quinta-feira, 28 de maio de 2015

Verdade verdadeira


Mulher está grávida de 12 filhos em Mossoró

Uma mulher submetida a um tratamento de fertilização, após vários abortos naturais, está esperando 12 filhos. 
Sim, 12! ]Segundo a imprensa local, a mulher, uma professora em Mossoró que não foi identificada, está gerando seis meninos e seis meninas. 
Se a grávida der à luz os 12 filhos baterá o recorde mundial de nascimentos múltiplos, que é de nove rebentos, também por uma mossoroense em 1946. 
Mas, neste caso, todos os bebês acabaram morrendo após o parto. 
O pai que também não se identificou disse que, no começo, pensava que a mulher teria apenas gêmeos. 
"Mas novos fetos foram descobertos. Nossa alegria aumentou com o número crescente. A equipe médica nos falou que a minha esposa dará à luz de forma natural", disse.

Divórcio radical

Moto-contínuo

Bruna Lombardi
Eu não sabia o que fazer e abri a blusa
mais tarde eu ia dizer foi sem pensar
ele me achou desnorteada, confusa
como acharia qualquer mulher que abre a blusa
e faz tudo que fiz só pra agradar

Minha cabeça não era mesmo muito certa
mulher esperta eu nunca fui, mas deveria
saber me colocar no meu lugar
não adiantava nada, eu era assim desatinada
o tipo de mulher que faz as coisas sem pensar

Você agora, me ouvindo contar essas histórias
talvez me ache, também, um pouco confusa
e eu, que faço tudo para agradar
já sem saber o que fazer abro minha blusa
como faria qualquer mulher confusa no meu lugar.

Isso é muito importante

A grana


Cineasta caicoense fará documentário sobre Milton Nascimento


Milton: documentário
Milton: documentário será produzido pela RYFFS

Vem aí um documentário sobre Milton Nascimento
A direção da RYFFS acaba de aprovar projeto do cineasta Ailton Cabeção Queiróz para o filme que custará 2.938 000 reais. 
Milton Nascimento – Pelo Brasil será produzido pelo braço cultural da RYFFS Corporation.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Piadinha cu de raposa

Dois advogados, sócios em um escritório, saem juntos e vão almoçar. 
Já no meio da refeição um vira para o outro e avisa: 
- Caralho! Esquecemos de trancar o escritório! 
E o outro responde: 
- Por que a preocupação, se estamos os dois aqui?

A paixão feneceu. E o futuro?

Ciduca Barros
Sabemos que, com o passar dos anos, tudo mudou rapidamente. Aquilo que vivenciamos na nossa geração, já foi diferente daquilo que viveram as gerações dos nossos pais e avós. Nossos filhos e netos já vivem hoje em um mundo que, em muitos aspectos, nada lembra o nosso. Com o tempo, muita coisa se transformou em algo bem melhor – veja-se quanto à Medicina, pois no nosso tempo se morria até de apendicite. Hoje, num mundo tecnológico, globalizado e ágil, os fatos que ocorrem aqui, são registrados, em tempo real, e o resto do mundo toma conhecimento com celeridade. Isto é muito bom, pois não temos mais ninguém alienado com os acontecimentos locais, regionais, nacionais, ou mesmo, internacionais. 
Entretanto, nossa geração preservava a intimidade dos nossos amores, consequentemente, a reputação das ex-namoradas. Paralelamente, as mulheres de ontem temiam parecer vulgares e fáceis. Inúmeros casos/namoros/noivados e até casamentos chegavam ao fim, muitos deles após anos de juramentos apaixonados, daí, como em qualquer época, a existência a dois deixava o seu rastro de felicidade e ventura registrados em cartas, anéis (em caso de noivado), presentes, bilhetes e fotografias. No momento da cisão amorosa qual era o último pedido que a jovem nos fazia? Devolva minhas cartas e meus retratos. E o que ela própria fazia? Devolvia-nos também. 
Apenas para recordar, existe uma música, composição do inspirado Adelino Moreira, cantada também por uma potiguar, Núbia Lavayette, com o sugestivo título de “Devolvi”, em que diz:
Devolvi suas cartas amorosas e as juras mentirosas com que ele me enganou/Devolvi a aliança e também seu retrato para não ver seu sorriso no silêncio do meu quarto”. 
A música continua cantando o testamento daquele caso amoroso e, numa demonstração patente de que todo fim amoroso também doi, termina dizendo: 
“Devolvi tudo, só não pude devolver a saudade cruciante que amargura o meu viver”.
Parece tolice, mas o que desejavam as mulheres do passado com aqueles pedidos de devolução? Preservar os seus amores futuros. Inclusive, num sinal de respeito antecipado, também resguardar a pessoa que ficaria em sua vida para sempre, ou seja, o seu futuro marido, apagando e destruindo quaisquer resquícios dos amores do passado que o tempo volatizou
Recentemente, vendo estas fotos que são, profusamente, postadas por amantes (este vocábulo foi escrito aqui significando “pessoas que se amam”) nas redes sociais, com legendas de declarações “de um eterno amor”, e sabedor de como as paixões são efêmeras, me assaltou um pensamento de quem nasceu no século passado e também viveu seus amores passageiros. Nesse aspecto específico, a modernidade atropelou a intimidade dos casais, consequentemente, anulando a preservação dos seus futuros amores. 
Como devolver as fotos postadas nos diversos veículos utilizados pelas velozes e capilares redes sociais, que são de domínio público? Será que uma foto que uma jovem posta, no atual momento, com o seu atual amor, no futuro, vai ser vista com naturalidade por seus futuros namorados, talvez até aquele que poderá ser o pai dos seus filhos? Isto apenas para citar aquela pose inocente, pois vemos outras bem mais ousadas e que, como as demais, são de domínio público e serão eternamente registradas na nuvem cibernética, que, também certamente, serão vistas por seus futuros netos, quando ela for uma respeitável avó de cabelos encanecidos e de terço à mão. 
A idade não me transformou num falso moralista, mas, repetindo o que afirmei acima “que com o passar dos anos muita coisa mudou celeremente”, gostaria de deixar minha última indagação: será que a modernidade também sucateou o zelo com o futuro? 
“O futuro a Deus pertence”, como diziam as nossas experientes mães?

RYFFS programa dois eventos sobre energia eólica no Seridó


eolica

A cidade de Ipueira recebe nos dias 2 e 3 de setembro a ‘Energy Business’, evento que discute temas como energias renováveis e sustentabilidade. 
De acordo com Toinho de Aníbal comandante da equipe de organizadores, o evento será uma grande exposição de novos projetos, equipamentos e intercâmbio de conhecimento nas diversas áreas da sustentabilidade e geração de energia.
No mesmo período, acontece em Caicó o VI Seminário sobre Minigeração Distribuída.
O Seridó acaba de alcançar um número importante no setor de energias limpas: a produção de 26 mil megawats de energia eólica instalada e operando, quantidade equivalente a dez vezes a capacidade máxima da Hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais, e suficiente para abastecer cerca de 77 milhões de pessoas.
A RYFFS Corporation atingiu sozinha 12 mil MW em abril. 
É o avanço da energia produzida através da força dos ventos, que traz uma forte geração de empregos.

Educação cabe em todo canto

Dupla que levava 40 cobras para Natal terminou em cana

Dois homens terminaram atrás das grades em Jardim do Seridó. 
Yago Lins do Nascimento e Antonio  Honório foram presos ao tentarem embarcar com 40 cobras jararacas reticuladas nas bagagens de mão! 
Os répteis estavam sedados, mas, para as autoridades, só a presença delas dentro do alternativo já seria capaz de provocar pânico, comprometendo seriamente a viagem.
Os detidos disseram que já haviam acertado a venda das cobras em Natal, para onde pretendiam viajar.
O Seridó tem sido "exportador" de grande número animais, incluindo cobras, papagaios e jumentos.

A vida como ela é

AUTO_myrria

Teu pescoço, teus seios

Mário Faccioni
Me pedes que tome
Teu lubrificado sexo,
Me pedes que beije
Teu pescoço, teus seios.

Me enchas de beijos
Dos pés a cabeça.
Me injetas tuas ânsias,
Me fazes suspirar.

E tomo teu corpo,
Te seguro os seios,
Te beijo no ventre,
Me enrosco em teu cabelo.

Levanto tuas coxas,
Mordo teus mamilos,
E um grito de gozo
Consegue escapar.

E te tomo em meus braços,
Te balanço em meu peito,
Te olho nos olhos,
Te encho de beijos.

Você toma meus ombros,
Me arranhas as costas,
Me mordes o pescoço,
Me fazes tremer.

E só quando extasiada
Depois desse avanço,
Me pedes que pare,
Que já não podes mais.

Mas são inúteis
Comigo teus pedidos,
Você já me conhece
Não penso em parar.

E quando eu já acredito
Que estas saciada
Me mostras teu rosto
De felicidade, pedindo mais.

Pura verdade

Dica importante

Peça dinheiro emprestado a pessimistas: eles não esperam devolução.

E tome xêxo

AUTO_nicolielo

terça-feira, 26 de maio de 2015

Olhaí, Dilma!

Quando dois somam um

Ivar Hartmann

A proposta básica para o casamento, lá atrás, quando o homem deixou de fugir das feras para fazê-las fugir dele, o que implicava viver em grupos, deve ter sido esta: acasalar-se, um macho com uma fêmea, para, desta forma, facilitar a vida de ambos, com o auxílio recíproco nas necessidades, e, no caso das mulheres, vivendo com um varão determinado, garantir sua proteção para as crias que tivesse. Valeria dizer, do mesmo protetor. A evolução (ou involução, dependendo do prisma de quem analisa), levou aos casamentos de pessoas de mesmo sexo, o que não invalida a análise. Há duas ou três gerações atrás, homem e mulher – os noivos - iam para os casamentos sem conhecer do seu par mais do que os lábios e carícias tímidas. A sociedade brasileira evoluiu para a permissividade acompanhando e repetindo o que os filmes estrangeiros e as novelas brasileiras disseminaram pelas famílias. Mas a ideia básica continua a mesma: enquanto duas pessoas têm mais vontades e desejos em comum – amor para dar e receber - persistem os laços que podem ser simbólicos, religiosos ou civis. Nenhuma cerimônia é capaz de garantir o futuro de um casamento. Amor, em um casal, significa entre outras coisas perdoar o que for perdoável, compreender o que é possível de entender, aceitar o que não for contra os princípios de cada um.
O acasalamento continua partindo da ideia de facilitar a vida humana, dois somando um, para atender aos interesses, necessidades e proteção comuns. Neste contexto ainda vivem os casais de hoje. A humanidade cresceu em inteligência e saber. Os meios de comunicação diminuíram o mundo e nos fazem viver em um único lugar. Maiores as liberdades e possibilidades. Maiores as exigências de cada um. Maiores são os embates na família. Estas exigências maiores e a facilidade em romper vínculos, faz do homem e da mulher um ser mais egoísta e voltado para si. Na mesma medida os vínculos se rompem. Mas a antiga forma de constituir família persiste, para lá da simplista ideia cristã da simples procriação. Porque amar e ser amado faz parte da estrutura humana. Amar e ser amado para lá dos vínculos sociais e na forma que nos realize, só é possível dentro da vida familiar e esta continua se entendo como um casal que consegue transformar-se em um. Não é fácil. Mas é possível. E o prêmio, sabem todos que vivem esta vida, preenche todos nossos vazios e nos realiza.

Mulher pinta quadro com sangue de sua menstruação


Jessica Catuaba uma carioca que mora em Caicó se define como "artista conceitual e designer menstrual". 
Não é para menos! 
A mulher usa o sangue da própria menstruação para fazer obras de arte. 
A série foi batizada por ela de "Beleza em Sangue". 
O objetivo, diz Jessica, é subverter o estigma e a vergonha que ainda cercam os ciclos menstruais. 
Muita gente gosta, mas muita gente se incomoda e chama a arte de Jessica de "fuleira" e "leprenta". 
"Recebo mensagens de gente que realmente se sente desconfortável com as imagens, mas que agradecem por eu desafiá-las. É muito legal", disse Jessica.

A cantada

Bibica diz que Dilma cometeu erro politico imperdoável

Presidente do PBF criticou Presidenta da República em evento no Recife
O empresário Bibica Di Barreira (PBF) disse ontem, que a presidente Dilma Rousseff (PT) cometeu um ‘erro político imperdoável’ ao não vetar a lei aprovada pelo Congresso que aumentou os recursos destinados ao Fundo Partidário. 
“Há cerca de um mês a presidente da República, em um gesto absolutamente insensato, deixou de vetar uma lei irracional votada pelo Congresso que aumentou o valor do fundo partidário. Essa verba do orçamento que banca as atividades dos partidos, essa verba era de 200 e poucos milhões de reais, que já era uma quantia enorme, foi aumentada para 900 milhões de reais. A presidente da República deveria ter vetado, mas deixou passar: um erro político imperdoável”, disse Di Barreira.
Ele participou em Recife do congresso da Associação dos Mercados Financeiros. 
Di Barreira disse que a corrupção pública é muito incentivada pelo modelo adotado de organização da política. 
“A evolução do sistema político brasileiro contribui para isso (a corrupção)”, afirmou Bibica.

Médico do Paraguai

Médico Falsificado

Causa e efeito do meu tesão

Andréa Lima
Causa e efeito do meu tesão;
Homem que é tentação;
Que segura minha mão;
E me coloco à disposição.

Efeito e causa do meu tesão;
Homem que não me diz não;
Que me coloca em posição;
E me percorre com a mão.

Causa do meu tesão;
Cá usa sua imaginação;
Faz-me perder a noção.

Efeito do meu tesão;
É feito de paixão;
Causa-me exaustão.

Piadinha cu de formiga

O marido entra com muito cuidado na cama e sussurra, suave e apaixonadamente, no ouvido de sua mulher:
- Estou sem cueca... 
E a mulher lhe responde
- Amanhã eu lavo uma.

Pense nisso

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Queda e coice!


Fernando Antonio Bezerra
A seca, impiedosa, leva quase tudo do homem sertanejo, mas, consegue ser ainda mais agressiva quando chega associada a uma crise econômica (e política) que arrepia até o mais experimentado economista!
Nestes últimos dias fui, como de costume quinzenal, pelas vias do asfalto que sai do litoral, em busca do sertão do Seridó. A vegetação entre Santa Cruz e Currais Novos de tão rala que está, depois de seguidos anos de seca, me fez avistar casas – no horizonte das fazendas - que nunca tinha visto nestes muitos anos de rodagem entre Natal e Caicó. As serras que permeiam a chegada no Acari de minha infância, de meus antepassados e familiares estão com clarões na vegetação, como que feridas abertas e não cicatrizadas. É possível ver várias juremas mortas, algo que, confesso-lhes, creio que em outras Secas não acontecia tanto ou a observação não me despertava atenção. A vegetação da caatinga, notadamente, a resistente e invasora jurema, com algumas chuvas logo ressuscita e se deixa pintar de um verde vivo que enche os olhos e alegra a alma. Mas, quatro anos de Seca quebrou o ciclo de vida até da jurema!
A seca, inclemente, quebrou até o ciclo de vida da jurema
De São José para Caicó, por sua vez, a chuva escolheu palmo a palmo onde cair. O açude da Fazenda São Bernardo chora para dentro, sugando suas últimas águas. Até Serra Negra, boa de chuva em anos atrapalhados, entrada do inverno no Seridó, está angustiada porque em seu território a maioria dos açudes está seco.
Apesar de tudo, o sertanejo, de fato, é um resistente. Enverga, mas não quebra! Mas, tem levado umas quedas e, ao cair, uns coices. As chuvas de 2015, infelizmente, foram poucas para encher açudes, mas, em alguns lugares, fez comida para o gado bovino. Com o pasto, o sertanejo, planejando venda, soltou o gado nos cercados. Com o mês de Maio sem chuvas, contudo, todos se apressaram em apontar o gado para os compradores. Muita oferta já faz naturalmente o preço cair. Mas, até aí o cenário era, mais ou menos, esperado. O problema, agora, não é apenas a oferta em abundância, é o dinheiro que ninguém acha. A crise econômica nascida lá no Planalto Central, que passa pelas bolsas de ações, muda a política econômica e faz o escarcéu não sei lá onde. Pois bem, tudo isso que começou longe do Sertão, agora chegou por lá e, o pior, justamente no momento onde já estamos lapiados por quatro anos consecutivos de Seca! Moral da história: quem faz queijo, está com a mercadoria “boiando”; quem vende leite viu tudo subir e o que produz, baixar; quem tem gado para vender, luta para conseguir uma ficha na fila do marchante pedindo, até pelo amor de Deus, para que ele compre, apure e pague. O marchante, a exemplo dos demais comerciantes, também está em velocidade menor, sentindo que o consumidor está mais seletivo na compra e, com o desemprego batendo em todas as portas, muitas vezes, até tem vontade, mas não dispõe do dinheiro para pagar a conta da carne, ou seja, no melhor economês, “a corda quebra do lado mais fraco”. É, ou não é, queda e coice?
Não está fácil viver no sertão, mas a peleja vai continuar, afinal somos potiguares do Seridó e nossa terra tem valor! Paulo Balá Bezerra (nascido em 1933, Acari-RN), médico, sertanejo de chuva a sol, meu tio-avô cuja escrita me inspira e me emociona, dentre tantas anotações importantes, diz: “E assim o homem e o tempo depuraram uma civilização que, pelas circunstancias, só poderia nascer ali, no semi-árido mais brabo, ensolarado e quente e, por isso mesmo, sem arremedo nesse mundo de meu Deus, a singularíssima civilização do Seridó.” Só sei que foi assim!
Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó

Lábios ardentes


Janduhi Medeiros
Os beijos eram de alegria,
Lábios suculentos,
Luziam os corpos dos namorados
Como uma primavera
E nos desejos ardentes,
Desde a liberdade da praça
Até a lenha das flores,
Os namorados aqueciam
Ainda mais a tarde de verão.

Os dois curtiam a penumbra do crepúsculo,
Cortina de céu escarlate
Que acalma e suaviza a tardinha
Bordada por nuvens maliciosas
Como as mãos que deslizavam
Inquietas pelos ombros.

Quanto a mim, só me restava contemplar
A pureza dos gestos, os luzentes lábios,
O brilho oferecido aos olhos da inveja
Espalhado pelas bocas como riso dourado de calor.