No topo da montanha mais alta da Espanha, fotógrafo passa
uma semana tirando 16.500 fotos da Via Láctea vista da Terra
impressionantes do ceu
Quando o senador americano e ativista do meio ambiente Gaylord Nelson chamou a atenção dos Estados Unidos para o que chamou de ‘Dia da Terra’, em 22 de abril de 1970, 20 milhões de universitários se mobilizaram para discutir a degradação do meio ambiente. Hoje, 144 países se unem em ações para inspirar a humanidade a apreciar as belezas naturais da Terra a fim de preservá-las.
Atualmente, estima-se que 500 milhões de pessoas se envolvam com os princípios defendidos pelo dia, todos os anos. Uma dessas pessoas é o norueguês Terje Sorgjerd. 'Apreciar a natureza' tornou-se uma espécie de mantra na vida do fotógrafo de 32 anos. Em 2010, ele e a namorada registraram tempestades vulcânicas próximas ao vulcão Eyjafjallajökull, vistas de perto pela primeira vez através das lentes de um fotógrafo.
Tomado pelo ímpeto de registrar imagens ainda mais impressionantes sobre a natureza, Sorgjed foi até a Sibéria e fez um vídeo espetacular sobre a aurora boreal. As imagens causaram tanta repercussão — foram aclamados em grandes mídias como o Discovery Channel, National Geographic e NBC — que o fotógrafo reuniu seu equipamento mais uma vez e partiu para uma nova aventura: fazer imagens da Via Láctea a partir da El Teide, a montanha mais alta da Espanha, com 3.718 metros de altura.
Sorgjed passou uma semana praticamente sem dormir registrando as imagens. É nesse lugar que está construído o observatório do Teide, um dos maiores do mundo. Entre os dias quatro e 10 de abril rodou a montanha com uma câmera, tripé, baterias e até um trilho para dar o movimento característico de seus vídeos. Só não levou saco de dormir porque, segundo ele, não havia tempo a perder dormindo. "Eu tinha uma semana para registrar as imagens da Via Láctea e elas precisavam ser feitas durante a noite. Durante o dia eu ia de um lugar para o outro", disse.
Haja paciência. Sorgjed explica que tirou 16.500 fotos. Ia tirando uma por uma em intervalos de 20 minutos. Depois que disparava a câmera, dava um empurrãozinho no trilho onde o tripé estava montado e repetia o processo 20 minutos depois. Nas tomadas do céu noturno, tem-se a impressão que a Terra está parada e a abóboda celeste em movimento. No fim, o norueguês tinha material bruto equivalente a 2,5 terabyte, o mesmo que 345 filmes em alta resolução. "Foram dois dias só para descarregar o material e mais dois para finalizar os vídeos".
Ele só viu o resultado final cinco dias depois de ter chegado da viagem.
Você pode vê-lo agora.
Aperte o play e confira:
The Mountain from Terje Sorgjerd on Vimeo.

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