quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Diarreias mentais - XV

Codinomes

Começamos nossa diarreia mental fazendo uma pesquisa ao Dicionário Aurélio, consultando o que ele diz sobre codinome:  “é a designação que esconde a identidade dum individuo, ou que nomeia secretamente uma operação, uma organização, um plano de ação, etc.”. 
Claramente, deduzimos que se usa codinome para encobrir a verdadeira identidade e, secretamente, operar “nas sombras”, muitas vezes, com coisas ilícitas, arriscadas e desonestas.
Até então, nós tínhamos conhecido codinomes de espiões nas duas grandes guerras.  Citemos os casos de Margaretha Gertruida Zelle, mundialmente conhecida como Mata Hari, famosa por ter sido acusada de espionagem na Primeira Guerra Mundial, e de Dusko Popov, cujo codinome era Agente Triciclo, uma das figuras mais importantes da espionagem na Segunda Guerra Mundial.
Durante o que se chamou de Guerra Fria, uma tensão que durou anos, entre a Rússia e os Estados Unidos, bem como durante “os anos de chumbo” da Ditadura Militar no Brasil, existiram agentes secretos, de ambos os lados, com codinomes posteriormente conhecidos.
Atualmente, no nosso espoliado Brasil, de uma maneira nada romântica, nem tampouco com idealismo político ou militar, uma grande construtora brasileira (monumental corruptora) revelou os codinomes de uma ruma de políticos desonestos que estavam na sua folha de pagamento, muitos desses próceres com codinomes jocosos e desrespeitosos (desde quando larápios merecem respeito?).
 
Aqui transcrevemos alguns desses cognomes depreciativos: 
– Babel (substantivo também usado como caos);  
Caranguejo (empurrando o nosso país para trás);  
– Gripado (lá em “nóis” se diz que uma gripe mal curada é um perigo);
– Campari (saqueando já ia mudar seu codinome para Whisky 18 anos;
– Comuna (diziam os antigos que comiam fígado de criancinha, hoje comem “bola”);  
– Ferrari (com dinheiro roubado nós também compraríamos uma);
– Decrépito (idoso, enfraquecido e desgastado fisicamente, mas ainda roubando);  
– Botafogo (queimando o dinheiro do contribuinte);  
– Moleza (mas dureza na hora de subtrair);  
– Velhinho (e ainda “metendo a mão”);  
– Missa (sem ver o padre);  
Boca Mole (mas “mamando”);  
– Índio (como era bom quando só queria apito);  
– Feia (e desonesta);  
– Kimono (para lutar contra os cofres da nação?);  
– Polo (talvez o negativo);  
– Las Vegas (levando o dele nas roletas da desonestidade);  
– Misericórdia (furtando sem compaixão); 
– O Santo (do pau oco); 
– Justiça (aguardemos quando própria vai agir); 
– Angorá (com “mão de gato”); 
– Corredor (correndo para cima do erário público); 
– Todo-Feio (este não gostou do seu codinome, que tal trocarmos para Larápio-Todo?).