sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Choro Noturno


Heraldo Palmeira

Há alguns dias o país chorou com a perda inexplicável de um ator. Todos gostaríamos de entender por que essas coisas acontecem, como um homem em plena forma, na maturidade criativa, sucumbe a um rio, paralisado pelo pavor – como leva a crer o relato da colega que testemunhou tudo.

Há alguns dias o país descobriu que aquele ator com jeito tímido, sem vocação para o deslumbramento, era também um homem especial, adorado pelos colegas, reconhecido no meio como um dos grandes que realmente era. Elegante até na comoção final de despedida da vida.

Ontem eu pensei na tevê brasileira que conheci (ela) ainda adolescente, no meio dos anos 60. Claro que me apaixonei, mesmo limitado ao indiozinho da Tupi, naquele preto e branco chuviscado que chegava a pulso nos confins do Brasil onde eu vivia.

Ontem eu pensei em todo o encanto que aquele negócio foi causando na minha vida, trazendo o mundo para dentro de casa, me incentivando a ser um profissional do audiovisual.

Ontem eu fiz uma correspondência entre ficção e realidade, pensando na arte de transformar um calhamaço repleto de letras em uma história que envolve pessoas que fazem e pessoas que assistem.

Ontem eu testemunhei a ginástica espetacular de uma equipe ocupada em, pela primeira vez na história dessa nossa tevê agora madura, manter vivo um personagem cujo ator que lhe dava vida perdeu a própria vida.

Ontem eu torci pelos atores que se obrigavam a fingir alegria ao falar com uma câmera como se ela fosse o companheiro de elenco, o amigo querido que se foi tragado pelas águas de um rio imponente que eles todos louvavam na história que estão terminando de contar. Torci tendo plena consciência de que estava assistindo a um jogo em videoteipe inédito. Coisa mais esquisita!

Ontem eu chorei ao testemunhar um momento histórico dessa nossa tevê madura, que soube resolver com delicadeza inaudita a falta da presença protagonista, sem permitir que tudo virasse uma ausência capaz de pôr tudo a perder.

Ontem eu chorei copiosamente sofrendo a perda de um homem que não conheci. Ontem eu me apeguei a Santo dos Anjos para manter vivo Domingos Montagner e vencer uma saudade difícil de explicar.

Ontem eu entendi que tudo o que foi traçado para ser apenas um folhetim vai nos deixando lentamente com uma marca de realismo, que se acentuou naquela tarde em que todos nós fizemos parte de um drama dentro do drama.

Documentarista, produtor cultural e colaborador do Bar de Ferreirinha

Punheteiro criativo

afapada


Pergunta e resposta fela da puta

P - Por que o coveiro é um cara legal?
R - Porque não se incomoda com a vida de ninguém.

Sempre bata na porta antes de entrar

2038


Janelas aquecidas

Uma ribaçã estava sobrevoando Timbaúba,

quando uma galinha foi atropelada e o cara da moto caiu.
Quantas bananas sobraram?
Resposta:
69, afinal melancia tem caroço.

Foda-se

11111fodase


Dentadas

"NÃO SEI MENTIR,POR ISSO QUANDO ME PERGUNTAM COMO ESTOU,EU FALO NA LATA:MINHA VIDA É UM
CONTO DE FALHAS".
                                       Caco Dentão 

Selfie perfeita


Informação que obrigou o BC a comprar dólares e acalmar o mercado

Gracyanne fez cocô
depois de 11
dias
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Notícia que praticamente inocenta Lula na Lava Jato

Dani Vieira usa vestido 
de RS 10 mil para 
comemorar
aniversário
Dani Vieira (Foto: Daniel Pinheiro/AgNews)

Cheirinho de eliminação

A vida como ela é...

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Piadinha cu de macaco

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Um casal estava em viagem de férias no Rio de Janeiro, hospedado num hotel de luxo. 
Estavam no bar tomando um drink, e passa uma mulher exuberante, fantástica, glamurosa, turbinada. A esposa vira-se para o marido e diz: 
- Que mulher linda! Será que é artista?
- Que nada! Você não está vendo que é uma piranha de luxo?
- Não é possível que uma mulher desse porte seja piranha.
- Você quer ver? Eu vou lá falar com ela, você fica de costas lá perto e escuta a conversa.
O marido se aproxima da garota no balcão e pergunta se pode lhe pagar um drink, e ela aceita. 
Inicia a conversa perguntando o que ela faz, ao que ela responde que é "modelo", mas está lá à disposição, se ele não tivesse nada para fazer ela faria o que ele quisesse.
Ele pergunta então quanto seria o programa e ela diz que é 500 dólares. 
Ele pechincha e pergunta o que ela faria por R$ 100. Ela responde que por R$ 100 não faz nada, que R$ 100 é o que ela paga ao cabeleireiro diariamente pela maquiagem. 
Então o marido se despede e se retira.
No outro dia, o casal está descendo para o café da manhã, quando o elevador para em um andar mais baixo e a garota exuberante entra.
Reconhece o cara, dá uma medida de cima a baixo na esposa, vira-se para ele e diz:
- Tá vendo só o que você consegue com R$ 100?

Baú do Bar de Ferreirinha

                                    LACAVA,PITULEIRA,RUI,RAI E RUBINHO
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Descoberta importante

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O rufião

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Sujou

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Todas as ruas

MÁRIO VASCONCELOS

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Nós e o Rio Seridó de antigmente

Ciduca Barros

O Brasil inteiro assistiu estarrecido à notícia da morte de um ator global, no auge na sua carreira artística, por afogamento, nas águas do Rio São Francisco, rio que é, carinhosamente, conhecido como “Velho Chico”. A morte é sempre inexplicável e comumente estúpida, mormente nas trágicas condições de como faleceu o ator. Curiosamente, segundo a imprensa nacional, o artista desaparecido era formado em Educação Física e sabia nadar. 
Esse fato triste e lamentável me fez reprogramar a minha memória para a cidade de Caicó, nossa infância e as turbulentas, perigosas e barrentas águas do Rio Seridó, quando das suas monumentais enchentes do passado. Aqueles da minha geração lembram-se muito bem de que o Rio Seridó quando “descia” com água, “de barreira a barreira”, arrastava na sua trajetória tudo que se encontrava em seu leito seco.
Naquela época, a montante do Rio Seridó não havia muitos reservatórios hídricos. Resultado: com poucas chuvas ele enchia e suas águas chegavam rapidamente à cidade de Caicó, fazendo a festa da molecada. 
Soando um barulho medonho, o rio descia levando em sua enxurrada animais (de vários portes: carneiros, ovelhas, bodes, cabras, porcos, jumentos, cavalos, bois), árvores, estacas e muito arame farpado – as pessoas costumavam “cavar” cacimbas no leito do rio seco e as cercavam para os animais não “baldearem” as suas águas. O saneamento ainda não havia chegado ali. 
E nós, rapazes daquele tempo, como víamos aquilo tudo? Com muita excitação e nenhum temor no coração. 
Não me lembro de que, em tempo algum, a rapaziada tenha esperado as primeiras águas passarem para cair dentro do Rio Seridó. Dividindo o espaço com tudo que descia no rio, nós íamos driblando “os corpos estranhos”, os remansos e as pedras (lajeiros).
Quanto aos lajeiros, que a cada ano afloravam de uma maneira diferente, nós tínhamos todos “catalogados” em nossa cabeça de vento e, como se tivéssemos um radar (ou seria um sonar?), raramente colidíamos (quando muito, uma ou outra escoriação sem muita gravidade). 
Com as contracorrentes, refluxos fluviais ou remansos (que em cada ano mudavam também de lugar) coexistíamos na maior paz. Quando surpreendidos por um remanso, o moleque mergulhava e saía por baixo, sempre aproveitando a corrente das águas. Sempre sem fazer resistência às águas. 
A maioria da juventude do meu tempo aprendeu a nadar naquele barulhento e caudaloso rio. Muitos, enquanto aprendiam a nadar, beberam das suas águas barrentas.
Nadamos em águas correntes, o que é totalmente diferente de nadar numa bela piscina olímpica. Para nadar em águas correntes é preciso conhecer alguns macetes. Não podemos nadar contra a correnteza e sim, aproveitar a corrente, para seguir o curso do rio. 
Sobejamente, sabíamos dos perigos e das ciladas que aquele rio nos armava, mas nós o dominávamos, sempre com a sua ajuda, sempre sem criar resistência, sempre lhe dando a impressão de que quem mandava era ele.
Lembro-me bem de que, a uma distância aproximada de 4 quilômetros da cidade de Caicó (RN), fica a Fazenda Turquia, pertencente ao senhor Daniel Diniz (hoje dos seus herdeiros). Então, nós (inclusive o amigo Rômulo Gurgel Diniz, filho do dono da propriedade) subíamos a pé, margeando o rio, e ali íamos chupar cajaranas e comer melancias nos roçados. Em seguida, com a barriga cheia, descíamos à deriva no embalo da correnteza. Soltos, arrastados, levados pelo embalo das ondas enlameadas do Rio Seridó.
Era também nas escaldantes areias do Rio Seridó de antigamente que empreendíamos peladas monumentais, estivesse o rio com ou sem água. 
Sobre os nossos rachas nas areias quentes do Rio Seridó, eu já escrevi no capítulo 50: “Fomos Moleques No Seridó”, do livro “SERIDÓ – UMA NAÇÃO DIVERTIDA”, de 2013 (edição esgotada):
“Quem esqueceu aquelas famosas peladas no leito seco do Rio Seridó, em Caicó do nosso tempo? Carimbadas nos ovos ou na “boca do estômago”, quem da nossa geração não levou? Cabecear uma bola suja de areia tirando o couro da testa? Cabecear uma bola de capotão e a testa acertar exatamente na costura do pito? Doía pra burro e ainda ficava um ‘galo’. 
Unhas dos pés arrancadas? Joelhos esfolados? Cotovelos escoriados? Naqueles famosos rachas, naquelas peladas violentas e disputadíssimas. Quem não se lembra do sangue que escorria? Gosto de comparar nossa juventude ‘livre e solta’ com a dos nossos netos. Nossos netos usam tênis de marca americana, cientificamente apropriados para o uso específico de cada esporte. Eles têm todas as unhas dos pés ainda de nascença. As nossas foram todas restauradas, inúmeras vezes”.
Numa comprovação documental, nas fotos aqui postadas, vemos alguns daqueles jovens que, anualmente, enfrentavam as turbulentas águas do nosso amado rio. As fotos foram clicadas num ano de muitas chuvas e de grandes cheias – 1957. Infelizmente, ainda não podemos fotografar os corações nem as mentes, mas se isto fosse possível, podem estar certos de que veríamos ali corações palpitantes (ainda não conhecíamos a palavra “adrenalina”) e mentes sem nenhum medo de enfrentar o rio, nem o nosso incerto futuro. 
Em 1973, a serviço do Banco do Brasil, fui trabalhar e morar no estado de Sergipe. Estive várias vezes às margens do Rio São Francisco. Em muitas ocasiões, atravessei de barco as suas águas. Vi a sua pseudoinocência e senti que ali, com suas águas sempre em movimento à procura do mar, também havia uma semelhança com o nosso Rio Seridó de antigamente. Ambos são sonsos e na sinuosidade de suas águas, nos meandros das suas curvas, escondem-se armadilhas fatais. 
Domingos Montagner! Todos nós sentimos a sua prematura e inexplicável morte! Todos estamos solidários com a dor da sua pesarosa família. Sabemos que você, formado em Educação Física, deveria saber nadar, com técnica, os quatro estilos, mas, que pena que você não foi também um daqueles moleques que conheciam as armadilhas do Rio Seridó de antigamente! 
Que pena!

Nota do redator: Na foto, datada de 24.03.1958, vemos em pé, da esquerda para a direita:  Madureira, Vital, Damião, Osvaldo Modesto (+), Feitosa e Charles Garrido (+). Agachados, também da esquerda para a direita: Carlos de Memeu, Ciduca Barros, Manoel Antonio, Telê (+) e Hercílio.
Escritor, funcionário aposentado do Banco do Brasil e colaborador do Bar de Ferreirinha

Curiosidade

Fato curioso do mundo animal


Inicio de namoro

- AMOR, VAMOS AO TEATRO?
- QUAL É A PEÇA?
- OS JUMENTOS ESTÃO EM EXTINÇÃO.
- É SOBRE O QUÊ?
- UM SAPO QUE QUER SER PILOTO DE AVIÃO.

Emprego

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Pergunta e resposta fela da puta

O que aconteceu com o cara que
conseguiu entender as mulheres?

Ele morreu de tanto rir e não teve
tempo de contar a ninguém.
              
                         




Recado



Recado



Notícia que muda campanha de Bibica a Prefeito de Caicó

DÉBORA SECCO 
FALA SOBRE 
RELACIONAMENTOS 
E ASSUME: ANDA 
NUA EM CASA!
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Regime

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Nas ervas

Eugênio de Andrade

Escalar-te lábio a lábio,
percorrer-te: eis a cintura
o lume breve entre as nádegas
e o ventre, o peito, o dorso
descer aos flancos, enterrar

os olhos na pedra fresca
dos teus olhos,
entregar-me poro a poro
ao furor da tua boca,
esquecer a mão errante
na festa ou na fresta

aberta à doce penetração
das águas duras,
respirar como quem tropeça
no escuro, gritar
às portas da alegria,
da solidão.

porque é terrivel
subir assim às hastes da loucura,
do fogo descer à neve.

abandonar-me agora
nas ervas ao orvalho -
a glande leve.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Corno eterno

Numa cidadezinha do interior o cara foi corneado pela quarta esposa.
Inconformado, resolveu procurar um artesão para confeccionar uma 'mulher de madeira'.
A obra foi concluída e entregue num prazo relâmpago, e ele respirou aliviado:
- Agora, eu duvido esta princesa me trair. Duvi-do-dó!
Mas, em menos de quatro meses... o cupim comeu!