas! Os patrões? Não valorizam! Os colegas? Desprezam! Os parentes? Melhor à distância! Os médicos? Não acertam! Os psicólogos? Só levaram o dinheiro! E por aí afora. Andam ou não em uma nuvem negra? E alguém acredita que um paisano possa ajudar nesta batalha? Então, certamente, a piedade cristã que primeiro exige que cuidemos de nós, deve valer. Aquela velha máxima que vale para tudo: alguém se atirar em um abismo, não significa que eu deva segui-la. As doenças que nossa mente pode criar, só um especialista poderá tentar curar.
ivar4hartmann@gmail.com

segunda-feira, 20 de março de 2017

De Botijas e Malassombros


Fernando Antonio Bezerra

Quem não sonhou com uma botija ou não ficou impressionado com uma história de assombração nos alpendres do Seridó? Quem viveu o sertão rural, certamente, ouviu falar nos tesouros escondidos no piso ou em paredes de casas antigas, algumas até abandonadas. E também dos sonhos onde alguém das entranhas misteriosas do outro mundo vinha contar onde encontrar a tal botija.
De fato, as botijas existiram. Os que nos precederam nas veredas do Seridó não tinham instituições bancárias disponíveis. Nos anos de inverno, as propriedades rurais tinham o básico produzido, do feijão à boa carne; da fruta na traseira do açude ao melhor doce mexido com colher de pau. Assim, das vendas dos queijos, gado, algodão e outros produtos o que eventualmente sobrava, era guardado. E quanto mais idoso, em regra, mais seguro o sertanejo, principalmente, as mulheres quando tomavam parte nos negócios dos maridos. Por tradição, com medo do olho grande de espertos de dentro e de fora ou de bandidos, a reserva era enterrada.
Quem tinha a sorte de sonhar com o local da botija, tinha direito a ficar com o achado. Contudo, o sonho do anúncio nem sempre era bem recebido. Gente com medo de alma sempre teve. Ainda hoje se soma em carradas. E o medo era ainda maior quando a suposta alma era desconhecida. Tem história, portanto, para todos os gostos, com mais ou menos malassombro; com almas mais santas ou mais inquietas.
Luiz Pereira de Brito, seridoense de Serra Negra do Norte, mestre universitário dos mais aplaudidos em sua área de atuação, me contou que seu pai, Geovanito Pereira de Brito, gente de extraordinária qualidade, falecido em 2007 por volta de 85 anos, sabia conviver e enfrentar – com fé e serenidade – os mistérios das manifestações espirituais. Homem de reza, Seu Nitinho, como era chamado, tratava o assunto com respeito e tinha o relato de pessoas que encontraram botijas, inclusive, com o seu aconselhamento em relação a reza apropriada a fazer para que o espírito partisse em paz. Em um dos casos, a família aconselhada deixou a moradia onde encontrou a botija. Era regra comum: não ficar onde encontrou botija; mandar celebrar missa pela alma ainda presa as questões terrenas.
Serra da Rajada, sertão do Seridó
Helder Alexandre Medeiros de Macedo, um dos grandes pesquisadores do Seridó de todos os tempos, foi além e escreveu, em parceria com Thiago Stevenny Lopes, sobre “a botija da Serra da Rajada”, sistematizando, com riqueza, o ritual de extração e tudo o mais que ouvimos nos alpendres sobre as almas que aparecem em sonhos ou sussurram nos ouvidos de quem ainda vive por aqui. Helder, inclusive, lembrou Nilda Medeiros Dantas, filha do genial Felinto Lúcio Dantas (1898-1986) que disse ter recebido em sonho a informação de uma botija “incrivelmente recheada de riquezas na Serra da Rajada”. Pelo que entendi não sonhou apenas uma vez, inclusive, o espírito – supostamente de um alemão ou holandês – disse que viria dias depois e, de fato, apareceu com mais detalhes sobre o tesouro da Rajada. “Dona Nilda, entretanto, nos relatou em vida que acabou contando o sonho a terceiros, o que a fez perder o controle sobre a riqueza que lhe fora oferecida.” 
Outras pessoas também sonharam com a botija da Serra da Rajada, inclusive, algumas relacionadas na pesquisa de Helder. Mamede de Azevêdo Dantas (1875-1956), homem simples e inteligente, historiador carnaubense, por exemplo, deixou escrito: “Naquela Serra da Rajada, tão bonita existe um mistério. Diziam os antigos, que alguém muito importante veio de longe, depositou um tesouro naquela Serra. Quantas e quantas pessoas não vieram até de longe procurar o tal tesouro e nunca encontraram. O tesouro da Serra da Rajada, um dia será encontrado por um Azevedo Dantas. Os anos vão se passando e os estudos vão aumentando. Então, um descendente dos Azevedo Dantas se formará e será ele quem descobrirá o mistério da Serra da Rajada.”
Enfim, muito mais sobre o assunto existe para contar, mas penso – se existirem – são poucas botijas ainda não encontradas. Sobre a crença da alma solicitante ou da aparição no pé da rede, cada um guarda a sua fé e assim deve ser respeitado.

Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó e escreve às segundas-feiras