17 de dezembro de 2012
cardápio da imprensa
Há um movimento em curso para completar a bandeira brasileira, denominado Inclua Amor na Bandeira Brasileira. Como a expressão “Ordem e Progresso” que conhecemos foi inspirada na frase “Amor por princípio, ordem por base, progresso como fim”, do fundador do positivismo Auguste Comte, um grupo resolveu se ocupar com essa missão. Seria interessante aproveitar o movimento para, primeiro, resgatar o valor desse belíssimo símbolo nacional, hoje tratado com pouco respeito e importância. Por amor mesmo.
Qualquer presidente que prestigia ministro publicamente dá sinal para a cozinha colocar a frigideira em fogo alto. Dilma Rousseff já está tentando convencer Jorge Gerdau a substituir Guido Mantega no Ministério da Fazenda. A governanta não tem mais como esconder a realidade: tudo que o italiano propôs – incentivos fiscais, desonerações e pacotes setoriais – não surtiram qualquer efeito prático para tirar a economia brasileira do atoleiro. De quebra, Mantega parece ter vocação litúrgica para ser contra quando todos são a favor e vice-versa. Também é detestado no meio empresarial, onde muita gente conta os dias para pronunciar o tradicional “já vai tarde”. Claro, madame vai remoer um pouco, para não passar recibo à revista inglesa The Economist, que publicou matéria recente mostrando um quadro econômico realista do Brasil e sugeriu o óbvio: a demissão do ministro adivinhão que erra todas as previsões.
Faz tempo que Guido Mantega não apita nada na condução da política econômica, conduzida de fato pela presidente Dilma Rousseff, pelo secretário-executivo Nelson Barbosa e pelo secretário do Tesouro Arno Augustin. Mantega aceita esse papelão apenas para saciar a própria vaidade de ficar no cargo até abril de 2013, quando se tornará o ministro da Fazenda que mais tempo ficou no cargo. E para se oferecer a tal constrangimento, conta com o apoio do padrinho Lula da Silva.
Na visão esperançosa do governo, Gerdau traria junto um espírito de competitividade muito saudável para enfrentar o momento delicado que o país atravessa na área econômica. Além disso, a área de macroeconomia seria entregue ao secretário-executivo Barbosa, um técnico respeitado e do círculo íntimo da presidente. A dificuldade está em convencer Gerdau a sair do seu patamar de conforto e respeitabilidade, e emprestar sua estatura pessoal para legitimar uma barafunda de incompetência e corrupção iniciada em 2003, que parece interminável.
O deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS, engrossa o discurso que vai ganhando força em setores políticos e da sociedade, e defende a abertura imediata de inquérito para investigar Lula da Silva. Ele se baseia em trechos do novo depoimento que Marcos Valério prestou à Procuradoria Geral da República, afirmando que pagou despesas pessoais do ex-presidente – por meio da empresa do aloprado Freud Godoy – e que Lula “deu o.k.” para os empréstimos contraídos junto ao Banco Rural. Além disso, Valério afirmou que suas despesas com advogados (R$ 4 milhões) são pagas pelo PT, e que foi ameaçado de morte por Paulo Okamoto.
Uma coisa é certa: alguém que pede de propina pequenas cirurgias e cruzeiros com duplas sertanejas dificilmente está na liderança de negócios desse porte que a operação Porto Seguro tem revelado. Mais provável que Rose funcionasse como marionete de grandes operadores.
A situação política é muito grave e mais uma vez estamos beirando o precipício de uma crise institucional. De um lado, a imprensa esmiúça o depoimento de Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República com detalhes assombrosos. De outro lado, um político de pouca relevância como o petista Marco Maia, oriundo do baixo clero, preside a Câmara dos Deputados e resolve ameaçar o Supremo Tribunal Federal para manter o mandato de deputados condenados à prisão pelo mensalão petista, numa cena de puro surrealismo – esse ilustre desconhecido não se constrange de virar piada porque seu mandato no comando da Câmara estará encerrado antes que qualquer providência prática possa ser tomada. Numa terceira via do circo dos horrores, somos obrigados a aturar alguém do porte de Zé Sarney, indignado, afirmando “O presidente Lula é um patrimônio nacional”, talvez devolvendo o mimo “Sarney não é um homem comum” que o “patrimônio” lhe dedicou – o mesmo que no passado o chamou de ladrão em letras garrafais! Senão, lembremos um Lula da Silva ensandecido em Aracaju, nos idos de setembro de 1987: “Antigamente se dizia que o Adhemar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Pois bem: Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrão (sic), mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República, perto dos assaltos que se faz”.
Esse manto de proteção que se monta ao redor de políticos é um incômodo que as sociedades começam a repudiar com veemência. E o Brasil não é diferente, no momento em que Lula da Silva corre o risco de ser revelado sem fantasias. Ou não teria sentido esse esforço hercúleo de proteção que se tenta montar ao redor dele. Movimento que coloca uma pulga atrás da orelha da jornalista do Estadão Dora Kramer: “Eloquente no ataque, na defesa Lula se esconde atrás de porta-vozes. Por que ele mesmo não fala? Tanto resguardo faz supor que necessite mesmo de proteção. Quem o faz inimputável, autoriza a suposição de que seja também indefensável [...] Nada desgasta mais a imagem de Lula que a recusa de se dirigir com clareza ao Brasil que depositou nele tanta confiança”.
Em diversos eventos empresariais uma enorme revolta começa a tomar conta da gente que faz o país caminhar. Revolta incondicional contra esse grupo que se apoderou do Estado para cometer crimes, que começa a sair do controle e que imagina poder continuar afrontando a nação impunemente.
O pior é que o país conta com uma oposição tisnada pelo mesmo esquema de corrupção desenhado e gerenciado por Marcos Valério. O PSDB tem evitado entrar em choque com o PT para exigir as explicações óbvias, a ponto de considerar a convocação de Valério um perigo. Afinal tem por esconder um mensalão mineiro – laboratório de experiência operado por Marcos Valério, onde foi gestado o mensalão petista. O DEM também tem seus temores por causa do seu mensalão no Distrito Federal. Ou seja, a sociedade brasileira percebe que, com honrosas exceções, o cenário político é como aquele velho pau de galinheiro.
Ficou cansativo para qualquer cidadão decente essa enxurrada de patifarias seguidas de negativas cínicas dos acusados. Sem contar as ameaças de delação. Neste momento, além de Marcos Valério, vieram à boca de cena fazer ameaças o onipresente Carlinhos Cachoeira, querendo ser o “Garganta Profunda”, e o novato Paulo Vieira, apontado pela Polícia Federal como “chefe” da quadrilha do escândalo Porto Seguro.
Pobre Paris, transformada em recorrente roteiro de escape dos escândalos petistas, onde Lula da Silva ora mente dando entrevista, ora não dá entrevista para não mentir mais.
Revelou-se um fiasco completo a tentativa de criar um factoide político em desagravo a Zé Dirceu e aos outros bandidos petistas condenados pelo Supremo. Felizmente, ninguém se arvorou a viajar nessa barca furada. Aliás, Dirceu é o pai e a mãe do azar. Passou a vida inteira correndo atrás do poder, ficou apenas dois anos no seu usufruto e foi defenestrado por corrupção. Para completar o quadro de maus agouros, terá a cadeia como estranho ponto comum entre o início e o ocaso da trajetória política.
Oscar Niemeyer morreu canonizado pela esquerda festiva. Independentemente do valor da sua obra, foi um cidadão de humanismo contraditório ao idolatrar figuras como Josef Stalin e Fidel Castro. O economista Rodrigo Constantino publicou artigo no jornal O Globo, em que exercita sua crítica a respeito do gênio do concreto, em texto que pode ser lido AQUI.
A Gol chegou ao mercado da aviação brasileira como grande novidade, repetindo experiências consolidadas em outros países: serviços de bordo simples e passagens econômicas, permitindo que grande parcela da população passasse finalmente a viajar de avião. Com o tempo, os serviços simples foram se transformando em serviços ruins, e as tarifas ganharam os ares. Agora, a companhia enfrenta delicada situação financeira, potencializada pela compra e posterior fechamento da concorrente Webjet. No horizonte, a possibilidade de ser comprada pela americana Delta, que já detém 3% do seu capital e assento no Conselho de Administração.
O Yes, ícone do rock progressivo, tocará no Rio em maio de 2013. No repertório, o conteúdo inteiro dos álbuns The Yes album, Close to the edge e Going for the one, três clássicos da carreira do grupo inglês.
Como amante dos Beatles, meu coração está triste com a morte de Pandit Ravi Shankar, aos 92 anos, músico indiano que tornou o sitar conhecido mundialmente e teve grande influência na vida pessoal e musical dos rapazes de Liverpool, em especial na de George Harrison. Um dos momentos definitivos dessa ligação, iniciada nos anos 60, deu-se em Concert for George, show realizado em Londres para marcar o primeiro ano de morte de Harrison, quando um emocionado Shankar declarou ao mundo que tinha o ex-Beatle como filho. As filhas Anoushka Shankar e Norah Jones são guardiãs indiscutíveis da grandiosa obra deixada pelo mestre, que marcou a música do século 20.
Faz tempo que Guido Mantega não apita nada na condução da política econômica, conduzida de fato pela presidente Dilma Rousseff, pelo secretário-executivo Nelson Barbosa e pelo secretário do Tesouro Arno Augustin. Mantega aceita esse papelão apenas para saciar a própria vaidade de ficar no cargo até abril de 2013, quando se tornará o ministro da Fazenda que mais tempo ficou no cargo. E para se oferecer a tal constrangimento, conta com o apoio do padrinho Lula da Silva.
Na visão esperançosa do governo, Gerdau traria junto um espírito de competitividade muito saudável para enfrentar o momento delicado que o país atravessa na área econômica. Além disso, a área de macroeconomia seria entregue ao secretário-executivo Barbosa, um técnico respeitado e do círculo íntimo da presidente. A dificuldade está em convencer Gerdau a sair do seu patamar de conforto e respeitabilidade, e emprestar sua estatura pessoal para legitimar uma barafunda de incompetência e corrupção iniciada em 2003, que parece interminável.
O deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS, engrossa o discurso que vai ganhando força em setores políticos e da sociedade, e defende a abertura imediata de inquérito para investigar Lula da Silva. Ele se baseia em trechos do novo depoimento que Marcos Valério prestou à Procuradoria Geral da República, afirmando que pagou despesas pessoais do ex-presidente – por meio da empresa do aloprado Freud Godoy – e que Lula “deu o.k.” para os empréstimos contraídos junto ao Banco Rural. Além disso, Valério afirmou que suas despesas com advogados (R$ 4 milhões) são pagas pelo PT, e que foi ameaçado de morte por Paulo Okamoto.
Uma coisa é certa: alguém que pede de propina pequenas cirurgias e cruzeiros com duplas sertanejas dificilmente está na liderança de negócios desse porte que a operação Porto Seguro tem revelado. Mais provável que Rose funcionasse como marionete de grandes operadores.
A situação política é muito grave e mais uma vez estamos beirando o precipício de uma crise institucional. De um lado, a imprensa esmiúça o depoimento de Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República com detalhes assombrosos. De outro lado, um político de pouca relevância como o petista Marco Maia, oriundo do baixo clero, preside a Câmara dos Deputados e resolve ameaçar o Supremo Tribunal Federal para manter o mandato de deputados condenados à prisão pelo mensalão petista, numa cena de puro surrealismo – esse ilustre desconhecido não se constrange de virar piada porque seu mandato no comando da Câmara estará encerrado antes que qualquer providência prática possa ser tomada. Numa terceira via do circo dos horrores, somos obrigados a aturar alguém do porte de Zé Sarney, indignado, afirmando “O presidente Lula é um patrimônio nacional”, talvez devolvendo o mimo “Sarney não é um homem comum” que o “patrimônio” lhe dedicou – o mesmo que no passado o chamou de ladrão em letras garrafais! Senão, lembremos um Lula da Silva ensandecido em Aracaju, nos idos de setembro de 1987: “Antigamente se dizia que o Adhemar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão. Pois bem: Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrão (sic), mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República, perto dos assaltos que se faz”.
Esse manto de proteção que se monta ao redor de políticos é um incômodo que as sociedades começam a repudiar com veemência. E o Brasil não é diferente, no momento em que Lula da Silva corre o risco de ser revelado sem fantasias. Ou não teria sentido esse esforço hercúleo de proteção que se tenta montar ao redor dele. Movimento que coloca uma pulga atrás da orelha da jornalista do Estadão Dora Kramer: “Eloquente no ataque, na defesa Lula se esconde atrás de porta-vozes. Por que ele mesmo não fala? Tanto resguardo faz supor que necessite mesmo de proteção. Quem o faz inimputável, autoriza a suposição de que seja também indefensável [...] Nada desgasta mais a imagem de Lula que a recusa de se dirigir com clareza ao Brasil que depositou nele tanta confiança”.
Em diversos eventos empresariais uma enorme revolta começa a tomar conta da gente que faz o país caminhar. Revolta incondicional contra esse grupo que se apoderou do Estado para cometer crimes, que começa a sair do controle e que imagina poder continuar afrontando a nação impunemente.
O pior é que o país conta com uma oposição tisnada pelo mesmo esquema de corrupção desenhado e gerenciado por Marcos Valério. O PSDB tem evitado entrar em choque com o PT para exigir as explicações óbvias, a ponto de considerar a convocação de Valério um perigo. Afinal tem por esconder um mensalão mineiro – laboratório de experiência operado por Marcos Valério, onde foi gestado o mensalão petista. O DEM também tem seus temores por causa do seu mensalão no Distrito Federal. Ou seja, a sociedade brasileira percebe que, com honrosas exceções, o cenário político é como aquele velho pau de galinheiro.
Ficou cansativo para qualquer cidadão decente essa enxurrada de patifarias seguidas de negativas cínicas dos acusados. Sem contar as ameaças de delação. Neste momento, além de Marcos Valério, vieram à boca de cena fazer ameaças o onipresente Carlinhos Cachoeira, querendo ser o “Garganta Profunda”, e o novato Paulo Vieira, apontado pela Polícia Federal como “chefe” da quadrilha do escândalo Porto Seguro.
Pobre Paris, transformada em recorrente roteiro de escape dos escândalos petistas, onde Lula da Silva ora mente dando entrevista, ora não dá entrevista para não mentir mais.
Revelou-se um fiasco completo a tentativa de criar um factoide político em desagravo a Zé Dirceu e aos outros bandidos petistas condenados pelo Supremo. Felizmente, ninguém se arvorou a viajar nessa barca furada. Aliás, Dirceu é o pai e a mãe do azar. Passou a vida inteira correndo atrás do poder, ficou apenas dois anos no seu usufruto e foi defenestrado por corrupção. Para completar o quadro de maus agouros, terá a cadeia como estranho ponto comum entre o início e o ocaso da trajetória política.
Oscar Niemeyer morreu canonizado pela esquerda festiva. Independentemente do valor da sua obra, foi um cidadão de humanismo contraditório ao idolatrar figuras como Josef Stalin e Fidel Castro. O economista Rodrigo Constantino publicou artigo no jornal O Globo, em que exercita sua crítica a respeito do gênio do concreto, em texto que pode ser lido AQUI.
A Gol chegou ao mercado da aviação brasileira como grande novidade, repetindo experiências consolidadas em outros países: serviços de bordo simples e passagens econômicas, permitindo que grande parcela da população passasse finalmente a viajar de avião. Com o tempo, os serviços simples foram se transformando em serviços ruins, e as tarifas ganharam os ares. Agora, a companhia enfrenta delicada situação financeira, potencializada pela compra e posterior fechamento da concorrente Webjet. No horizonte, a possibilidade de ser comprada pela americana Delta, que já detém 3% do seu capital e assento no Conselho de Administração.
O Yes, ícone do rock progressivo, tocará no Rio em maio de 2013. No repertório, o conteúdo inteiro dos álbuns The Yes album, Close to the edge e Going for the one, três clássicos da carreira do grupo inglês.
Como amante dos Beatles, meu coração está triste com a morte de Pandit Ravi Shankar, aos 92 anos, músico indiano que tornou o sitar conhecido mundialmente e teve grande influência na vida pessoal e musical dos rapazes de Liverpool, em especial na de George Harrison. Um dos momentos definitivos dessa ligação, iniciada nos anos 60, deu-se em Concert for George, show realizado em Londres para marcar o primeiro ano de morte de Harrison, quando um emocionado Shankar declarou ao mundo que tinha o ex-Beatle como filho. As filhas Anoushka Shankar e Norah Jones são guardiãs indiscutíveis da grandiosa obra deixada pelo mestre, que marcou a música do século 20.
alarido
“Deus
do céu, eu sou do tempo em que bunda era palavrão!”
(Millôr
Fernandes, gênio da raça)
“A
outra e A Titular eram Irmã Sol e Irmã Lua; quando a Uma aparecia no AeroLula,
a Outra sumia.”
(Neil
Ferreira, jornalista, a respeito do jogo de esconde-esconde aéreo entre Marisa
Letícia e Rose nas viagens internacionais de Lula da Silva)
“Isso
é mentira.”
(Lula
da Silva, em Paris, questionado a respeito das novas declarações de Marcos
Valério, sem acreditar muito na sua própria verdade)
“Desconfio
muito desse candidato. Dele e do PT.”
(Leonel
de Moura Brizola, a respeito de Lula da Silva e do seu partido, em 1989)
“Pelo
mais elementar bom senso, a vítima de acusações caluniosas é sempre a principal
interessada na imediata e rigorosa apuração das maquinações que a atingem, para
que a verdade cristalina venha à tona, eliminando qualquer resquício de dúvida
sobre uma reputação ilibada. Por que, então, diante da torrente de denúncias
que têm colocado a reverenciada figura de Luiz Inácio Lula da Silva na
berlinda, ele próprio e o PT têm preferido atacar a se defender, esforçando-se
para desqualificar liminarmente os acusadores e as acusações? [...] Por que não
exigem, todos, que se abra rapidamente uma investigação oficial do Ministério
Público que coloque em pratos limpos toda essa infame campanha articulada pelas
forças do mal para destruir Lula e o PT? Afinal, quem não deve não teme. Mas a
verdade, e é por isso que o lulopetismo anda batendo cabeça em evidente sintoma
de pânico, é que Lula deve, sim [...] Não há dúvida. Pela primeira vez, desde
que chegou ao governo em 2003, Lula sentiu um golpe. Pela primeira vez teme as
consequências dos seus atos. Esta história está apenas começando.”
(Trechos
do editorial do jornal O Estado de S.
Paulo, publicado em 14 de dezembro de 2012)
“Lula
deveria ser investigado, é muita grana.”
(Trecho
de longa matéria do jornal americano The
Washington Post - o mesmo que estourou o escândalo Watergate, que derrubou
Nixon – a respeito dos escândalos que rondam Lula da Silva cada vez mais
perigosamente)
“São
gravíssimas as acusações, ainda que o acusador deva comprová-las. Mesmo assim,
falta uma palavra dos acusados. Não adiantará mais botar a culpa na imprensa ou
na oposição. O país inteiro aguarda a palavra que salva ou o gesto que mata.”
(Carlos
Chagas, jornalista, a respeito do silêncio petista a respeito das acusações de
Marcos Valério)
“Das
sandices decorrentes da arrogância aliada ao culto à personalidade, essa de
considerar que o cidadão Luiz Inácio da Silva não deve satisfação a ninguém é,
como diriam os mais antigos, de cabo de esquadra. Julga-se “falta de respeito”
pedir que o ex-presidente esclareça alguns fatos. Não corriqueiros, casos
envolvendo suspeitas de ilícitos cometidos por gente muito próxima a ele. De
Rosemary a Freud, passando pelo “capitão do time” vencedor em 2002 e agora
condenado à prisão, o entorno de Lula acumula um passivo cuja conta mais cedo
ou mais tarde será cobrada. Quanto mais o tempo passa somam-se a ela juros e
correção monetária.”
(Dora
Kramer, jornalista)
“Evita-se
a todo custo que a senhora Rosemary Noronha deponha no Congresso porque,
anuncia-se, ela é considera instável emocionalmente. Sei. Mas não para ocupar
aquele posto...”
(Reinaldo
Azevedo, jornalista)
“Ninguém
está acima da lei, mesmo estando debaixo dos lençóis. Dona Rosemary Noronha
está indiciada pela Polícia Federal pela prática de formação de quadrilha,
tráfico de influência, nepotismo, participação na venda de pareceres
administrativos e outros crimes. Ainda que sob a proteção do PT, poderá parar
na cadeia, até preventivamente. Suas relações íntimas com o ex-presidente Lula
não a eximem de responder perante a lei. Mesmo escondida sob lençóis...”
(Carlos
Chagas, jornalista)
“Rosemary,
ou Rose, é produto de procedência garantida: trata-se de puro Lula, que a
nomeou para o cargo em 2003, levou consigo em trinta viagens internacionais e
aceitava suas indicações para empregos gordos na administração pública. Sua
traficância não se fazia num subúrbio remoto do poder, mas praticamente dentro
do gabinete de Lula e da presidente Dilma Rousseff.”
(J.R.
Guzzo, jornalista)
“Essa
secretária prestava serviços burocráticos no escritório da Presidência da
República em São Paulo e, mesmo não sendo bilíngue, acompanhava o corrupto,
então presidente, em suas viagens ao exterior e lhe prestava serviços extras na
suíte presidencial do motel voador conhecido popularmente como Aerolula quando
o mesmo cruzava o Atlântico em viagens inúteis, muitas vezes para reverenciar
dirigentes que compõem a escória ditatorial do Terceiro Mundo, queimando
querosene pago por nós.”
(Humberto
de Luna Freire Filho, médico)
“Ou
você se comporta ou morre.”
(Paulo
Okamoto, tesoureiro da família Lula e diretor do Instituto Lula, ameaçando
Marcos Valério, segundo depoimento deste à Procuradoria Geral da República)
“Sou
um profissional experiente, não um imbecil.”
(Marcos
Valério, avisando que não sairá como “o mais sujo dessa história”, e já
ameaçando tirar do baú documentos e vídeos comprometedores para seus antigos
parceiros de patifarias)
“Tomara
que Valério reaja ao risco do naufrágio solitário com o cumprimento da
promessa. Tomara que conte tudo, do mensalão mineiro à roubalheira imensa
descoberta em 2005. Tomara que não poupe nenhuma das figuras com as quais
contracenou, de Eduardo Azeredo a José Dirceu, de Clésio Andrade a Lula. O
tumor da corrupção impune assumiu dimensões tão perturbadoras que talvez só
possa ser lancetado por um quadrilheiro de grosso calibre. Alguém como Marcos
Valério.”
(Augusto
Nunes, jornalista)
“As
acusações de Valério embatucaram o petismo. O partido terá de decidir como
afinal vai tratar o julgamento do STF. Já estava entendido que o PT achou injustas
as condenações impostas aos seus réus. Descobre-se agora que a legenda
considera irrepreensível o castigo imposto pelo Supremo a Valério.”
(Josias
de Souza, jornalista, incluindo trecho de declarações de Rui Falcão, presidente
do PT – que considera o julgamento justo para os outros)
“O PT
atual perdeu a linha, no sentido mais amplo. Demoliu seu passado honrado.
Abandonou-se ao vírus da corrupção, agora a corroê-lo como se dá, desde sempre
com absoluta naturalidade, com aqueles que partidos nunca foram.”
(Mino
Carta, jornalista, dono da revista Carta
Capital e ferrenho defensor do PT e de Lula da Silva, em surpreendente
reconhecimento da bandalheira dos seus amigos, talvez acometido de algum surto
febril)
“Mais
doloroso ainda é que as provas da contaminação até os escalões inferiores da
administração governamental confirmem o triste destino do PT. No poder,
porta-se como os demais, nos quais a mazela é implacável tradição.”
(Idem)
“Intrometida-chefe.”
(Título
honoris causa concedido a Dilma
Rousseff pela revista inglesa The
Economist, que fez madame colocar fogo pelas ventas)
“Ficamos
sabendo pelo jornal francês Le Monde que a presidente Dilma, que está de viagem
por aquelas paragens, não tolera corrupção. Bom que o Le Monde nos avisou,
porque a presidente, que estava mais uma vez na Europa para ensinar aos
tacanhos governos austeros como é que se cresce 1% ao ano arrecadando 35% do
PIB em impostos e estourando as contas fiscais, não toca muito nesse assunto
quando está entre nós.”
(Sandro
Vaia, jornalista)
“Vou
passar dias sem lavar este lado do rosto.”
(Participante do
evento PMDB Mulheres, depois de furar o esquema de segurança quase paranoico
que protege o vice-presidente Michel Temer e ganhar dele um beijo no rosto)
moleskine



Eu vejo diariamente a Globo e a Bandeirantes...alem de ler a Folha más a tua coluna concentra uma variedade de noticias e comentarios muito objetivos...Abraco. Dubby
ResponderExcluirHeraldo, passando ligeiro apara pegar o ar da graça emprestado a fim de colar ali no Facebook, onde 1846 amigos e conhecidos me seguem, para que eles sigam o link dessa sua fala grande, feito as dos <Palmeiras ante a nossa Igreja Matriz.
ResponderExcluirMestre, a sua coluna é preciosidade e o comentário do médico, Humberto de Luna Freire Filho, não é só corajoso mas, acima de tudo, verdadeiro, fiel e indignado refletindo o que nós todos pensamos. Ah, rapaz, apois esta semana oito governadores foram dizer que o papangu de alambique é cabra tão correto, mas tão correto que nós, os "povo" da imprensa é que queremos, porque queremos, culpar o pobre coitado, pai de menino sambudo que é hoje uma das maiores potências do setor pecuário brasileiro e ninguém vai saber como isso aconteceu.
ResponderExcluirAmigo querido, adoro o que você escreve. E amo compartilhar com meus quase 4.000 amigos de Facebook: é gente jovem, que precisa ler e se informar. Quando isto é possível de ser feito de uma fonta absolutamente fidedigna, isto não tem preço!
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