Ivar Hartmann
Aqui no sul do Brasil, temos o costume, exportado para os Estados onde os gaúchos vão abrir as novas lavouras brasileiras, de usar armas de fogo. Um homem do campo não se considera seguro se não tiver na cintura um revólver 32 ou 38. Mesmo que nunca use ou que sirva para dar um tiro em um moirão de cerca. Da mesma forma são milhares que caçam perdizes, marrecões e javalis como um esporte. Que leva carne boa á mesa. Não faz muito a campanha do Governo Lula para proibir o uso de armas de fogo e as campanhas permanentes para que os particulares entreguem suas armas. Nem uma nem outra teve resultado positivo e foram rejeitadas pela população por duas questões básicas: quem confia na polícia e nas leis brandas, enquanto suas casas são espreitadas por bandidos em cada esquina? E, quem confia sua segurança de ir e vir e de propriedade em um governo crivado de comunistas? Não há como comparar o uso de armas pelos brasileiros, com o armamento disponível para compra em qualquer cidade americana. Lá, prestigia-se o direito do indivíduo contra o perigo de venda de armas para malucos. Ou sãos que ficam malucos e buscam a emulação. Com o mesmo resultado fatal.
Podemos também convir: é um país mal governado aquele onde a lei permite a compra de metralhadoras e fuzis ou outras armas de guerra para colecionar, e manter em casa, estando disponível toda a munição que o proprietário quiser. Se o comprador resolver usar esta arma, as autoridades não têm como cuidar da segurança de seus cidadãos, pior ainda, da segurança de suas crianças. Pois, claro está, que os psicopatas de plantão – os que já mataram e os que se preparam para matar – vão buscar escolas e alunos indefesos para extravasar sua sanha de assassinos. Não adianta depois chorar como fez o Barak Obama. Tem é de agir. Nenhum americano pode se considerar indefeso em sua propriedade com a polícia e o exército que tem. Então, o direito de compra deve ser limitado ao direito de defesa, ou seja, armas de pequeno calibre que impedem ao seu portador o uso extravagante. As armas permitidas aos americanos são muito mais perigosas que as nossas. Seu poder de fogo, acompanhado pelos leitores nas sucessivas tragédias, mostram que um indivíduo pode matar dezenas de pessoas antes de ser morto. As armas brasileiras, ao contrário, são para defesa pessoal e da família, não de ataque.

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