terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O fim do mensalão

Ivar Hartmann

Finalmente chegou ao fim o julgamento dos autores do Mensalão. E o estardalhaço que os bandidos condenados fazem, apoiados pelos que dependem economicamente deles ou são de sua facção no PT, parece uma injustiça. Não é; ao contrário, no início do julgamento temia-se que os ministros estavam acorrentados ao PT e Lula e não ao cargo que ocupam. Vejam. Os Ministros do Supremo que condenaram Dirceu e seu sócio Marcos Valério foram indicados por Lula. O Procurador Geral da Justiça que denunciou a gangue chefiada por petistas foi indicado por Lula. Todos eles com o beneplácito ou apoio direito do chefe antigo Chefe da Casa Civil, governante de fato do ex-Governo Lula, José Dirceu. Estes indicados por Lula condenaram a maior quadrilha já organizada por políticos na América Latina, quiçá no mundo, para aproveitar-se da população e furtar desbragadamente.
O governo do Presidente Hermes da Fonseca era de fato o governo do Senador gaúcho Pinheiro Machado que com sua inteligência geria os destinos da Nação. O governo do Luis Inácio Lula da Silva era de fato o governo de José Dirceu que com sua inteligência geria os destinos da Nação. A diferença entre os dois é que o primeiro era um homem honesto, assassinado por um miserável. O segundo é um homem desonesto que a Justiça busca banir da vida pública brasileira.
Em ambos os casos a idéia central é a mesma: o bom e o mau quando se acercam do governo, sendo mais aptos e inteligentes que seu chefe, ditam as normas e as ações. E colocam nos postos chaves indivíduos e mulheres que lhes são subservientes. Bem! Nem todos os homens indicados por Lula e Dirceu tinham o estofo da dupla. Nem todos. Os Ministros do Supremo e o Procurador Geral não. Mas uma centena de outros favorecidos sim. Não passa semana sem um escândalo oriundo do governante passado. Homens, mulheres, negócios escusos, venda de pareceres ilegais, compra de refinaria obsoleta por um bilhão de dólares, milhões de reais que trocam de mão, tudo no Brasil girava (e ainda gira) em aproveitar a popularidade de Lula transformando-a em ativos financeiros. Para dar frutos em meio a negócios escabrosos com cargos e dinheiro público. Fica para a população a compreensão do país de patifes em que nos tornamos em poucas décadas. Será Dilma conivente com a parte podre da política nacional? Porque se esconde sua amizade com Dirceu? Medo do povo?

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